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Mãe tá esperando há meses por vaga em creche

Ela precisa de vaga em Espinheiros

A mamãe J.C., 27 anos, não pode trabalhar porque não tem com quem deixar o filho de três anos de idade. Ela já tentou duas vezes – na administração anterior e na atual– uma vaga numa creche de Itajaí, mas até hoje aguarda na fila única.
J. conta que a última tentativa foi em fevereiro, quando inscreveu novamente o filho no sistema da fila única. “Ele já foi pro segundo lugar, quarto, agora tá em sétimo”, comenta. Ela estranhou a situação e acha que tem gente passando na frente.
A mãe busca uma vaga numa creche do bairro Espinheiros, onde a família mora, mas o desespero é tanto que ela já está aceitando uma vaguinha em outros locais próximos. “Não tenho como trabalhar, não tenho com quem deixar,” reclama.
Segundo a assessoria de imprensa da secretaria de Educação, a classificação do Fila Única obedece o que determina a Lei nº 5.542, e a Instrução Normativa nº 001, que estabelece normas para o processo de classificação, matrícula e movimentação de alunos das crechas da cidade. O critério de classificação da Fila Única dá preferência às crianças de famílias com menor renda familiar.
A vaga é por zoneamento. A mãe inscreve o filho em determinada creche, caso surja vaga em outra creche do mesmo zoneamento, a criança é chamada.
A cada quatros meses, no primeiro dia útil dos meses de abril, agosto e dezembro, ocorre uma atualização das informações no sistema do programa, podendo gerar alterações na ordem de classificação.
A secretaria diz que tem 2877 crianças na fila. Para diminuir a espera, a prefeitura lançou ontem um edital para credenciamento de escolas particulares interessadas em vender mil vagas ao município. Confira a matéria completa na Página 3.

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