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Família reclama de multas da Emasa; empresa justifica

Família reclama de multas da Emasa; empresa justifica. Foto: Jucelia

O descaso da Emasa tem deixado a advogada Jucelia Geraldo Andrighi revoltada. Ela desabafou em um vídeo nas redes sociais o trabalho que a família tem passado com a empresa. Ao todo, já receberam R$ 9 mil em multas.

O tio de Jucelia é dono de três casas na rua Jamaica, no bairro dos Municípios, em Balneário Camboriú. Ele foi notificado pela Emasa por vazamento de esgoto na rede pluvial. Eles receberam um prazo de cinco dias pra regularizar. Mas o que revolta Jucelia é que nem a Emasa disse onde estava o problema.

Dados os cinco dias, receberam multa de 10 Unidades Fiscais Municipais (UFM), aproximadamente R$ 3 mil. Ainda sem saber onde o problema estava. Mais cinco dias passaram e a empresa voltou lá, quebrou a calçada do imóvel pra tentar encontrar o vazamento e não acharam nada.

Jucelia não se conforma que foi feito o lacre do abastecimento d’água nesses imóveis. Ela diz que isso é uma falta de respeito ”ao cidadão, ao pai de família e ao trabalhador que pagam seus impostos em dia”.

Além dos 10 UFM dados de multa inicialmente, depois da empresa ter ido duas vezes ao local e o proprietário não ter se regularizado, porque segundo a denúncia eles não encontraram o problema, a Emasa aplicou mais 20 UFM de multa, ou seja, cerca de R$ 6 mil. “Continuam sem dizer onde está o problema e lacram de novo o imóvel pela terceira vez”, escreveu.

Ao meio-dia desta terça-feira, segundo Jucelia, a Emasa achou o vazamento e arrumou o problema. A moradora contou ao DIARINHO que está há quase duas horas esperando os técnicos da Emasa voltarem pra religar o abastecimento do imóvel.

A Emasa disse ao DIARINHO que havia um extravasor entre a caixa de passagem e a caixa de gordura, que recebia toda a contribuição das três casas situadas no mesmo terreno. Esse extravasor fazia com que parte do esgoto fosse pra drenagem pluvial, que tem como destino final o rio Marambaia. Esse tipo de irregularidade recebe lacre imediato como penalidade. Havia dificuldade de acesso, então foi feito lacre da água.

Como havia criança e idoso nas casas, a água foi religada. O prazo venceu dia 2 de julho e a equipe esteve no local dia 3 pra fazer a vistoria e os donos não tinham se regularizado ainda. Neste caso, novamente foram aplicadas as penalidades de lacre, multa em dobro por reincidência e novo prazo de cinco dias pra regularizar.

Segundo a Emasa, os moradores solicitaram que a equipe de vistoria fosse três vezes ao local e por parte da empresa foi dado todo o suporte.

Nesta terça-feira, vencendo o segundo prazo, a equipe retornou ao local e o responsável pelo imóvel não permitiu a vistoria, mas foi identificado por vídeo inspeção que o problema persistia. Isso gera a mesma penalidade de lacre, multa em dobro por reincidência e prazo de cinco dias pra regularizar.

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