Home Colunistas Coluna Roberto Azevedo Quanto mais candidatos, melhor!

Quanto mais candidatos, melhor!

Quanto mais candidatos, melhor!

Roberto Azevedo

Em um cenário único, sem coligações na disputa proporcional, no popular para vereador, onde cada partido terá sua chapa própria (o número de vereadores mais 50% de vagas de acordo com o número de cadeiras), algo fundamental em outros pleitos deverá beneficiar os prefeitos que buscam a reeleição: o número maior de adversários dilui votos e dá vantagem aos atuais detentores de mandatos.
A regra de quanto mais concorrentes, melhor, serve tanto para Gean Loureiro (agora no DEM), em Florianópolis, quanto para Mário Hildebrandt (sem partido), em Blumenau; Volnei Morastoni (MDB), em Itajaí; Antídio Lunelli (MDB), em Jaraguá do Sul; Fabrício Oliveira (PSB), em Balneário Camboriú; Joares Ponticelli (PP), em Tubarão; Clésio Salvaro (PSDB), em Criciúma; Antonio Ceron (PSD), em Lages; e Saulo Sperotto (PSDB), em Caçador, só para citar alguns das principais cidades catarinenses.
Observem que, entre os que postulam à reeleição, estão candidatos em dois dos quatro maiores colégios eleitorais catarinenses, Florianópolis e Blumenau, decisivos, via de regra, para fortalecer projetos ao governo do estado em 2022.

DE OLHO NA CALHA DO ITAJAÍ-MIRIM!
Integrante da Comissão de Proteção Civil da Assembleia, o deputado Coronel (Onir) Mocellin (PSL), tem defendido a dragagem da calha do Rio Itajaí-Mirim para evitar as enchentes. Nos dias de chuva, o lado bombeiro militar de Mocellin fica em alerta, afinal o rio corta Itajaí e Brusque. O leito assoreado e a necessidade da intervenção técnica serão tema de uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Itajaí, nesta segunda (9), às 19h.

A força será medida
Dizer que os atuais prefeitos e que concorrerão à reeleição são os favoritos até é possível, mas não definitivo ou axiomático, pois há uma série de outros fatores, como desgaste das administrações e a necessidade vista por parte da população de renovação dos quadros políticos, oxigenação pura. Ou ainda os nomes vindos do PSL ou da Aliança Pelo Brasil (que ainda busca o registro oficial junto ao TSE), partido de Jair Bolsonaro, e que podem se valer de um recall da onda que elegeu o presidente da República no ano passado.

A dúvida
Há ainda a incógnita sobre quanto representará o apoio de Carlos Moisés da Silva, que permanecerá no PSL, de Luciano Bivar, e de como seus adversários jogarão para enfraquecer quem tiver com o governador. Moisés, um estreante em política partidária, que se filiou em abril do ano passado no PSL para seguir Bolsonaro, hoje bem mais independente, depende de como costurará as alianças nas principais cidades para ganhar musculatura à reeleição, daqui a pouco mais de três anos.

Ainda nebuloso
O momento é de tanta indefinição que arriscar palpites parece com uma regra muito antiga que começa a um ano das eleições, jogar o nome na sociedade, trocar de partido ou engrenar um projeto como outsider para se mostrar como a novidade, só para ver se cola. Até abril, com o fim da janela para filiações, ou até as convenções, em junho e julho, a maioria debanda, com muitos dos atuais pré-pré-candidatos, os que se cacifarem, indo disputar mesmo uma vaga à Câmara de Vereadores ou permanecem à espera de um convite para compor de vice.

Pesquisa é pesquisa
Das repercussões do apontamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado pela coluna com as avaliações das administrações de Jair Bolsonaro e Carlos Moisés da Silva em Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu, a reclamação persiste. Com os resultados positivos obtidos, o pessoal que não concorda ou critica a credibilidade do Instituto ou nega os números, que, como sempre, só valem para quem está do lado que se beneficia.

O Fundo de novo!
É bom o Congresso Nacional criar uma boa narrativa, acompanhada de longa explicação, se aprovar o aumento de R$ 2 bilhões para R$ 3,8 bilhões do Fundo Eleitoral, aquele mesmo que não chega na ponta para candidatos a prefeitos e vereadores na maioria das cidades, tal qual foi para deputados estaduais na última eleição. A previsão orçamentária do governo Bolsonaro foi para o espaço e a Comissão Mista do Orçamento aprovou tão somente o relatório preliminar, que dá os contornos desse reajuste incompatível para a realidade do país, e necessitará passar pela análise do relatório final antes de ir a plenário.

Quem acredita
O relator deputado Domingos Neto (PSD-CE) garante que para compor os tais R$ 3,8 bilhões não saiu dinheiro algum de áreas como a saúde e a infraestrutura, e que será receita nova, de cerca de R$ 7 bilhões, que o governo Bolsonaro não tinha relacionado quando elaborou o Orçamento da União para o ano que vem. Sabe-se que a coisa não é bem assim e que o que parece esta fortuna não atende quase nada em um universo de 5570 municípios e todos que concorrerão em 2020.

Fraude
O senador Jorginho Mello (PL) nega que tenha assinado a lista de apoio à ampliação dos valores do Fundo Eleitoral, um escândalo que incomoda qualquer um com mandato. O deputado Wellington Roberto, da Paraíba e líder da Câmara, admitiu que foi ele quem pôs três assinaturas, incluindo a de Jorginho e do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e disse que faria de novo. Jorginho sempre votou contra o Fundo Eleitoral e não utilizou em 2018.

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