Home Notícias Voz do Povo Laboratório cobra por exame que SUS não paga e usuário se irrita

Laboratório cobra por exame que SUS não paga e usuário se irrita

O que era para ser uma simples coleta de sangue e urina acabou em confusão na terça-feira, em Itajaí. A aposentada Ivanir machado Terres, de 69 anos, precisou pagar pelo exame de urina e pelo potinho utilizado pra coleta do material.

A aposentada se consultou na última quinta-feira, no CIS, e pra dar continuidade ao tratamento, recebeu requisição para realizar 24 exames, sendo encaminhada para o laboratório Flor.

Chegando ao local, foi surpreendida quando a funcionária do laboratório cobrou R$ 20,40 pelo exame e mais R$ 5 pelo frasco. “Nunca foi cobrado este tipo de material, já que é a prefeitura que paga”, disse Julio Terres, que acompanhou a mãe. Ele ouviu da mulher que se não quisesse pagar, a paciente deveria entregar o material em uma garrafa pet.

O laboratório entregou dois recibos simples, um de R$ 20,40 e outro de R$ 5 e nos dois estava a descrição de “exames laboratoriais”. Pouco tempo depois, Júlio recebeu a ligação de uma funcionária do laboratório, chamada Rafaela. “Ela disse que iria me processar por estar difamando o laboratório”.

Procedimento está correto

Em nota, a secretaria de Saúde de Itajaí esclarece que a paciente Ivanir Machado Terres recebeu encaminhamento médico para realizar 24 exames laboratoriais em um dos laboratórios conveniados ao SUS no município.

A secretaria foi informada que um dos exames solicitados pelo médico não é coberto pela tabela SUS, por isso foi cobrado o valor de R$ 20,40 pra realização. Já o exame de urina no período de 24 horas solicitado é diferenciado e requer um recipiente maior de coleta, que não é coberto pela tabela SUS. Os demais exames foram feitos gratuitamente.

A Saúde esclarece ainda que os procedimentos cobertos pelo SUS são definidos pelo Ministério da Saúde.

O laboratório explica

O laboratório esclareceu ao DIARINHO que, dos 24 exames, um deles não consta na tabela SIGTAP SUS do Ministério da Saúde. A paciente poderia fazer pelo convênio particular ou não fazer. Nem a prefeitura pode liberar o exame. A paciente optou por fazer da forma particular, então a cobrança não foi indevida.

Sobre a questão do uso da garrafa pet, o exame precisa ser coletado em um frasco de três litros para medição do volume de urina. O recipiente também não é coberto pela tabela do SUS. O paciente tem a opção de coletar em garrafa de água mineral, mas a paciente quis comprar o frasco disponível no laboratório.

O cliente recebeu todas essas informações por parte do laboratório.

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