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Loja perde relógio e faz troca que não precisa

Um simples serviço numa relojoaria rendeu uma baita confusão em Itajaí. Os clientes procuraram o DIARINHO pra reclamar que deixaram um relógio pra trocar a pilha e colocar um pino. Além de perder o relógio, eles acusam a loja de quebrar a pulseira e de cometer grosserias.
No final do mês passado, a aposentada I.L., 73 anos, e o neto de 17 anos levaram o relógio da Mormaii para trocar a pilha e colocar o pino na loja Rlimarty, no centro comercial da rua Hercílio Luz, no centro de Itajaí.
O rolo começou quando eles foram buscar o objeto. No dia 24 de novembro, o pessoal da loja não encontrou o relógio. “A dona teve a ousadia de dizer que já havíamos pegado o relógio, sendo que eu ainda estava com o cartão pra retirada”, conta.
A dona chegou a mostrar três outros relógios, perguntando se algum era o dela. “Se eu fosse ruim, eu pegaria o primeiro e ia embora”, conta. Após 15 dias, a loja entrou em contato avisando que tinham encontrado o relógio certo.
Na segunda-feira passada, a aposentada e o neto voltaram na loja e ficaram surpresos ao encontrar o relógio com a pulseira destruída. “Era só pra trocar a pilha e colocar um pino, mas a pulseira estava toda arrebentada”, conta.
O dono da loja, Renato Lima Macedo, não deu bola à reclamações. “Ele, todo grosso, chamou nós de folgados e disse que não ia arrumar nada e entregou a pulseira estragada”, conta. Renato teria saído de trás do balcão e chamado o neto da aposentada para a briga.
O guri, que estava segurando a avó, soltou a senhorinha, que se desequilibrou e caiu. Dona I. disse que caiu e se machucou na confusão. “Fui no hospital, não consigo caminhar. Quem está sofrendo sou eu com essas dores”, fala. Ela registrou um boletim de ocorrência na delegacia da Mulher.

Diz que clientes pediram 
pra consertar pulseira

Renato conversou com o DIARINHO e contou uma versão diferente. Ele garante que a família pediu que a pulseira fosse consertada. Só que antes de executar o serviço, Renato admite que houve um problema e eles não estavam conseguindo achar o relógio.
No entanto, assim que encontrou o relógio, ele ligou pros clientes pra passar o orçamento. “Ela se alterou, disse que a gente já deveria ter feito o serviço, não quis esperar”, garante.
Com a negativa, o conserto não foi feito e a pulseira permaneceu estragada, diz Renato. Quando os clientes voltaram na loja, a confusão tava formada. “Aí, eles começaram a se alterar. Como a pulseira não tava quebrada se ele deixou aqui pra trocar pino, pulseira e bateria?”, questiona. Ele diz que se sentiu ofendido e nunca tinha passado por isso antes. “Em 20 anos de comércio, é a primeira vez que eu vejo isso, é um absurdo”, falou.

Mariana Reibnitz Vieira
Formada em Jornalismo pela Univali mariana@diarinho.com.br
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