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O empoderamento de pacientes com síndrome de fibromialgia

A fibromialgia é uma síndrome reumática (SFM), de etiologia desconhecida, caracterizada por dor musculoesquelética difusa e crônica, é mais predominante no sexo feminino, entre a faixa etária dos 35 aos 60 anos. Além da dor e da sensibilidade aumentadas, as mulheres também apresentam irregularidades no sono, fadiga, rigidez matinal, diminuição da capacidade funcional, ansiedade e depressão. Isso tudo reduz a capacidade de realizar as tarefas domésticas mais básicas.

As mulheres com fibromialgia, geralmente apresentam sensações corpóreas amplificadas e relação de dependência com familiares e profissionais. Diante disso, o ensino do cuidado de si é um processo importante, visto que as auxilia na ampliação do conhecimento do processo saúde-doença, aperfeiçoa a autopercepção e favorece a mudança de hábitos. O cuidado empoderador surge como uma atividade intencional o qual permite à pessoa adquirir conhecimento de si, daquilo que a cerca e, assim, exercer mudanças nesse ambiente e na sua própria conduta. Desta maneira, o empoderamento capacita o paciente crônico a definir os seus próprios problemas e necessidades, leva-o a compreender como pode resolver esses problemas por si mesmo ou com apoios externos e a promover ações mais apropriadas para adquirir uma vida mais saudável e de bem-estar.

O empoderamento pode ser considerado um processo que conduz à remoção de barreiras limitadoras na produção de uma vida saudável, além de promover a participação social visa ao aumento do controle sobre a própria vida e, como resultado, espera-se a aquisição de habilidades para responder aos desafios da vida em sociedade. No âmbito individual, o empoderamento refere-se à habilidade das pessoas de ganharem conhecimento e controle sobre forças pessoais, para agir na direção de melhoria de sua situação de vida. Sendo assim,  algumas práticas, como a valorização da espiritualidade, por exemplo, pode ser vista com uma estratégia para se chegar lá, pois, é um dos caminhos muito buscados pelos pacientes de SFM. Outra estratégia é a importância de compartilhar experiências com as outras pessoas que passam pelo mesmo problema e isso pode ser partilhado em círculos de conversas e nos grupos de atividades físicas que, além de tudo, melhoram o metabolismo, reduzem as dores e evitam incapacidades físicas aos portadores.

No contexto das condições de vida e saúde interessa, ainda, um olhar atento para as situações de vulnerabilidade dos sujeitos para alterações de saúde provocadas pela ausência do lazer, sobretudo, para o aparecimento do estresse emocional, muito comum em pacientes com SFM. O lazer é imprescindível e complementar para a melhoria da saúde física e mental da fibromialgia, pois diminui a depressão e a ansiedade. Desta maneira, os pacientes passam a ter mais determinação para empoderar-se.

 Enfim, é evidente que a pessoa com SFM precisa primeiramente ser um elemento indispensável no seu próprio tratamento, é preciso o querer melhorar para que consiga, com as estratégias criadas por um grupo de apoio e orientadas por profissionais da área, exercer em seu cotidiano as práticas da boa saúde, adquirindo, dessa forma, a independência e autodeterminação, tendo em vista melhorias na autoestima, nas interações sociais e autonomia que são peças chaves para o empoderamento.

Ass: acadêmicas do curso de Fisioterapia: Denize de Moura de Souza, Jéssica Mendes e Valéria de Fátima Kaminski Vieira, Universidade do Vale do Itajaí.

 

 

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