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Pinheiro com mais de 30 anos é cortado no centro

Vizinhos denunciaram que a árvore estava cheia de ninhos de passarinhos

Um pinheiro com mais de 30 anos de idade foi cortado na esquina das ruas Olímpio Miranda Junior e 15 de Novembro, no centro de Itajaí, na manhã de ontem. A retirada da árvore chamou a atenção da vizinhança, que denunciou a sacanagem com os ninhos de passarinhos no local. O dono do terreno diz que o pinheiro estava inclinado e os galhos acertavam a rede elétrica.
O corte do pinheiro de 10 metros de altura começou às 9h. Foi preciso um guindaste para retirar o grandão.
O comerciante Patrick Zaguini, 46 anos, ficou cabreiro com a retirada do pinheiro. “Eu tenho foto de quando era pequeno ao lado do pinheiro, que na época também era pequeno”, lembra. Patrick morou 15 anos no centro e, por isso, conhece bem a região.
Segundo ele, a árvore chegou a ser ponto de referência. “Por muitos anos funcionou ali a Gugelmin Turismo. Quando alguém perguntava onde era isso ou aquilo, a gente dizia é lá naquela esquina do pinheiro”, narra.
Patrick também conta que os pássaros faziam ninhos no pinheiro. “Tinha que ver o desespero deles ao perceberem que sua casa estava sendo derrubada”, lamenta.
O engenheiro agrônomo Juarez Müller, morador do centro, diz que a árvore não é nativa, mas da espécie Araucária Excelsa, da família do pinheiro-brasileiro. “A planta não tinha risco de cair. Não sei qual o motivo para a retirada, mas se for por segurança, isso é balela, porque não tinha risco nenhum”, afirma.
Para ele, o maior problema é a questão cultural. “Infelizmente, na nossa cidade a árvore é sinônimo de sujeira e incômodo. Mas este pinheiro não causava nem sujeira e nem incomodava ninguém”, diz.

Famai autorizou
Jairo Wagner, que foi quem solicitou a derrubada da árvore, disse que tinha autorização da fundação Municipal do Meio Ambiente de Itajaí (Famai). “Estava perigosa, estava com inclinação e os vizinhos reclamavam da queda de galhos”, diz.
Ele conta que no ano passado dois transformadores da Celesc queimaram após alguns galhos atingirem a rede elétrica. A promessa dele é que uma nova árvore, de espécie nativa, seja plantada na calçada.
O diretor de licenciamento e fiscalização da Famai, Patrick Soares, confirma que a retirada do pinheiro foi autorizada. O dono do terreno terá que compensar plantando um Ipê no mesmo local. A muda será disponibilizada pela Famai.

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