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Das crianças, dos bichos, de Sofia

Das crianças, dos bichos, de Sofia

Mesmo beirando 2020, ainda temos dificuldade de respeitar a diversidade de comportamento social e político entre os humanos. É sempre muito bem-vindo procurar grandes pensadores e ativistas que deixaram um legado de inspiração para a humanidade.
Esses ensinamentos nos levam longe, nos questionam vários comportamentos. De que forma tratamos as pessoas com as quais trabalhamos? O quanto estimulamos as crianças e as incluimos como pequenos-grandes pensadores? E como reagimos às suas perguntas sobre o mundo, sobre as coisas, sobre o comportamento humano?
O que humanistas como Gandhi nos apresenta é a simplicidade da vida como direção para as nossas atitudes. Ou como reconhecermos as perguntas das crianças como fiscais de nossas atitudes de adultos.
Na maioria das vezes, as famílias, as escolas e os governos acabam subestimando as perguntas das crianças. Adulto sempre tem resposta pronta, conteúdo padrão, uma dificuldade em rever as próprias “verdades” das coisas. E esse comportamento existe, porque cada um tem a sua opinião. Sem nenhum compromisso social: EU PENSO ISSO, LOGO SEI. Precisamos acreditar (me incluo nesse desejo), em: “EU PENSO, LOGO ME COMPROMETO”… Me comprometo com o grupo, me comprometo com o mundo. Já perceberam a facilidade que as crianças têm em se comprometer com os grupos, de vestir a camisa por uma meta, pelo coletivo? E as dúvidas de suas perguntas deixam de “verdades” estabelecidas e nos fazem crescer.
Crianças precisam ser questionadas, estimuladas, incentivadas a fazerem perguntas. Como filósofos que sabem fazer as boas perguntas para organizar uma boa resposta, são as crianças que devem espelhar o adulto, e não o contrário.
Tanto quanto a importância de se aprender uma segunda língua para as crianças, deve-se aprender desde muito cedo, ética e moral. Uma segunda língua, conseguimos aprender em qualquer idade, mas nossos princípios precisam estar enraizados desde cedo.
A franqueza do pensamento de Gandhi é um ensinamento para o comportamento humano. Se refere ao relacionamento com animais, com humanos, e com tudo que observamos em nossa volta.
Das crianças e de suas perguntas podemos colher mais do que imaginamos. Das crianças podemos colher uma excelente filo (sofia) de vida e filo (sofia) de mundo!

Trilha sonora:
Brincar de viver, de Maria Bethania

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