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Bafão na travessia: carro fura fila e motorista impede saída do ferri-bote

Outros passageiros retiraram carro da mulher da rampa, mas ela acelerou pra cima deles

Um bafão rolou na travessia do ferry boat, na quinta-feira, às 18h, no embarque de carros no lado de Itajaí.
Uma moradora de Navegantes reclamou que outros carros furaram a fila do ferri-bote perto do Mercado Público de Itajaí e resolveu bloquear a saída da embarcação. A motorista relatou no Facebook que a ação foi um protesto contra os fura-filas e a omissão da NGI Sul.
Ela parou o carro em cima da rampa. Um bate-boca teve início e os funcionários do ferri-bote chamaram a polícia Militar, que, segundo eles, não apareceu.
Os outros usuários, indignados, tiraram o carro dela da rampa. “Ela entrou no carro e acelerou contra um usuário, quase atropelado ele”, conta Paulo Henrique, administrador da NGI Sul, empresa responsável pela travessia.
A mulher enfiou o carro na barcaça e a travessia foi feita. No lado de Navegantes, ela, novamente, trancou a saída da embarcação. Novamente, os usuários cabreiros a retiraram do barco. “A polícia foi chamada diversas vezes e não apareceu”, reforça Paulo Henrique.

Os fura-filas
Paulo Henrique explica que os funcionários do ferry não têm poder de polícia para multar o motorista que fura a fila. “Quando somos informados e identificamos, os funcionários retiram o carro que furou da embarcação. Nesse caso não tínhamos como identificar, pois aconteceu próximo ao Mercado Público”, explica.
A administração do ferry boat trabalha para chegar ao nome da motorista e entrar com uma ação judicial contra ela. O administrador conta que a moradora já se envolveu em situações parecidas outras vezes e por diversos motivos.

Protesto contra os fura-filas
May Mendes postou uma mensagem no Facebook do DIARINHO informando que foi ela que se envolveu na confusão do ferri-bote. Ela diz que não fez barraco, mas protestou com inteligência contra aqueles que furam a fila e que a NGI Sul nada faz para resolver o problema.
Ela ainda conta que os moradores e funcionários não estavam contra ela. “As pessoas que aparecem revoltadas ali, são justamente os turistas, grande maioria reclamando que estava sob risco de perder o voo. Eu ficaria ali, por horas se preciso fosse, mas mesmo diante da falta de empatia das pessoas que estava preocupadas com o próprio umbigo, eu acabei agindo com o mínimo de empatia, e acabei deixando o ferry seguir para que algumas pessoas não perdessem seus voos”, relatou.
May ainda diz que não chegou nem perto de tentar atropelar alguém e não faltou com respeito, não gritou. Ela confirma que também chamou a polícia. “Por fim, um funcionário da empresa invadiu o meu carro para tirar o mesmo do lugar, providências cabíveis já estão sendo tomadas. Aliás, apenas dois funcionários estavam revoltados com a minha atitude, todos os outros estavam apoiando”, contou.

Confira abaixo o relato completo da motorista
“Gente, Vamos la!! EU FUI A AUTORA DO ATO! Eu não fiz barraco e não tinha gente da região contra mim! Muitas pessoas, inclusive funcionários da empresa, parabenizaram minha atitude, as pessoas que aparecem revoltadas ali, são justamente os turistas, grande maioria reclamando que estava sob risco de perder o voo, eu ficaria ali, por horas se preciso fosse, mas mesmo diante da falta de empatia das pessoas que estava preocupadas com o próprio umbigo, eu acabei agindo com o mínimo de empatia, e acabei deixando o ferry seguir para que algumas pessoas não perdessem seus voos.
Protesto sim, porém de forma inteligente e que não prejudique quem não esta nos prejudicando. Teve gente dando com dedo na minha cara, me chamando de doida, de barraqueira… Mantive a linha e segui no que eu acredito. Eu sou usuária desta empresa, não peço favor e sempre faço vista grossa pra esse tipo de coisa, mas ontem eu cansei! E é isso!!! Se alguém não der o primeiro passo para o descaso acabar, isso vai continuar e a NGI vai continuar enchendo os cofres e mantendo o desrespeito.
Aqui em Navegantes, houveram mudanças no transito pra que não haja esse tipo de situação, mudaram ate mão de rua e, quando o fluxo esta muito grande, existe policiamento para colocar ordem e tbm orientar! Em Itajaí acontece o que?! Nada!!!! Furam fila e fazem como querem e todo mundo aceita pra evitar uma encrenca. Eu não estava ali pra arrumar encrenca com ninguém, mas estava no meu direito de protestar, e assim o fiz!
Repito: Poderia ter ficado horas ali, porem me compadeci aos que tinham voos e deixei o barco seguir. Poucas, pouquíssimas pessoas da região, se revoltaram comigo.. Essas certamente pouco utilizam aquela “maquina do tempo” (e de fazer dinheiro) que é o Ferry Boat.
Agradeço imensamente a essa página por noticiar a verdade, pois esse vídeo estava circulando em WhatsApp como se a furona de fila, fosse eu!!!! A quem desagradei, sinto muito, mas não sou o tipo de pessoa que se cala a uma injustiça e a quem me apoiou e esta apoiando, fico muito grata!!!! O povo precisa entender a força que tem, se eu sozinha fiz isso, imagina todos juntos!!!!!!
Não quase atropelei ninguém, nao faltei com respeito, nao gritei, quem acionou a policia fui eu mesma e por fim, um funcionário da empresa invadiu o meu carro para tirar o mesmo do lugar, providencias cabíveis ja estão sendo tomadas! Alias, apenas 2 funcionários estavam revoltados com a minha atitude, todos os outros estavam apoiando!!!!

Fran Marcon
Formada em Jornalismo pela Univali, com MBA em Gestão Editorial. fran@diarinho.com.br
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