No decorrer da história muito se escreveu sobre paixão, amor e suas diferenças. No desenvolvimento da minha profissão como psicólogo percebi que duas concepções persistiam nos relatos dos meus pacientes. Uma sobre a paixão vivida como desejo ardente, de posse do corpo e da essência do outro, da modificação radical da sua própria vida em nome dessa emoção.
E a outra sobre o amor como um entrelaçamento de projetos amorosos, de enxergar a pessoa amada como companheira de vida. E principalmente conhecer e valorizar o outro como ele é e se dispor a construir um projeto de vida a dois, sem deixar de se levar em consideração, pois sabe que também é respeitada por quem lhe ama.
Não existe uma ordem prioritária entre paixão e amor, nem a necessidade de uma se transformar noutra. Como psicólogo acompanhei relações de casais que se apaixonaram intensamente e quando terminou a paixão, não sobrou nenhum significado nem propósito para continuar o relacionamento. Alguns duraram uma semana, um mês outros vários anos. E em nenhum momento a emoção entre ambos passou perto do que se concebe do que é o amor. Ficou só na intensidade do fogo da paixão, no desejo intenso pela posse do outro. Geralmente é uma relação tumultuada de desejo ardente e ciúme doentio, muito sofrimento e prazer ardente; tudo vivido intensamente. É comum eclodir as brigas por traição porque geralmente não se contentavam com uma só paixão e uma única pessoa na relação.
Também acompanhei casais que logo que se conheceram se identificaram muito mais pelo que o outro é e como este se apresentava como essência, do que o deseja ardente de possuí-lo. É como se o outro se encaixasse perfeitamente no que esperava de uma relação amorosa. Esses relacionamentos aprofundaram-se para um entrelaçamento de projetos entre o casal e ambos buscavam vidas similares. No decorrer da relação viveram diversos episódios de paixão que os satisfaziam. Porém, há de se tomar um cuidado com esse tipo de relação para não se tornar algo morno e sem graça, embora satisfaça no início.
O mais realizador é quando a relação amorosa alcança o equilíbrio da paixão ardente com um sentido profundo de compartilhamento de vida. E quando se alcança essa situação é importante se questionar: se vamos ficar juntos, o que queremos para nossas vidas e como construí-las? Frase que deveria ser corriqueira em quem está preste a casar ou mesmo morar juntos, mas não vejo essa preocupação no cotidiano de quem se prepara para casar. Para entender a implicação disso leia o texto casamento de duas famílias no blog www.flaviomeloribeiro.com.br

Psicólogo Flávio Melo Ribeiro
CRP12/00449

Flavio Melo Ribeiro

Chegamos à última lição de como conquistar um grande amor. Depois de se comprometer no relacionamento, apresentar uma ética no amor, tomar iniciativa e ser criativo para realizar atividades a dois e fazê-las com tesão, planejar as pequenas e grandes ações do relacionamento, concretizar esses planejamentos a ponto de realizar a entrega, quer dizer, concluir o que prometeu e fazer de tal forma que o outro tenha orgulho de você; ainda falta um ponto: persistência.
Essas lições são para relacionamentos de longo prazo, namoros ou casamentos duradouros, porque o tempo e o contexto social trazem problemas que não dependem do que planejamos, ou mesmo desejamos. Porém, se amamos, vale a pena persistir no relacionamento. Diante de problemas grandes, como uma perda financeira significativa, uma doença grave etc., é que medimos se somos fortes de enfrentar essas adversidades juntos. Porém, mais difícil do que enfrentar as dificuldades é conviver com o sucesso, vitórias e enriquecimento do outro quando não se é maduro. Parece estranho dizer isso, mas como psicólogo percebi diversas desavenças por causa disso. Atendi casais que iniciaram a vida a dois nas mesmas condições sociais e financeiras. Os dois se dedicaram muito para crescer financeiramente; mas um, por mais que trabalhasse, não cresceu financeiramente, mas o outro sim. O outro enriqueceu. Parece maravilhoso, mas foi por esse motivo que se iniciaram as brigas. Quem deu duro no trabalho, mas continuou ganhando pouco, mesmo não aceitando reconhecer a si próprio, passou a viver a mágoa de ver o outro trabalhar, às vezes até menos do que ele, porém ganhando muito mais. Essa mágoa não aparece no discurso, mas nas ações de contrariedade para viver as benesses que o dinheiro trouxe ao casal. Na hora de sair, recusa-se porque não tem dinheiro, escolhe só o que é austero para não oportunizar ao outro viver a riqueza que conquistou com seu próprio trabalho. E quando o outro insiste, diz para ele fazer sozinho. Tem um ditado que diz, quando você está na “lama” sempre tem alguém que, por pena, te ajuda; mas só quem realmente é teu amigo fica contente em comemorar suas vitórias.
Mas quando se tem amor, e todos os outros pontos mencionados nas lições anteriores, vale a pena persistir e construir juntos uma vida de união. Não estrague um grande amor por problemas psicológicos que são apenas seus. Se reconhecer isso, procure ajuda, resolva e seja feliz. Um grande amor de longo prazo, mais cedo ou mais tarde a vida apresenta um grande problema, se valer a pena, persista, viva esse grande amor!

