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Asfixia está sendo gravado em Balneário

Gravação começou na sexta-feira e será ambientada na Barra e no Estaleiro

Jackson Antunes se une a atores locais na gravação

As filmagens do curta-metragem “Asfixia” começaram na tarde de sexta-feira em Balneário Camboriú. Patrocinado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura, “Asfixia” tem no elenco o ator Jackson Antunes, que fará o protagonista, o pescador Gervásio. O filme mostra os conflitos internos do pescador na tentativa de se reaproximar da filha.
O ator, que atuou em várias novelas da Rede Globo, entre elas “Renascer”, “Rei do Gado”, “A Favorita” e “A Regra do Jogo”, está na cidade para as filmagens. “O que me atraiu foi o roteiro. Fiquei muito impressionado. Essa asfixia é a que todos nós vivemos, é muito séria, está nas relações, no mundo maluco, na falta de afeto e de paciência. O filme é extremamente atual. Antes que a gente entre numa asfixia, é preciso repensar a maneira de viver,” disse o ator.
“Asfixia” tem direção de Lay Venancio e roteiro de Rafael Sylos. Os dois, que já tinham trabalhado em um filme rodado na cidade em 2016, estão há dois meses vivenciando o universo dos pescadores de Balneário Camboriú. A história do curta se passa nos bairros da Barra e Estaleiro.
No elenco estão dois atores locais, Luciano Estevão e Luiza Santos Eduardo, de 10 anos, escolhida para a trama por meio do Projeto Oficinas, da prefeitura de Balneário. Esse é o quarto filme de Luciano. “Minha praia é o teatro, mas essas são oportunidades de experimentar o cinema”, explica Luciano.
Já Luiza está estreando na profissão. Ela impressionou os diretores com sua capacidade de imaginação, de improviso e com a expressividade do olhar. “Estou achando tudo muito legal. Minha maior dificuldade é na parte em que eu tenho que levar um susto. Sei que o susto não é de verdade, mas tem que tomar o susto”, brinca a menina.
A equipe conta com cerca de 30 profissionais. O curta terá imagens da cidade e da pesca da tainha. Cenários foram construídos nas locações pela cenógrafa Celi Pará. A fotografia é de Jaques Rangel. Na produção executiva está Dagma Castro. As filmagens terminam em 12 de junho.

A história do filme

Gervásio é um pescador humilde que passa a maior parte dos dias sozinho em sua cabana à beira-mar. Ele tem o hábito de conferir o celular compulsivamente, esperando uma ligação da filha Rebeca, com quem brigou. À medida que a conversa entre os dois não acontece, Gervásio desenvolve uma tosse crônica, que parece se agravar quando os dois têm uma rara e superficial conversa por telefone. Assim como os peixes, que se rendem à morte depois de serem retirados do oceano, o pescador se sufoca no vácuo das palavras não ditas.

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