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Crianças sem transporte escolar em Espinheiros

 

Os alunos da escola estadual Maria Nilza Ferreira Evaristo, no bairro Espinheiros, em Itajaí, passaram a estudar este ano na Raul Bayer Laus, nova escola construída no bairro Santa Regina.

O problema é que os estudantes tão desde o início do ano sem o transporte escolar, serviço que antes era oferecido pra alunada. O colégio atende 1500 alunos do ensino fundamental 2 e ensino médio.

O presidente da associação de Pais e Professores (APP) do colégio Maria Nilza, José Carlos Alexandre, 63 anos, explica que a nova escola fica quatro quilômetros mais longe e é perigoso pras crianças irem a pé.

A principal preocupação é com a segurança, pois os alunos têm que atravessar a rodovia Jorge Lacerda, entre o Espinheiros e o Santa Regina.

“E se acontece alguma acidente?”, observa José, destacando que não há linha de ônibus municipal entre os bairros. “Tô pagando um rapaz pra levar o meu neto de carro. Eu não tenho condições de saúde pra levar”, conta, explicando que o neto tem 10 anos.

Um estudante de 13 anos, do 9º ano, contou que quase se meteu em acidente com a bike esta semana. “É o maior perigo. Quase fomos atropelados”, lembra. Ele diz que a diretora tá prometendo o transporte desde o início do ano, mas até agora, nada. “Quando a escola era perto, tinha ônibus, agora que é mais longe, não tem”, diz.

Faltam carteiras

Outra reclamação é que o número de carteiras e cadeiras é insuficiente, o que tem levado a direção a dispensar turmas. Esse foi o mesmo problema que motivou a manifestação na recém-inaugurada Higino Pio, em Balneário Camboriú.

Um aluno, que prefere não se identificar, disse que não há carteiras e cadeiras pra todo mundo. “Tem alunos sentando em dupla. Tem aluno que não tá indo pra escola porque todo dia tem turma dispensada”, completa.

Todos os dias rola um “rodízio” de cadeiras pra dar conta de atender a alunada. Para José Carlos Alexandre, faltou organização do governo na transferência de alunos pra evitar que esses problemas acontecessem. “Antes de passar pra nova escola, era pra tá tudo organizado”, avalia. jb n

 

Convênio com a prefa

A gerente regional de Educação, Cleonice Berejuk, explica que o transporte escolar é uma responsabilidade do município. O Estado apenas faz o ressarcimento do valor gasto pela prefeitura. A parceria é regrada por meio de convênio, que ainda tá sendo elaborado. O repasse é definido conforme o número de alunos e a quilometragem a ser rodada.

Segundo a supervisora de Articulação com os Municípios, Maria Alice Pereira, da gerência regional de Educação (Gered) de Itajaí, a prefeitura está locando um ônibus que vai atender os alunos dos Espinheiros. A contratação espera o aval da assessoria jurídica do município. No total, 222 alunos serão beneficiados com o transporte escolar.

Já a respeito das cadeiras, Cleonice diz que 100 conjuntos de cadeiras e carteiras foram emprestados pelo município até que o Estado receba os materiais novos que foram comprados. Conforme a gerente, a entrega já foi autorizada e só depende da empresa responsável carregar e entregar. “Tivemos turmas dispensadas pra que ninguém ficasse sem ter onde sentar, como aconteceu na Higino Pio”, finalizou.

 

 

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