Psicólogo Flávio Melo Ribeiro
CRP12/00449

Flavio Melo Ribeiro

Existem três características básicas na formação da personalidade, são elas: medo, vergonha e orgulho. Quem tem contato com crianças percebe isto facilmente. E por serem constitutivas da personalidade, elas acompanham a pessoa por toda a vida. O orgulho é a capacidade de a pessoa delimitar determinadas ações ou situações nas quais ela se reconhece capaz, quer dizer, fica orgulhosa de uma vitória, de algo difícil que conquistou ou adquiriu etc. Isto contribui para a pessoa se sentir segura no que faz e merecedora de algo. No amor é prazeroso apresentar quem estamos nos relacionando aos amigos e familiares quando sentimos orgulho. Imagine o inverso, ter vergonha de apresentar aos seus amigos quem você se relaciona, ou mesmo ter medo de apresentar porque não sabe como ela irá agir. Se isso ocorresse você não se questionaria: o que estou fazendo do lado dessa pessoa?
E agora faça o exercício de se colocar no ponto de vista de quem você se relaciona, perceba qual a visão que ela tem de você. Tem orgulho, vergonha ou medo? Quais suas ações para ela ter a visão que você acha que ela tem de você? Gostaria que ela tivesse orgulho de você? O que tem feito para isso ocorrer? Só cabe a você mudar sua própria imagem diante do outro, caso não esteja satisfeito. Isto é importante porque é comum dizer que a paixão dura um tempo, meses, anos, mas acaba. Mas por que acaba? Um dos motivos é a perda do orgulho que se tinha do outro. Tanto é assim que o inverso é verdadeiro, quando se tem orgulho de namorar determinada pessoa é porque o desejo de conquistá-la se mantém presente.
Caso você nunca tenha pensado sobre esse assunto, saiba que não é o único. É comum as pessoas não pararem para identificar o que tem de bom e mesmo o que tem de orgulho de si, pois é pregado que não é bom ser orgulhoso e toma-se a humildade como o inverso do orgulho, e que um é impeditivo do outro. Mas não é bem assim. O ideal é a pessoa viver o orgulho das suas vitórias, ao mesmo tempo que é humilde para reconhecer seus erros e corrigi-los. Portanto, orgulho e humildade podem conviver harmonicamente juntos. Não confundir com o excesso de orgulho, vivido como arrogância, prepotência, que realmente são impeditivas da convivência com a humildade.
CRP12/00449

