Home Opinião Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

O sucessor do presidente Michel Temer, que tomará posse em 1º de janeiro de 2019, poderá ter muito poder e influência no Supremo Tribunal Federal (STF). É que caberá ao próximo presidente nomear, até o fim do 1º mandato, os substitutos para dois ministros que atingem a idade-limite de 75 anos de idade. Caso seja reeleito como aconteceu com FHC, Lula e Dilma nomeará mais dois, sem contar possíveis casos de renúncia e aposentadoria antecipada, como a de Joaquim Barbosa.

Primeiro, o decano
O próximo presidente fará sua primeira nomeação no STF com a aposentadoria do decano Celso de Mello, em 1º novembro de 2020.

Marco Aurélio
O ministro Marco Aurélio chegará aos 75 anos em 12 de julho de 2021, e o presidente da República escolherá o seu substituto.

Mais dois em 2023
Os ministros Ricardo Lewandowski e Rosa Weber chegarão aos 75 anos em maio e outubro de 2023, respectivamente.

Ninguém controla
Não se paga nomeação com a toga. O STF que julgou o mensalão do PT tinha oito dos 11 ministros nomeados nos governos do PT.

Gastos com cartões
Os gastos com cartões corporativos no governo Temer, entre janeiro e novembro, representam metade da farra do último ano do governo Lula, em 2010. Caíram de R$ 80 milhões para R$ 43,4 milhões. Decreto de Lula tornou as despesas secretas, alegando “segurança nacional”, após a revelação de que os ministros usavam cartão corporativo até para pagar cabeleireiro ou para reformar uma mesa de sinuca.

Gastos escondidos
Criados em 2002 para dar maior transparência, os cartões corporativos viraram caixa preta: decreto de Lula tornou as despesas “secretas”.

Por que escondeu
Seguranças de Lurian, filha de Lula, usaram cartões corporativos para fazer compras em lojas de autopeças e material de construção.

Tapioca com cartão
Orlando Silva, ministro do Esporte de Lula, também abusou do cartão corporativo: pagou até conta de tapioca.

‘Viúva Porcina’
Na Fecomércio-RJ, Luiz Gastão Bittencourt da Silva virou alvo de chacota, sendo chamado de “interventor Viúva Porcina”, aquele que foi sem nunca ter sido. Ele forçou sua entrada no prédio para assumir, mas o Tribunal de Justiça ordenou a posse de um dos vice-presidentes.

Mandou bem
Depois do que foi visto em Curitiba, o juiz Osório Ávila Neto proibiu que o MST monte acampamento, em Porto Alegre, em áreas próximas ao TRF-4 até três dias após julgamento do recurso do ex-presidente Lula.

Atuação elogiada
Dias Toffoli assumirá a presidência do STF em setembro em condições bem diferentes da nomeação como ministro. A elogiada atuação valeu até livro em sua homenagem organizado pelo ministro João Otávio de Noronha (STJ), um dos mais admirados magistrados do País.

Ganância imparável
Desde junho, a gasolina subiu 61 vezes no Brasil, País auto-suficiente em petróleo, quando a Petrobras decidiu tirar o atraso em cima do consumidor, cobrando os mesmos valores do mercado internacional.

Emprego 2017
A expansão do emprego informal no comércio de alimentos, bebidas e fumo e de produtos de vestuário e calçados representa 17,9% das vagas de trabalho entre o terceiro semestre de 2016 e este ano.

Críticas de Kakay
O criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro tem sido duro com o ministério público, que acusa de competir com os três poderes. Até lembrou, em nota, a célebre advertência de Lord Actun, no século XIX: “Todo poder corrompe, todo poder absoluto corrompe absolutamente”.

Louzeiro faz falta
A morte de José Louzeiro na sexta (29) deixa lacuna impreenchível no jornalismo investigativo. Foi autor de livros magníficos como Lúcio Flávio, Passageiro da Agonia e Aracelli, Meu Amor, nos anos 1980.

Quase despercebidos
As graves crises de segurança no Rio Grande do Norte e no Rio de Janeiro ofuscam os problemas no Rio Grande do Sul e Sergipe, onde a presença da Força Nacional também foi estendida até junho deste ano.

Pensando bem…
… 2018 mal começou e o julgamento do ano já é no 24º dia deste mês.

PODER SEM PUDOR
Competente assessor de imprensa do presidente Itamar Franco, Francisco Baker, convocara os jornalistas para uma coletiva sobre a demissão do ministro da Fazenda, Gustavo Krause. Compareceram o ministro interino, Paulo Haddad, além do gaúcho Pedro Simon e o pernambucano Roberto Freire. A entrevista demorou tanto que Simon acabou cochilando. Despertado no final, Simon se levantou ainda meio grogue e caiu no espaço entre o pequeno palco e a parede, na sala de entrevistas do Planalto. Roberto Freire mostrou presença de espírito:
– Assim não dá: já é a segunda queda do dia no governo!

Compartilhe: