Faz falta, nesse momento dramático e crítico da vida nacional, a pena, a caneta, os sarcásticos editoriais do saudoso advogado e jornalista, o amigo Dalmo Vieira, fundador do DIARINHO.
Com seu estilo inconfundível, irreverente, invocado, “desbocado” para alguns, Dalmo sabia com sabedoria, com firmeza, com contundência descrever e analisar o que acontecia na seara política local, do nosso estado e também nacional.
Dalmo não tinha papas na língua e, muito menos, pruridos moralistas nas suas escritas. Se tivesse de xingar alguém, chamava de corno, de viado, de puto, etc etc. Era o seu estilo; como o povão gosta e entende. Dizem os falsos moralistas que era um linguajar chulo…
Depois de tudo o que está acontecendo na nossa(?) poilítica pergunto: alguém tem moral para criticar o que o Dalmo escrevia? Não, não e não…
Se vivo estivesse, estaria espinafrando toda essa caterva de corruptos, chantagistas e negocistas que pululam nos governos, nas câmaras de vereadores, nas prefeituras, nas assembleias legislativas e, infelizmente, no Congresso Nacional.
As recentes denúncias contra Aécio e o vice-traidor teriam editorial, escrito pelo veio Dalmo, no mais alto estilo da esgrima ferina e mortal contra esses dirigentes e parlamentares que emporcalham – com todo o respeito aos porcos – a política brasileira.
Dalmo escreveria ESSA CACALHADA envergonha a nossa política!

(*) Valdir Izidorto Silveira é engenheiro agrônomo

A entrevista do ex-presidente Lula no dia 26/04/2017 demonstrou toda a sua indignação, tendo em vista a violência investigativa à sua vida privada, aos seus familiares e filhos de maneira desrespeitosa, pela subordinação aos meios de comunicação, aos golpistas e parte do judiciário que querem e pretendem deslegitimar a sua candidatura à presidência da República desencadeando um segundo golpe institucional e constitucional, como o que Hitler aplicou na Alemanha contra a Constituição de Weimar galgando o poder e editando o Estado de exceção.
Assim, comportam-se os golpistas brasileiros, como se síndicos fossem de uma verdadeira massa falida para destroçar a nação com métodos e sistemas determinados e rigor de cálculo. Parece que houve um despertar diante da última greve geral, pois muitos se aperceberam dos direitos a serem retirados, o que pode mudar a sorte do jogo com uma reação contra o excesso de arbítrio da República de Curitiba, além da concentração de poder do ilegítimo presidente e sua camarilha contaminada pelas denúncias de corrupção e decadêrncia moral, a fragilizar a autoridade presidencial que violentamente fere os direitos e garantias fundamentais através das milícias policiais e repressões contra as manifestações grevistas pela defesa das retiradas de direitos. A foto do vice-traidor cumprimentando Moro no evento de condecoração do Exército é bastante emblemática! Com o apoio de somente 2% da população, segundo pesquisas, pode contaminar Moro que se desgasta nessa aventura judicialesca contra Lula.
É a derrocada de Moro.

(*) Valdir Izidoro Silveira é engenheiro agronômo, jornalista e especialista em Planejamento e Desenvolvimento Regional-ILPES/CEPAL/ONU-IPARDES-PR.