Flavio Melo Ribeiro

Ao buscar um grande amor você já pode ter demonstrado iniciativa e criatividade, mas é preciso entregar o que planejou. A capacidade de planejar e realizar faz a pessoa construir algo sólido para a sua vida, e passa a ser reconhecida como alguém capaz, e isso a motiva a fazer mais. Por fim, isto gera orgulho no outro, por estar com alguém que pode contar e confiar sua vida. Importante entender o termo “entrega” nos pequenos e grandes empreendimentos, isto significa a pessoa cumprir o que prometeu, bem como, diante das dificuldades, ser alguém com quem se possa contar. É fazer o que foi solicitado, como por exemplo comprar algo no supermercado, planejar e organizar uma viagem, ou mesmo uma tarefa maior como uma aquisição de algo caro. Falo isso porque percebo as pessoas planejando, mas por não terem persistência e possuírem dificuldade de manter o foco no que realizam, consequentemente não terminam o que iniciam e, portanto, não entregam. Essa atitude no decorrer da relação é prejudicial, pois levanta expectativa de que o casal vai fazer determinada atividade, ou adquirir algo, e isto não ocorre. E o acúmulo de decepções faz perder a admiração.
Numa relação de longo prazo, apresentar a característica de entregar o que promete faz a relação ficar leve, pois se demonstra efetividade e se aponta a possibilidade de dividir as tarefas e responsabilidades cotidianas. Essa característica é válida tanto na relação a dois, quanto na relação profissional, visto que as atividades do trabalho refletem tanto na organização da casa, como na postura pessoal. É muito gostoso organizar uma festa, um passeio, ou mesmo uma tarefa mais complexa com alguém que você sabe que pode contar e não vai lhe deixar na mão. Atendendo casais, percebo que muitos relacionamentos estão alicerçados apenas em um deles. O outro até dá ideias, mas a pessoa que é mais efetiva já toma como mais uma tarefa que irá realizar, e se isso for um acúmulo, pode se transformar num fardo.
Procure verificar como está sua relação: as entregas estão divididas ou pertencem mais a um? Caso seja você que está fazendo a maior parte das entregas e gostaria da participação do outro, tome alguns cuidados antes de conversar. Primeiro perceba por que o outro não está construindo essas entregas, se é porque não quer fazer ou já está tão sobrecarregado por atividades do dia-a-dia da família que não é possível fazer mais nada. Não cobre quando não cabe. Mas se identificar que cabe sim ao outro também construir e entregar atividades para a relação, converse e procure ajudar em vez de simplesmente cobrar. Lembre-se que é a pessoa a qual você escolheu para dividir sua vida que você irá cobrar. Mas caso seja você que está entregando menos, não espere a outra pessoa cobrar, tome a iniciativa de conversar e reconhecer a situação e comece a fazer o que é necessário. Caso não saiba como iniciar, peça ajuda, porém é fundamental cumprir o que prometer.

Psicólogo Flávio Melo Ribeiro
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Flavio Melo Ribeiro

Aqui está mais um artigo da série “COMO CONQUISTAR UM GRANDE AMOR”. Hoje escreverei sobre vontade, garra, tesão de realizar as atividades, tanto sozinho quanto em casal. Anteriormente tratei do compromisso, ética, iniciativa e criatividade. Todos pontos importantes para conquistar e manter um bom relacionamento. Porém aqui vou um pouco mais a fundo. Pois percebo que há pessoas que, por serem estudadas e/ou terem um maior conhecimento da vida, sabem da importância de tomar iniciativa, mas é comum fazerem sem cuidado e sem o prazer de estar realizando. E essa falta de tesão é sentida pelo outro. Parece que está fazendo como se fosse um favor, e me refiro a qualquer coisa, desde afazeres da casa, um passeio, preparar uma comida ou mesmo ao fazer sexo. O que falta: vontade. Vontade de construir, de viver o prazer de concluir e de entregar. Falta orgulho de si, das conquistas, de se dar o direito de ter prazer.
Essa falta de vontade não está ligada nem à condição financeira, nem às dificuldades da vida. É claro que as condições em que a pessoa se encontra influenciam, podem entristecer, desanimar, cansar. Mas não estou falando de situações circunstanciais. Me refiro ao padrão de não ter tesão, garra. Aqui também não entra a depressão, que é um problema que precisa ser abordado num outro momento. Esse texto aborda as pessoas que se preocupam em serem comprometidas, éticas, criativas no namoro, mas não cativam. São certinhas, mas não conquistam; porém olham ao redor e veem outras pessoas conquistando e arrebatando amores, mesmo sem o cuidado que elas têm. Ficam inconformadas com essa constatação, mas no fundo sabem o que lhe falta: brilho! Aquele algo a mais que emana através da empolgação, da vontade. Por que não tem esse quê a mais?
Podem ter vários motivos, mas vou destacar um que vejo importante. Muitas pessoas nessa condição foram educadas para não viverem o orgulho. Como se sentir orgulho fosse algo ruim, que não deveriam externalizar. Porém é o orgulho que traz segurança psicológica à pessoa e ela se reconhece como capaz de realizar. Relembre sua vida! Busque vivências que você se orgulhe, traga esse sentimento para o seu relacionamento e passe a agir com vontade, com tesão. Seja feliz. Isso é fácil de fazer sozinho? Infelizmente não! Se não conseguir, procure ajuda de um psicólogo.


Psicólogo Flávio Melo Ribeiro
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Flavio Melo Ribeiro

Nessa sequência de artigos de como conquistar um grande amor, já abordei a necessidade de haver comprometimento, ser ético, ter iniciativa, e hoje vou abordar a importância de ser criativo no amor. No início de um namoro é fácil ser criativo, pois o casal está se conhecendo e a forma como se apresenta já é algo novo; porém quando se trata de um relacionamento de longo prazo, espera-se que a pessoa com quem se está relacionando evolua, aprenda novas coisas e surpreenda. Isso não significa fazer coisas grandiosas o tempo todo, mas não repetir as mesmas brincadeiras e piadas de 20 anos atrás. Até porque ninguém mais aguenta, apenas quem conta a piada não se dá conta. O mesmo vale para o sexo, lazer, passeios, restaurantes etc.
Nada mais enfadonho que fazer as mesmas coisas sempre e da mesma forma, talvez quem é novo ou tenha apenas experiências de curto prazo não entenda. Porém basta fazer uma correlação com a escola, imagine que você foi reprovado na sexta série do ensino fundamental, e foi obrigado a repeti-la até hoje. Você já sabe o que vai ocorrer, a sequência das matérias, as exigências e brincadeiras dos professores. Isto porque nessa série havia diversos professores, mas imagine que é só um. Qual o ânimo de ir para aula? Por mais que goste das matérias, chega uma hora que quer algo diferente, novo. Uns podem até pensar: a saída é ir trocando de parceiro; a resposta é: não há necessidade, mas é importante as pessoas buscarem novos interesses, conhecerem novos lugares, buscarem novas atividades, bem como estudarem e se aprofundarem em algo que lhes interessa.
Um facilitador para desenvolver a criatividade enquanto casal é conversar bastante a respeito do que gostariam de fazer e nunca fizeram. Identificar quais os projetos de ambos, perceber o que é bom e interessa aos dois. Mas também desenvolver atividades sozinhos, para ter o que conversar com novidades um com o outro. Também é válido fazer as mesmas atividades em ambientes que não conheçam, por exemplo, gostam de ir à praia juntos, busquem conhecer praias que nunca foram. No entanto, é possível o casal escolher algumas atividades para fazer da mesma forma até o fim da vida, pois algumas coisas são boas, continuarão boas e bom mesmo é fazer dessa forma sempre. Mas isto é válido para algumas atividades, no restante evolua. Assista ao vídeo com esse mesmo título no site do DIARINHO ou no Youtube para buscar dicas e sugestões de como melhorar a sexualidade, lazer e atividades individuais. O canal do YouTube é Flávio Melo Ribeiro.

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Flavio Melo Ribeiro

O avanço tecnológico proporcionou acesso ao conhecimento à maior parte da população, bem como a rápida disseminação das informações possibilitou a pessoas comuns ter voz ativa. A força perdeu espaço para a inteligência, novas profissões surgiram e as oportunidades se multiplicaram.
A liberdade de expressão fez com que um maior número de pessoas compartilhasse suas intimidades e com isso mitos foram por água abaixo. Escolhas que antes colocariam pessoas na exclusão social hoje são completamente normais. E nesse contexto está o relacionamento amoroso: casar, casar mais tarde, não ter idade para casar ou não casar passaram a ser escolhas possíveis e respeitadas. Namorar, não namorar, só ficar, ter sexo casual não denigre mais ninguém.
Viajar acompanhado, sozinho, se divertir, ficar em casa, fazer o que se gosta passou a ser valorizado. Alguns leitores vão concordar e pensar “realmente o mundo mudou muito”, outros pensarão “mas já é assim faz tempo”. E outros mais novos questionarão “o mundo não foi sempre assim?”
As relações amorosas fracassadas há 30 anos condenavam os envolvidos a continuarem juntos para não amargar na solidão da exclusão social. Hoje há espaços a todos e aí está a boa notícia: todos podem ter uma nova chance e viver a oportunidade de ser feliz. Tanto sozinhos, como acompanhados, têm um contexto lhe aguardando para usufruir ou para ser construído. Hoje em dia o mundo proporciona que todos possam encontrar seus espaços, suas turmas e afazeres sem os preconceitos de outrora.
Pessoas que estão bem em suas relações possam achar estranho e não concordar com esse texto, mas as pessoas insatisfeitas e certas de que seu relacionamento amoroso não mais faz sentido ir adiante, vem como um alento saber que podem viver outra oportunidade para construírem suas vidas.
Cada dia surgem grupos que é possível ingressar, compartilhar experiências e conhecer novas pessoas. Procure fazer o que gosta, preferencialmente em grupos, pois você perceberá que outras pessoas também compartilham as mesmas afinidades. Foque no positivo, no que você pode construir e colher. Viva a vida, encontre o que e quem lhe deixa feliz. Escolha a companhia de pessoas positivas.

