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Relações abusivas e violência

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“No final do mês de setembro promovemos junto à comunidade na Escola de Ensino Fundamental Francisco de Paula Seára, no bairro Vila Operária, em Itajaí, a Mostra Interdisciplinar onde apresentamos atividades e experiências desenvolvidas pelos estudantes e professores da unidade.
O tema da mostra foi direcionado para “As mudanças climáticas e o meio ambiente”, no entanto, outras temáticas e linhas de pesquisas foram exploradas. Dentre as quais, o projeto de diversidade de estilos e crenças: “Você tem seu estilo, o Francisco tem todos!”, onde se abordou o respeito pela diversidade e as múltiplas maneiras de criar, amadurecer e cultivar um estilo de vida saudável em sociedade.
Outro projeto de relevância interdisciplinar de grande impacto envolveu as “Relações abusivas e a violência contra a mulher: o caso do Colégio Francisco”. Tratou-se de um estudo de caso e de análise de dados sobre as relações abusivas e as violências já vivenciadas pelos estudantes.
O estudo foi sobreposto por uma equipe de alunos do Terceirão. Aplicou-se, primeiramente, uma entrevista previamente elaborada com cinco perguntas aos meninos e as meninas do 8º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Em mais de 250 respostas visualizamos alguns números reveladores.
Entre os estudantes do sexo masculino mapeamos um número, em que, 35% dos entrevistados entendem que as roupas e o modo de se vestir interferem na condição da mulher sofrer o assédio. Mais da metade dos estudantes meninos entendem que nas relações estáveis não há ocorrência de abusos e violência. Em relação a divulgação de fotos íntimas através de aplicativos e redes sociais, sem a autorização das parceiras, 10% acredita que se trata de uma atitude normal ou aceitável.
As estudantes do sexo feminino, por sua vez, revelaram dados mais alarmantes, sendo que 33% delas já se sentiram pressionadas a fazer algo sem sua vontade para agradar o parceiro. Em relação ao sofrimento do ato do abuso, 47% entendem que já sofreram algum tipo de assédio ou violência. Mais de 90% das meninas se sentem incomodadas com os olhares ou comentários ouvidos nas ruas, em relação à sexualidade. Finalmente, mais da metade dos estudantes já presenciou algum tipo de violência com as pessoas de sua convivência.
Diante dos dados levantados, podemos concluir que existe uma lamentável realidade de violência e de assédio que deve ser enfrentada pela sociedade em geral. Uma das atitudes necessárias é a criação e divulgação de materiais de apoio de combate à violência, palestras com psicólogos e cursos de orientações por profissionais capacitados.
Não se trata de uma condição exclusiva da unidade escolar, mas algo comumente vivenciado na sociedade brasileira. É preciso, portanto, denunciar qualquer tipo de violência e recusar todo tipo de abuso sofrido nas relações sociais de poder e de convivência. Podemos e devemos conter essa mentalidade violenta em nosso país.”
Ass: Prof. Dr. Paulo Henrique Schlickmann; Bianca Cristna Balduino e Maria Fernanda Faganello
(Transcrito Ipsis Litteris)

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