Parece ao desinformado cidadão comum loucura tecnológica. No entanto, é uma das ideias em que o Google mais aposta e que mais anima os estudos de mecatrônica (informática + eletrônica + mecânica) em universidades de todo o mundo.
Definido um destino, o carro sem motorista escolhe a melhor rota, considerando distância, tráfego, estado do piso etc.; desvia de obstáculos fixos ou móveis e buracos; obedece às normas de trânsito e aos semáforos; negocia com os outros veículos; recua e busca novo caminho em caso de interrupção; paga pedágios e pode até escolher a música ou o vídeo no padrão de gosto do(s) passageiro(s).
Os protótipos circulam em rodovias da China; na Califórnia e no Arizona, nos Estados Unid;, em cidades paulistas (como São Carlos); e em muitos campi universitários. Só no Brasil há projetos conhecidos de veículos autônomos na universidade de São Paulo (Carina, Sena, Eva e caminhão autônomo) e nas federais de Minas Gerais, Itajubá e Espírito Santo (Iara).
O pessoal da área tecnológica calcula que levaria 20 ou 30 anos para substituir a frota atual de automóveis por veículos-robôs, muitos deles movidos por silenciosos motores elétricos. Pode demorar mais, por imperativos legais que considerem as implicações dessa nova tecnologia na vida das pessoas.
Depois dos automóveis, virão ônibus, trens, aviões, tratores, guindastes, navios, portos… A inteligência artificial é mais um passo no processo de eliminação de empregos que começou com a substituição da força humana pelas máquinas, no Século XIX; prosseguiu com a participação maciça das mulheres no mercado de trabalho, após a Segunda Guerra Mundial, e o decorrente aumento de oferta de mão de obra (sem aumento da massa salarial); a informatização, que atingiu, em décadas recentes, pela primeira vez, o pessoal de escritório, os white collars; e ameaça da IA, que é capaz, no futuro, de substituir redatores, músicos e compositores, gestores e até políticos.
Acredita-se, por exemplo, que a medicina clínica será, em algumas décadas, cubana, voltada para o atendimento pessoal e familiar, o acompanhamento de saúde física e psicológica, ficando o diagnóstico de doenças e a maior parte do tratamento ao cuidado das máquinas.
Quanto às implicações sociais desse desemprego estrutural, as medidas até agora adotadas – exigência de maior escolaridade, expansão da área de serviços, invenção de novos ofícios – são incapazes de dar conta dos estragos dessa hecatombe, para a qual há duas soluções propostas.
A capitalista, que está sendo testada na Suíça e no Canadá, consiste em pagar uma remuneração mínima a todos os cidadãos, o que significa transferir recursos públicos para as empresas que prestam serviços básicos; a socialista seria a oferta direta desses serviços e o acesso a nível de vida padronizado, deixando para quem trabalha tudo mais, incluídos privilégios e honrarias.
O que conforta a nós, os mais velhos, é que não é conosco; os maiores interessados, de fato, são ainda crianças e não sabem o que os espera.

A assimetria persecutória do juiz Moro é sintomática. Agora ele quer confiscar alguns presentes doados a Lula, do seu acervo pessoal, guardados no Banco do Brasil. A popularidade de Moro está se esvaindo, pois suas decisões autoritárias e policialescas são inversamente proporcionais ao prestígio e carisma de Lula. Lula cresce a cada nova pesquisa de opinião pública na preferência do eleitor, enquanto Moro se desgasta num processo kafkiano contra Lula, pois provas não existem.
Os poucos delatores que o acusam são contraditórios e não apresentam fatos novos que corroborem com as acusações do MPF, tampouco provas que possam levar a um nexo de convencimento jurídico a não ser por intrigas ideológicas e politico partidárias para agradar os “linchadores” adversários políticos do ex-presidente e do PT a fim de condená-lo. O próprio povo se encarregará de carregar Lula ao Palácio do Planalto, pois a certeza de sua inocência é flagrante e as acusações que lhe recaem soam no mínimo levianas.
Enquanto Lula cresce, Moro definha!

(*) Valdir Izidoro Silveira é engenheiro agronômo, jornalista e especialista em Planejamento e Desenvolvimento Regional-ILPES/CEPAL/ONU-IPARDES-PR.