Verão, férias, praia, diversão e solidão. Opa, solidão? Isso mesmo, têm pessoas que tem um bom emprego, tem férias e, mesmo assim, nesse período de descanso não se divertem por sentirem solidão.
A pessoa solitária vive um sentimento de desamparo, angústia, bem como pensamentos contraditórios. Ao mesmo tempo que deseja uma companhia, tem vergonha de olhar os demais e também não quer ser visto ou reconhecido como um solitário, portanto evita encontrar as pessoas. Nada mais contraditório que isso: deseja a presença do outro e promove a solidão.
Esses comportamentos contraditórios que empurram mais para a solidão é bastante comum e dificulta a pessoa de superar esse problema. Se além de solitária a pessoa for tímida, aumenta o grau de dificuldade para superar essa situação. Geralmente a solidão em plenas férias não é algo casual, mas sim um desdobramento do comportamento de vida que se iniciou há bastante tempo.
Da mesma forma que se investe no trabalho para crescer profissionalmente, que se investe na casa para tê-la bonita, é necessário investir nas amizades para se ter companhia. Não é aqui um jogo de interesse, mas de relacionamento. Um relacionamento saudável é bom para os dois lados. Isso quer dizer que uma amizade não pode se apoiar apenas em um dos lados. É importante os dois investirem na amizade.
As férias, por ser um período maior de tempo com folga, apontam com mais clareza a solidão, pois o tédio se arrasta por dias intermináveis. Se você não quer viver isso, invista com antecedência para que isso não ocorra, ou não venha mais a ocorrer.
Procure fazer atividades em grupo que propiciem conhecer e tecer amizades. Tome a iniciativa de unir as pessoas. Quando se está estudando, a turma de aula facilita conhecer pessoas, ou mesmo no trabalho, mas é fundamental que exista afinidades para que a relação se mantenha.
Então análise o que você gosta de fazer e se insira no meio em que outras pessoas também façam o que você gosta. É um esporte, é um hobby, é algum tipo de arte, procure onde se inserir.
Um dos grandes segredos para se ter a companhia dos outros é se mostrar e se interessar pelos outros em primeiro lugar para então as pessoas se interessarem por você. Se dedique sinceramente aos outros, nos ambientes onde haja afinidade com que você gosta de fazer.

Você quer ter um corpo magro, com músculos tonificados, boa resistência física, elasticidade muscular, um corpo “perfeito”, bonito e sentir orgulho de ser assim? Não tem nenhum problema. Se é isso que você quer ser, se dedique a isso! Mas tome o cuidado de não perder o equilíbrio da vida.
O corpo não pode ser o único referencial seu em relação aos outros, é fundamental que não te vejam apenas como um corpo bonito, mas alguém com vários predicados e também com um corpo sarado. Atendi pacientes que buscaram um corpo malhado para ser aceito e desejado pelo outro, mas perderam o equilíbrio da vida e colocaram a dieta e o treino no centro das suas relações: quando saíam não comiam para não engordar, queriam voltar cedo para correr no outro dia, não conseguiam conversar que não fosse em relação aos treinos.
No artigo “Projeto Verão: Trabalhando a autoestima” mostrei que fazer amigos, utilizar a inteligência, ter a capacidade de realizar sonhos e manter o corpo saudável atrai e mantém as relações com as pessoas. No entanto, ter essas quatro características necessita tempo e dedicação. As mesmas vão concorrer com os treinos e cuidados com a alimentação, por isso a importância do equilíbrio. Talvez não consiga o corpo 100% perfeito, mas alcance 85% do esperado, porém cheio de amigos, paqueras, tendo orgulho de mostrar o corpo.
Tome cuidado para não confundir fome, que é uma sensação fisiológica desencadeada por privação de alimento, com vontade de comer que é um fenômeno psicológico que vem de aprendizados de situações emocionais (boas ou ruins) e que passamos a nos condicionar a comer. Identifique quando você está com fome ou gula, pois é importante você aprender a controlar a gula e não a fome.
Alimente-se adequadamente para alcançar um corpo saudável, que supra suas necessidades fisiológicas para um bom treino e mantenha-se magro se esse é seu desejo. Mas como citado anteriormente, não perca o equilíbrio da vida e das relações com as pessoas.

