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Protesto contra falta de estrutura

Professores e alunos participaram de uma caminhada, ontem pela manhã, pra expor o problema da escola de Balneário

Berreiro reuniu mais de
100 pessoas em frente à escola

Cerca de 100 pessoas, entre estudantes, professores e representantes de entidades sociais, participaram na manhã de ontem de uma manifestação em frente à escola Higino João Pio, no bairro das Nações, em Balneário Camboriú. Os manifestantes berraram contra a falta de estrutura da escola, que, apesar de recém-inaugurada, não tinha cadeiras e carteiras.

O caso foi denunciado pelo DIARINHO na quarta-feira. Segundo o pai de um aluno, os estudantes tomavam a lição sentados no chão, porque não tinha carteiras e cadeiras nas salas. Eles também passavam calor com a falta de ventilador e ar-condicionado.

A manifestação começou pouco antes das nove horas e durou uma hora. Os participantes caminharam da escola, que fica na rua Madagascar, no bairro das Nações, até a avenida do Estado Dalmo Vieira.

Munidos de faixas e cartazes, os manifestantes gritaram “Grêmio Estudantil, unificado para a mudança do Brasil”, “Ora, ora, ora, cadê o Periquito agora?”, “Alunos, na rua, governo, a culpa é sua” e “Não é Carnaval. É Balneário caindo na real”. A caminhada teve ainda o som de tambores.

Pro vice-secretário do grêmio Estudantil da escola, Vitor Hugo Serpa, 15 anos, a manifestação é uma forma de tentar chamar a atenção do Estado pra falta de estrutura da escola. “O Higino não tem sequer estrutura pra receber ar-condicionado. Não tem carteiras nas salas, e os alunos estão amontoados. Algumas salas estão superlotadas, com 45 alunos passando calor”, diz.

 

Escola conseguiu carteiras usadas

A gerente Regional de Educação, Cleonice Berejuk, informou que foram colocadas cadeiras emprestadas do João Goulart na escola e os alunos não estão mais sentados no chão. “Não são carteiras novas, mas já resolvem o problema, paliativamente”, explica.

Segundo ela, o mobiliário novo deve chegar em até 20 dias. “Eu sei que os pais querem móveis novos. As autorizações de fornecimento já foram assinadas, e agora é preciso esperar chegar”, acrescenta a gerente regional.

Cleonice assume que os alunos passam calor, devido à falta de ar-condicionado e ventiladores. Por isso, solicitou a instalação de ventiladores, até que seja possível instalar os aparelhos de ar-condicionado.

“As salas são, realmente, muito quentes. Eles têm razão de reclamar. A gente sabe que ventiladores não é o ideal, mas ajuda. Também queremos diminuir a quantidade de alunos em sala de aula (atualmente estudam 40 em cada sala)”, diz, falando que isso também resolveria o problema.

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