Há quase um ano se instalou em Brasilia um governo entreguista e perseguidos dos trabalhadores. Esse governo é apoiado por um Congresso Nacional que legisla de costas para a população. Defendem os interesses do grande capital, contra os interesses e direitos; contra a ação organizada dos trabalhadores e do povo.
Com a ação deletéria do Estado exerce-se a “necessária” violência para reestruturar a economia, o estado e a sociedade, e por isso a cultura do medo, mediante a repressão explícita, para obter uma férrea disciplina social. Por isso não deve surpreender a argumentação ideológica no presente contra a mobilização social em defesa dos direitos dos de baixo. É a cultura repressora da dominação que defende o direito a circular juntamente com os de propriedade, contra os dos trabalhadores, seus salários e condições de emprego.
A mais importante é a ofensiva do capital sobre o trabalho, a flexibilização e precariedade laboral.
Em consequência da ofensiva capitalista mudou a relação cotidiana entre trabalhadores e seus empregadores, com a clara intencionalidade de restringir a capacidade de protesto e organização sindical, que não é maior em resultado do bloqueamento de uma cultura social e sindical no Brasil, com tradição histórica em diferentes identidades político ideológicas anti capitalistas.
Os instrumentos da ofensiva capitalista são variados, não só para transformar a relação laboral, mas também o tipo e função do Estado, daí as privatizações e o incentivo à iniciativa privada.
É interessante frisar que são postas em prática políticas e ações para tornar o Brasil funcional para a ordem capitalista mundial. São reformas para relançar a lógica do lucro, da acumulação e da dominação. Por isso há que pensar em termos alternativos, o que supõe a crítica aos processos de mudança que se processam no país e discutir a necessária transição da ordem atual para formas sociais de organização da produção e da vida cotidiana, colocando em primeiro lugar os direitos humanos e os da natureza.
(*) Engº Agrº Valdir Izidoro Silveira, jornalista e Especialista em Planejamento e Desenvolvimento Regional-ILPES/CEPAL/ONU-IPARDES-PR

O golpe militar no Brasil completou 53 anos no dia 1º de abril. Com a desculpa de que o objetivo era combater a corrupção e colocar o país em ordem, o regime militar durou 21 anos, deixando como herança maldita um país extremamente desigual, uma violência urbana, um sistema político completamente corrompido e um estado privatizado;
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Há uma semelhanças entre o golpe de 1964 e 2016, ambos foram forçados a quebrar as regras do jogo, que abre precedente terrível para o ataque contra a democracia.
Na economia, o estado foi manipulado por grupos poderosos. Brizola disse que durante a ditadura “quem agarrou a vaca foram os militares, mas quem a ordenhava era o grande capital estrangeiro.”
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O poder político, a lei e o Estado está dominado por um grupo cada vez menor. Quem não está no círculo do poder passa, pelo contrário, a viver num clima de imprevisibilidade e insegurança.Cada pessoa começa a contar apenas consigo mesmo e com seu círculo da família e de amigos. Todo mundo é “ladrão”, exceto “meu próprio grupo.” Escutei, esses dias, um cidadão – naturalmente, alienado-, dizer que “O Brasil precisa de um ditador bem-intencionado, que prenda todos aqueles ladrões”.
A corrupção foi um dos slogans para o golpe de 1964: “Vamos acabar com a corrupção”, disseram os militares, que analisavam o problema sob um prisma subjetivo e voluntarista, como se a corrupção fosse apenas “um cara que rouba dinheiro público “.
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A corrupção começou desde o governo Costa e Silva com o envolvimento de militares designados para dirigir empresas públicas. Se envolveram em grandes corrupções. Há alguns exemplos: os escândalos da Ponte Rio Niterói e da Trans -Amazonica, o caso Coroa Brastel e Capeme, um fundo de pensão privado. O Banco Halles e a Caixa Econômica também estavam envolvidos em práticas fraudulentas. Os que estão falando em trazer de volta os “milicos”, ou desconhecem a realidade ou são mal intencionados.
A ditadura também era corrupta!

(*)Valdir Izidoro Silveira é engenheiro agronômo, jornalista e especialista em Planejamento e Desenvolvimento Regional-ILPES/CEPAL/ONU-IPARDES-PR.

