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Terminal da rodô de Itajaí não é acessível a deficientes

Conselho fez visita de inspeção e concluiu que o terminal não tem adaptação para receber portadores de necessidades especiais

A rodoviária está repleta de armadilhas para deficientes

Inaugurado em dezembro de 2001, o terminal Rodoviário Internacional de Itajaí (Terri) não foi planejado pra receber e atender pessoas com deficiência. Esta foi a constatação do conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Itajaí (Comadefi).
Na segunda-feira, a comissão de Mobilidade Urbana e Acessibilidade do conselho visitou o terminal e checou se as condições oferecidas estavam dentro do que prevê o estatuto da Pessoa com Deficiência.
Estiveram no local a presidente do Comadefi, Bianca Reimão Curraladas, o vice-presidente da entidade, Jairton Fabeni, a conselheira Tanise de Góes Maia e o assessor do vereador Marcelo Werner (PCdoB), Rodrigo Lima.
A conselheira Tanise de Góes Maia examinou cada mobília e verificou, por exemplo, que a pia dos banheiros é inacessível para cadeirantes. Também não há piso tátil que leve as pessoas até os guichês ou às plataformas de ônibus.
“As rampas de entrada na rodoviária e terminal estão fora do padrão. Não tem nenhuma forma de comunicado para cegos e surdos. O banheiro não tem nem espaço pra cadeira de rodas entrar facilmente”, narra a presidente do Comadefi.
Uma pessoa em cadeira de rodas não tem autonomia pra comprar uma passagem nos guichês, que são altos. No balcão também não há mecanismos pra atender pessoas surdas.
A presidente do Comadefi lembra que, além de inacessíveis, muitos pontos oferecem perigo aos deficientes que se arriscam a usar o terminal sozinhos.
“As plataformas possuem rampas desniveladas e perigosas, com buracos ao lado. O banheiro também é perigoso, pois a entrada é a mesma para homem e mulher. De madrugada, é difícil pra uma mulher se proteger”, alerta.

Problemas externos
Do lado de fora, o problema é o mesmo. O pessoal constatou que nem vaga privativa pra pessoas com deficiência existe na área de embarque e desembarque, que fica em frente ao Terri.
Um relatório será entregue na semana que vem à direção da empresa.
A ideia é que o terminal bole um plano de ação para pôr em prática as mudanças sugeridas. “Queremos conscientizar a empresa de que pessoas com deficiência são usuários como os outros e que a acessibilidade é um direito previsto em lei”, diz.
A responsável pelo Terri ficou de responder os questionamentos da reportagem, mas isso não ocorreu até o fechamento desta edição, na sexta-feira.

franciele
Formada em Jornalismo pela Univali, com MBA em Gestão Editorial. fran@diarinho.com.br
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