O verão é a estação que mais favorece o corpo ficar à mostra. Quando o mesmo não está dentro do esperado a si próprio e a imagem que “acha” que os outros esperavam para lhe aceitar ou desejar, surge a vergonha (não gostaria que o outro me visse dessa forma) e a ansiedade (de querer resolver seus problemas instantaneamente).
Este fenômeno ocorre quando a pessoa elege o corpo como referencial da autoestima. Mas como fazer diferente? Primeiramente, vamos sair do pressuposto que acima do pescoço tem uma cabeça que reflete, percebe o mundo, sonha e possibilita o resto do corpo se emocionar.
1) Fazer amizades: estar cercado de amigos faz um bem enorme à pessoa. Saber que é querida e aceita pelo que é. E isto está muito, mas muito mais ligado a maneira como a pessoa se comporta, pensa, considera os outros e ajuda, do que a forma do seu corpo. Um corpo bonito atrai, mas é o modo de ser que faz a pessoa permanecer numa comunidade de amigos.
2) O acúmulo de conhecimento permite uma reflexão mais aprofundada e a resolução de problemas. Essa inteligência pode ser direcionada a prestar atenção no outro, escutá-lo, conversar sobre suas necessidades. Até porque as pessoas têm mais necessidade de serem escutadas do que simplesmente apreciar um corpo bonito. Inteligência e atenção ao outro faz sua companhia ser desejada pelos outros.
3) Elabore projetos, construa seus sonhos. Uma das coisas mais atraentes em alguém é perceber que ela constrói e não apenas faz tarefas na sua vida. É muito atraente escutar histórias de quem construiu seus sonhos, que manteve foco, demonstrou esforço e quando necessário liderou pessoas em busca dos seus sonhos. Essa é uma pessoa inspiradora e muitos a querem do lado.
4) Busque um corpo saudável em vez de um corpo perfeito. Viva feliz por muitos anos ao lado de quem ama e lhe ama.
Seja você mesmo, cultive pensamentos e comportamentos sinceros que lhe permita estar cercado de amigos, que lhe possibilite conhecer mais coisas que lhe proporcionem construir seus sonhos e lhe dê um corpo saudável sem sacrifícios.

No artigo da semana passada falamos sobre as metas para o novo ano. Vimos como transformar o desejo em meta e como ela deve ser desdobrada em pelo menos dois indicadores, pois é dessa forma que é possível acompanhar e corrigir quando necessário. Mas isto não é suficiente para garantir que vá se concretizar, é preciso construir um planejamento. Seguem as principais dicas.
1) Uma vez definido o que você quer e transformado em meta, é preciso definir as atividades necessárias e suficientes em um cronograma. Defina em qual mês você quer ter alcançado o objetivo. Desdobre o que fará mês a mês e depois semana a semana. Comece do mais amplo para o mais específico. Se você não souber o que fazer semana a semana é provável que abandone o que idealizou.
2) Planejamento bom é o que incomoda: depois do cronograma feito, fixe esse planejamento à vista. É importante que você o veja diariamente e indique o que você tem para fazer no dia. Dessa forma você sempre terá o que fazer no seu horizonte. Sua vida começa a reorganizar em volta de um planejamento.
3) Procure analisar o cenário de onde você vai realizar o planejamento. Procure organizá-lo com o máximo das atividades que dependam de você ou da sua equipe, pois dessa forma você não vai depender da ‘boa vontade dos outros” e também fica sem desculpa para alcançar o que deseja.
4) Identifique quais os recursos necessários e suficientes que precisa para colocar o planejamento em prática. Preferencialmente, escolha o que está ao seu alcance e dentro da sua condição econômica. Ou pelo menos que seja possível conseguir para dar continuidade às atividades. Pois é um “balde de água fria” saber que é possível alcançar o desejado, mas não conseguir os recursos para tal fim.
5) Por fim, é de suma importância saber lidar com os comentários dos outros que, por maldade, querem nos ver fracassar nos nossos projetos. Preste atenção, não são poucos os que se dizem amigos, mas demonstram uma ponta de mágoa com o nosso sucesso.
Como lidar com os comentários que atingem nosso íntimo e colocam o planejamento em risco? Assista essas dicas no vídeo no site e no Facebook do DIARINHO.