Com todos os dados apresentados na parte I deste artigo, não restam dúvidas de que a terceirização representa um ataque às condições de trabalho no país. Os que defendem essa proposta são os mesmos que querem o fim da aposentadoria, os mesmos que acham que saúde e educação universal e gratuitos não cabem no orçamento.
Os que defendem essa proposta estão entre o 1% mais ricos da população, que querem continuar ampliando seus privilégios. Não seria de espantar se o próximo passo fosse a revisão da abolição da escravidão. Talvez não seja necessário, já que 82% dos casos de trabalho análogo à escravidão encontrados nos últimos 20 anos se deram entre trabalhadores terceirizados.
Na prática, o que está em jogo é a destruição completa de direitos, com a desregulamentação do mercado de trabalho. A contratação de prestadores de serviços terceirizados como PJ (pessoa jurídica) permite relações de trabalho por contratos temporários que não asseguram nenhum dos direitos fundamentais, como férias, décimo terceiro salário, auxílio doença, licença maternidade, etc.
Hoje, esses contratos já são permitidos, mas não para as atividades fundamentais de uma empresa, a chamada atividade-fim. Essa semana a proposta da terceirização passará pelo seu primeiro teste das ruas. No dia 31 de março aconteceram mobilizações em diversas cidades do país contra a terceirização e a Reforma da Previdência. Foi mais um dia de lutas em preparação para a greve geral de 28 de abril.
Não há outro caminho. É evidente que a batalha parlamentar precisa ser travada, assim como a judicial, com o julgamento do mandado de segurança do senador Randolfe Rodrigues no STF. Mas seria ilusão contar com este parlamento ou com este judiciário para frear os retrocessos de Temer. A única forma de reverter a terceirização e barrar os novos ataques é tomar massivamente as ruas, com greves, bloqueios e manifestações. Diante da escravidão, a desobediência civil é mais do que um direito, é um dever. Resistir é preciso!
(*)(*) Engº Agrº Valdir Izidoro Silveira, jornalista e Especialista em Planejamento e Desenvolvimento Regional-ILPES/CEPAL/ONU-IPARDES-PR

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que regulamenta a terceirização de modo amplo e irrestrito e o presidente Temer, vergonhosamente, sancionou. O PL 4302/98, que permaneceu 19 anos arquivado, é ainda pior que o PL 4330, levado à votação por Eduardo Cunha e que foi alvo de fortes protestos em 2015. Na prática é um desmonte da CLT, que coloca em xeque direitos conquistados secularmente pelos trabalhadores brasileiros.
O argumento do governo do vice traidor e dos parlamentares que sustentaram o PL é de um cinismo delinquente: as leis trabalhistas seriam um entrave ao crescimento econômico e à geração de novos empregos. Assim, desmontar a legislação seria, no fim das contas, um benefício aos próprios trabalhadores. Levantamento recente publicado pelo DIEESE mostra o que está em jogo e as consequências desastrosas da terceirização.
Levando-se em conta a remuneração, os terceirizados ganham em média 23,4% menos que os trabalhadores contratados diretamente. Entre as mulheres e os mais jovens, o salário dos terceirizados é ainda menor. Se levarmos em conta empresas com 1000 ou mais funcionários terceirizados, a diferença salarial pode atingir até 47,6%. Mesmo entre os profissionais com o mesmo nível de escolaridade a diferença acumulada chega a 11,1% entre terceirizados e não terceirizados.
Quando a comparação envolve qualidade e condições de trabalho, os terceirizados também estão em larga desvantagem. A taxa de rotatividade dos trabalhadores terceirizados é o dobro dos demais. Enquanto a duração média de um vínculo de trabalho direto é de cinco anos e 10 meses, entre os terceirizados essa duração é de apenas dois anos e 10 meses. Como se não bastasse, a jornada de trabalho é maior entre os terceirizados e o percentual de afastamento por acidente trabalho também é superior. Resistir é preciso!
(*)(*) Engº Agrº Valdir Izidoro Silveira, jornalista e Especialista em Planejamento e Desenvolvimento Regional-ILPES/CEPAL/ONU-IPARDES-PR
valdir.i.ilveira@gmail.com

