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Alunos têm que assistir aulas sentados no chão

Pais denunciam falta de carteiras e prometem uma manifestação amanhã

Para sentar, tem que ser no chão…

Os alunos da escola estadual Higino João Pio, no bairro das Nações, em Balneário Camboriú, estão sendo obrigados a assistir as aulas sentados no chão. O pai de uma aluna do segundo ano contou que, devido à falta de cadeiras e carteiras, a direção da escola sugeriu que os estudantes sentassem no chão. Indignados com a situação, os pais marcaram uma manifestação, que vai rolar na quinta-feira, a partir das 9h30, em frente ao colégio.
O empreiteiro Carlos Alberto Goulart, 43 anos, pai de uma aluna de 16 anos, está indignado. Desde que a escola iniciou as atividades, no dia 26 de fevereiro, os alunos estão se virando nos 30.“Eu fui perguntar para a minha filha. Ela disse que eles estão estudando no chão, porque tá faltando carteira”, narrou.
Pra Carlos Alberto, além do descaso, trata-se de uma falta de respeito com os pais dos alunos. “Nós, que pagamos impostos, estamos sendo desrespeitados. Isso não existe. É reflexo da política do nosso país”, desabafou.
Sem condições
O pai da aluna lembra que a escola foi recém-inaugurada e deveria oferecer o mínimo de estrutura aos alunos. “Ar-condicionado não tem. Pediram até para que os alunos levassem ventiladores. Se é para inaugurar uma escola desse jeito, que nem inaugurassem”, concluiu.
Na semana passada, o DIARINHO já tinha sido procurado pelos pais de alunos que relataram a mesma situação. Os problemas são tantos que, quase que diariamente, a direção do colégio coloca um comunicado no Facebook transferindo ou suspendendo aulas.“Escola nova mas não tem aula, nem mesa, nem ventilador… Não tem nem cadeiras. Vergonha”, disse um pai, na semana passada. jp/fm n

“Rodízio de carteiras”

Ao DIARINHO, a gerente regional de Educação, Cleonice Berajuk, admitiu que faltam móveis. Ela diz que vai verificar a denúncia de que os alunos tão sentando no chão. “Isso não pode acontecer. Os alunos não podem estudar no chão, de maneira nenhuma. Estamos fazendo um rodízio de carteiras justamente pra que isso não aconteça. Vamos investigar”, concluiu.
A gerente também está sabendo da manifestação dos pais. Segundo ela, o Estado fez a compra de 150 jogos (carteiras e cadeiras) mas o fornecedor atrasou a entrega.
“A previsão era que o mobiliário chegasse na semana passada”, contou.
Ontem, Cleonice decidiu transferir parte da mobília do colégio João Goulart para o Higino João Pio. A medida é paliativa enquanto não chegam os novos jogos de carteiras e cadeira.

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