A virada do ano está próxima e um novo ciclo se inicia: 365 dias para realizar os sonhos. Mas como fazê-lo de forma que possam ser realizáveis e evitar as armadilhas do dia-a-dia?
Os afazeres do cotidiano e os cenários adversos nos fazem focar nas situações urgentes fazendo com que esquecemos dos planos idealizados. Mas alguns cuidados podem ser tomados.

Traduza seu desejo numa meta
Este é um dos grandes segredos do desejo se realizar. A meta precisa ter no mínimo dois indicadores, pois só assim será possível acompanhar e corrigir a tempo. Se desejo passar num concurso, não basta desejar estudar. É preciso desdobrar em meta. Por exemplo: vou ler oito livros de janeiro a abril. Tenho oito livros para ler em quatro meses, uma média de dois por mês. Dessa forma posso acompanhar o desenvolvimento mensalmente. Caso no final de fevereiro só tenha lido um livro, ainda posso me organizar para recuperar.

Delimite a meta
Pense em termos de necessário e suficiente para definir a meta. Reflita o que é necessário para realizar seu plano e o que já é suficiente para colocá-lo em andamento. Não espere escrever o plano perfeito para iniciar. É com o tempo que você se desenvolve e aprimora o plano.

Define o que quer
Eleger o que realmente vai fazer diferença na vida, sabendo que para alcança-lo vai exigir esforço, tempo e abrir mão de alguns compromissos e lazer. É fundamental saber que escolher algo significativo, implica abrir mão de atividades contraditórias. Por exemplo, se desejo emagrecer sei que deixarei de ingerir determinados alimentos e que elegerei atividades físicas em vez de ficar sentado na frente do computador. Não há mágica, mas há caminhos mais fáceis, utilize suas características a seu favor. Se gosta muito de comer, utilize o tempo pesquisando comidas gostosas que beneficiam o emagrecimento. Abra mão de determinadas comidas, mas não do prazer de comer. Mas para isso é necessário pesquisar e não lamentar.

Utilize essas três dicas para pensar nos seus desejos para o próximo ano. Elas irão facilitar, separar o que realmente vai fazer diferença na sua vida e o que é apenas um sonho sem consistência. No artigo da próxima semana será listado o que você precisa saber para fazer o planejamento da meta escolhida. Pois a meta só se concretizará se existir um plano e este deve te provocar e incomodar até finalizar. 
Feliz Ano Novo!

Natal, data comemorativa do aniversário de Cristo e momento festivo nas famílias cristãs, movimenta toda a sociedade, desde comércio, aproximação dos amigos e parentes. Época em que as pessoas se cobram estar felizes e apresentam comportamentos fraternos.
As ruas estão mais bem cuidadas e bonitas, as vitrines estão mais iluminadas, escutam-se músicas natalinas por todos os lados e as pessoas ansiosas circulam com mais energia organizando as festas e esperando o grande dia.
Por outro lado, diversos estudos mostram que há um aumento de sofrimento psicológico similar a depressão na época de Natal e um aumento da taxa de suicídio, como mostra a pesquisa de Susan Nolen-Hoeksema, do departamento de psicologia da Yale University. O estudo revela que a taxa de suicídio nessa época do ano quase dobra: de 34 para 62 suicídios por milhão de pessoas.
Durante os mais de 20 anos como psicólogo percebo esses sofrimentos durante o Natal e muito em razão de ser uma época comum das reflexões do que foi feito durante o ano, do balanço positivo e negativo das realizações, consequentemente das comemorações e frustrações.
Também surgem as angústias diante da escolha: vou participar das festas em família? Como participar de uma festa que se cobra alegria, quando se está triste (término de relacionamento, morte de pessoa próxima, fracassos profissionais e conviver com quem se está brigado)?
Quando a pessoa está vivendo essa situação fica muito angustiada diante dessa decisão, pois ao participar das festas, estando mal, será questionada e cobrada para estar bem, como se a mudança do seu estado fosse apenas uma questão de escolha.
Se estiver brigada com algum familiar será repreendida caso não perdoe, mas, às vezes, nem está preparada, nem é caso de se aproximar. Caso não for, será apontada como alguém que prejudicou a festa e com isso sente-se culpada.
Como o Natal é uma festa cristã em que se comemora a vida, as pessoas que estão bem e alegres, que são a maioria, deveriam ser mais compreensivas com quem não está.
Na maior parte das vezes não precisa ajudar, basta deixar a pessoa se recolher e deixá-la em paz, a não ser nas situações em que há indicação suicida. Nesse caso deve haver cuidado redobrado.
Feliz Natal a todos! Que possam comemorar as festas de fim de ano em paz. Semana que vem escreverei como alcançar metas realizáveis para 2017.