Durante esse período de nove meses de encebação, de encenação, de desmandos e desconstrução da agenda positiva montada por Lula e Dilma, nada, nada de concreto aconteceu. Há não ser o desmonte da coisa pública e as tentativas de destruir, com uma política de terra arrasada os direitos dos trabalhadores. A Petrobras é um exemplo do entreguismo, do ataque à nossa soberania que o vice-traidor e seus cúmplices canalhas de fora e de dentro do Congresso Nacional, estão fazendo. Não somos nós os comunistas, os esquerdistas, os progressistas e os chamados nacionalistas que fazem essa constatação mas sim os jornais conservadores e golpistas, entre eles o Estadão que diz: “Ao completar nove meses no poder, o presidente Michel Temer abraça uma agenda reformista na economia, mas preserva as práticas da “velha ´política”. É preciso dizer mais?
Esconderam dos brasileiros que o objetivo real do golpe foi uma aliança entre a burguesia brasileira com capital estrangeiro para reiniciar um programa neoliberal, o que aumentaria a exploração do trabalho, liberar recursos públicos para os seus negócios e mão sobre os nossos recursos naturais (água, petróleo, terra…) para beneficiar de lucros extraordinários, com o capitalismo em crise em todo o mundo.
Tudo isso iria salvar a burguesia da crise econÔmica, o PIB cresceria e iria acalmar os trabalhadores.
A crise econômica só piorou. Até porque os capitalistas, em vez de investir na produção, preferem a “especulação” de interesses. E o Estado brasileiro deixou de fazer o investimento público. A taxa de investimento em relação ao PIB em 2016 foi de apenas 16,9%, quando o padrão exigido deve ser em torno de 25%, indicando que a crise vai continuar por muito tempo.
Doze milhões de trabalhadores desempregados se juntam a outros oito milhões que nunca trabalharam. E a violência social contra os pobres, que mata 50 mil jovens por ano nas periferias, continua silenciada.
A crise ambiental que afeta a todos, está lá, as alterações climáticas, a seca e a falta de água, mesmo na capital federal no período chuvoso completo. Esta é uma consequência da fúria do capital sobre os ativos da natureza, com seus venenos, a monocultura e da exploração predatória dos minerais. Mariana é como uma ferida aberta, e Rio Doce, morto, esperando pela compensação de dois bilhões da Vale que diz não ter esses recursos, apesar de 13,3 bilhões de lucro líquido em 2016, que distribuiu entre seus acionistas, dos quais 52% vivem no exterior. E o tribunal servil e poder promíscuo fingem que não vê!
A crise política dispensa comentários. Todos os dias ouvimos na imprensa o cheiro podre. Em nove meses, nove ministros tiveram que fugir. E a lata de lixo da história está aguardando a visita de muitos.
Perante esta situação, os movimentos populares agrupados na Frente Popular Brasil argumentaram que é necessário mudar o governo. Temer e seu grupo não têm mais chances de continuar. Temos de travar todas as propostas criminosas, tais como a reforma das leis de segurança social e de trabalho, interromper a entrega da Petrobras e da base de Alcântara.
Para isso, precisamos de uma eleição geral, logo que possível, combinada com urgência a reforma política, para garantir eleições justas sem a influência do poder econômico e da corrupção. E o compromisso do novo Congresso, a convocação de uma assembleia nacional constituinte exclusiva.
Que só a democracia restaurada pode salvar a sociedade, que no comando de um governo legítimo e popular, a sociedade pode discutir um novo projeto de país.
As pessoas precisavam sair do sofá, se movimentar e lutar por mudanças.

(*) Engº Agrº Valdir Izidoro Silveira, jornalista e Especialista em Planejamento e Desenvolvimento Regional-ILPES/CEPAL/ONU-IPARDES-PR

Um alerta ao setor produtivo e aos empresários nacionais; está em prática pelo (des)governo do Vice Traidor e seus sequazes um plano de destruição de mais um setor da economia nacional, um vil e torpe projeto capaz de gerar desnacionalização de empresas que tornaram o Brasil vanguarda na exportação mundial de carnes, enfim um verdadeiro atentado à soberania nacional.
Que a CNA, a OCB, a FIESP,a FIEP, a FARSUL, a FAEP, enfim todo o sistema representativo do setor produtivo e do agronegócio se conscientizem disso. O que está acontecendo é um projeto de renúncia e destruição do que é nosso em benefício das multinacionais estrangeiras.
O projeto de venda de terras a estrangeiros é parte do plano, onde por trás está o megaoinvestidor Georges Soros.
Os episódios que através da Operação Lava Jato, que atingiram e desmobilizaram grandes construtoras nacionais como Oldebrecht, Camargo Correira, OAS, etc. etc. também são parte de um plano entreguista, de terra arrasada, de leiloar investimentos às empresas estrangeiras, além de causar um efeito cascata de desemprego local generalizado.
Agora os espalhafatos que estão fazendo em relação aos frigoríficos que dizem atingir a BRF e JBS é outra armação que poderá atingir todo o agronegócio nacional envolvido com suínos, bovinos e aves. Grandes cooperativas como a COPACOL, COOPAVEL, no Paraná e outras em todo o Brsil, como todo o complexo agroindustrial catarinense serão, e já estão- 
certamente, prejudicadas.
Também os agricultores e produtores de milho e soja, matérias primas para a produção de ração, para inúmeros segmentos do agronegócio, serão atingidos.
Esse é o plano desse judas do século XXI, o Vice Traidor e seus apoiadores entreguistas; DESTRUIR O PATRIMÔNIO NACIONAI. Grande parte dos nossos empresários apoiaram o golpe, mas não devemos coonestar com um processo político em curso, de destruição de empresas nacionais, isso é crime de lesa pátria. Que se punam os responsáveis, não as empresas, não os empregos, o que é perfeitamente correto, e sem o alarmismos que coloca em risco os interesses do país. Ou será que não sabiam que há muito os embutidos eram recheados com CMS, ou seja, carnes mecanicamente separadas, num português chã: com misturas inapropriadas?
O país não pode ser destruído por um governo de traição nacional alheio aos interesses sociais, formado por entreguistas, que golpearam uma presidente nacionalista e democraticamente eleita.

A canalha golpista que se apoderou do governo usurpando o poder democrático das urnas que elegeram Dilma com 54,4 milhões de votos, num congresso de 61 senadores vende pátrias travestidos de juízes, de julgadores, substituíram, roubaram, usurparam 54,4 milhões de brasileiros que votaram em Dilma.
Agora essa camarilha entreguista quer mexer nas conquistas dos trabalhadores, como a CLT, o SUS e o INSS, entre outros. Em relação ao INSS sofismam e mentem dizendo que “há um rombo no cálculo das finanças previdenciárias”. Tudo mentira, desculpas para atingir de morte um sistema previdenciário que beneficia as classes trabalhadoras.
É uma proposta do Vice Traidor, agora presidente usurpador, “eleito” indiretamente por 61 senadores entreguistas, que se arrogaram no direito de substituir 54,4 milhões de eleitores, que mentem, mentem descaradamente sobre “os rombos” na previdência, no INSS.
Em 2015, a seguridade social teve uma receita de R$ 707,1 bilhões, receita proveniente da Contribuição Previdenciária, COFINS, CSLL- Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, PIS/PASEP e outras fontes. Já as despesas alcançaram um total de R$683,1 bilhões, despesas essas provindas da saúde, benefícios previdenciários, bolsa família, benefícios assistenciais e outras despesas; portanto tivemos um saldo positivo de R$ 24 bilhões. Rombo aonde? Só se for no fiofó dos golpista!
Os números acima desmascaram o discurso dos golpistas que querem ferir de morte o INSS, mentindo que existe um rombo na previdência.
É preciso sim que o governo cobre os 500 maiores devedores da previdência cuja soma é astronômica e ningém fala nada, assim como a sonegação fiscal que beira A MODESTA CASA de R$ 1 trilhão. Com a palavra os mentirosos!
Essa cacalhada de elitistas reacionários que quer mexer nas conquistas sociais dos trabalhadores, na CLT e no INSS, será derrotada nas barricadas das ruas. Uma bastilha será instaurada no país para travar as intenções, os desmandos dos inimigos do povo.
Que não se atrevam!
Fonte: Denise Gentil, Economista de UFRJ, A Política Fiscal e a Falsa Crise da Seguridade Social (Tese).
(*) Engº Agrº Valdir Izidoro Silveira, jornalista e Especialista em Planejamento e Desenvolvimento Regional-ILPES/CEPAL/ONU-IPARDES-PR.