Nas férias as pessoas, na sua maioria, descansa e se diverte, mas existe uma parcela da população que por ser acometida pelo estresse do trabalho, reage de outra forma e relata que nas férias já ficou doente. Ocorre contratura muscular na região lombar, resfriados e infecções. Consequentemente não conseguiram aproveitar o período para se divertir e descansar. Isto geralmente está ligado ao relaxamento diante do fim do estresse que estavam envolvidos. Parece estranho, logo que relaxam ficam doentes e sob estresse estavam com relativa saúde. Vamos entender o que acontece.
– O estresse é uma resposta positiva de aumento de força e vitalidade para o ser humano enfrentar uma luta ou melhor poder fugir. Condição que é muito útil nas situações de perigo físico, desde que seja por um momento. O problema é que a vida moderna exige uma cobrança excessiva, mantendo muitas pessoas em estresse constante. Segundo o psiquiatra Eduardo Adnet no texto “O que é o Estresse?” cita que: Os sintomas físicos relacionados ao estresse são desencadeados pela ação de hormônios específicos em nossos corpos, os quais quando em ação nos preparam para lidar com situações de perigo ou ameça…dentre os principais hormônios envolvidos nesse processo estão adrenalina, noradrenalina e cortisol”.
– O excesso de trabalho, poucas horas de sono, preocupação constante e cobranças, fazem o organismo fraquejar e diminuir a eficiência do sistema imunológico. Porém, o risco de perda do emprego, ser criticado, ter sua imagem denegrida faz com que o estresse apareça e como ele é uma resposta positiva e deixa o organismo com mais energia, acaba camuflando a condição precária que o organismo se encontra. Além de que, o próprio estresse quando contínuo também sobrecarrega e prejudica o organismo.
– Poucos dias antes das férias é comum a pessoa criar expectativas e querer que chegue logo o início do período tão sonhado, percebe que aumenta sua ansiedade, quer terminar tudo e se incomoda mais facilmente com qualquer entrave de última hora. Dois dias antes começa a relaxar e diminuir o estresse, muitas pessoas já começam a sentir-se adoecidas, desanimadas e ao iniciar as férias são acometidas por doenças oportunistas, pois o organismo está debilitado.
Como não passar por isso e ter férias saudáveis? No artigo da próxima semana será dada dicas de como evitar o estresse.

Psicólogo Flávio Melo Ribeiro
CRP12/00449

A psicologia apresenta várias atividades, dentre elas a orientação profissional. Esta é voltada para orientar pessoas, principalmente jovens, na sua escolha diante das diversas profissões. Busca alinhar as características pessoais, seu projeto de vida com as profissões e suas possibilidades, identificando possível realização pessoal no futuro.
Orientação profissional é um tema delicado, pois implica uma das mais importantes escolhas que um jovem pode fazer e muitas vezes o faz sem um amadurecimento, tanto emocional quanto de informações, para definir a profissão a seguir, e muitas vezes para o resto das suas vidas.
Nesse processo de escolha vejo alunos do ensino médio se guiando simplesmente por testes ou questionários voltados para a escolha da profissão. Tomam os resultados desses instrumentos como uma verdade absoluta sem levar em conta sua história, seus desejos, conhecimentos, habilidades, competências, preferências e tantos outros fatores que influenciam na vida profissional.
Não significa que a pessoa não possa se utilizar desses instrumentos, mas ele é apenas um indicativo e não a definição suprema do que deve seguir profissionalmente.
A escolha da futura profissão geralmente se dá por volta dos 15 aos 17 anos, período de grandes mudanças na forma de pensar e, consequente, alteração do ponto de vista em relação ao mundo e a sua própria vida.
Bem como, a gama de famílias que educam de forma diferentes seus filhos quanto a liberdade, estudo, valores. Por sua vez, os jovens apresentam características diferentes entre si, enquanto alguns são astutos, curiosos, buscando aprender com suas ações, outros são tímidos, não se aventuram e evitam enfrentar desafios. Mas todos querem escolher uma profissão.
Mas o que cursar? Qual a certeza de se realizar? Diante dessa situação o que fazer? Esse será o tema do próximo artigo.