O 8 de março, comemorado como o Dia Internacional da Mulher, foi apenas mais uma data no calendário, mas que faz sentido se nós lembrarmos do importante papel das mulheres na socidedade, nas lutas pelo pão, pela paz e pela liberdade.
Muitas comemorações demagógicas e festas foram feitas por todo o país e pelo mundo afora. Há o que comemorar? Respondo com amaior convicção: NÃO!
Por que? Porque a maioria dos 1,5 bilhões de pessoas que vivem com um dólar por dia ou menos é constituída por mulheres. Além disso, o fosso entre homens e mulheres apanhados no ciclo da pobreza não parou de aumentar na última década, um fenômeno que tem sido referenciado como “a feminização da pobreza”. No mundo inteiro, as mulheres ganham em média 50% menos que os homens. As mulheres são os pobres do mundo!
As mulheres que vivem na pobreza veem-se muitas vezes privadas do acesso a recursos de crucial importância, como o crédito, as terras e as heranças. Não se recompensa nem se reconhece o seu trabalho. As suas necessidades em termos de saúde e alimentação não são prioritárias, carecem de acesso adequado à educação e aos serviços de apoio e a sua participação nas tomadas de decisões, tanto a nível doméstico como na comunidade, é mínima.
Finalmente, é preciso denunciar que o modo de reduzir a pobreza das mulheres tem sido conduzido de maneira paliativa, sem políticas estruturais. As ONGs que atuam na área cumprem a cartilha das grandes Fundações como Rockfeller, Bill Gates entre outras trabalhando em projetos locais destinados a pôr em execução políticas para garantir que todas as mulheres tenham uma proteção econômica e social adequada durante os períodos de desemprego, doença, maternidade, gestação, viuvez, incapacidade e velhice; e que as mulheres, os homens e a sociedade partilhem as responsabilidades pelos cuidados das crianças e de outros dependentes. Mas, na verdade, essas fundações e outras instituições filantrópicas nada fazem para mudar as causas da pobreza.
Para concluir esse texto vamos nos socorrer do trabalho da grande combatente comunista baiana Ana Montegroque em visita à Curitiba em 1985, autografou, na Livraria Dario Velozo, o seu livro Mulhere – participação nas lutas populares, que tive o prazer da dedicatória da amiga e saudosa companheira Aninha, como era carinhosamente chamada pelos seu companherios(as) e camaradas.
É no contexto desta intrincada teia de dificuldades que devemos localizar – e valorizar- o esforço feito por Ana Montenegro em documentar momentos da participação feminina nas lutas populares brasileiras.
Nesse sentido os fatos que a memória de Ana Montenegro trouxe à luz permitem testemunhar em primeira instância – e por menos que assim a autora – a grandeza da sua própria vida e luta. Mas eles testemunham sobretudo que neste seu engajamento se personificaram a marca e a qualidade das lutas das mulheres do seu tempo.
Viva o 8 de março! Reflexão, protesto e resistência pelo respeito e valorização das mulheres!
(*) Engº Agrº Valdir Izidoro Silveira, jornalista e Especialista em Planejamento e Desenvolvimento Regional-ILPES/CEPAL/ONU-IPARDES-PR.

Fiquei afastado algum tempo, por vários motivos. É com prazer e satisfação que retomo minha coluna nesse bravo e destemido jornal que, sem peias, sem meias palavras, se mantém fiel ao ideário do meu saudoso amigo Dalmo Vieira, o Véio Dalmo, como gostava de ser chamado.
Nesse tempo de grandes sacanagens, de canalhas, de uma cacalhada sem fim, Dalmo está fazendo falta para nos brindar com seus maravilhosos, sarcásticos e desaforados editoriais. Ele não tinha problema nenhum em mandar qualquer político à merda e de desafiar as “otoridades” de plantão, mesmo porque chafurdam o galardão de autoridade.
Tempos sombrios e até perigosos, mas que tenho certeza, os brasileiros e os catarinenses saberão exorcizar os capetas que estão infernizando a nossa vida.
Ninguém é eterno, ninguém se pereniza nessa vida e, portanto, os assaltantes do governo que estão entregando a nação à estrangeiros e agora autorizaram a venda de 100 mil hectares de terras a estrangeiros com direito a lambuja de arrendarem mais 100 mil, esses traidores um dia terão o que merecem.
É por isso, por essa luta e para empunhar a bandeira da defesa da soberania nacional, que estamos retornando ao nosso DIARINHO para dar o bom e salutar combate aos que estão enxovalhando a política brasileira.

(*) Engº Agrº Valdir Izidoro Silveira, jornalista e Especialista em Planejamento e Desenvolvimento Regional-ILPES/CEPAL/ONU-IPARDES-PR.