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Aprendendo a viver com mais tecnologia [Parte V]

Definitivamente as novas tecnologias digitais mudaram por completo o mundo da literatura e dos leitores. O primeiro passo foi a viabilização da edição eletrônica de jornais que tradicionalmente comprávamos nas bancas. Não foi um processo rápido, muito menos fácil, mas o leitor de jornal acabou migrando do impresso para o digital com relativa candura, sem traumas maiores a relatar.
Depois – esse sim um processo litigioso – ocorre o processo de digitalização do livro. O Kindle começa a frequentar as mãos de nossos poucos leitores gradativamente, mas de forma conflituosa, sem glamour e sem unanimidade de opiniões. As editoras, obviamente estão tentando se adaptar a esse novo cenário, assim como os próprios autores.
Quando publiquei meu primeiro livro [1999] era normal a edição contar com a impressão de um a dois mil livros. Isso era feito não obstante o mercado comportar, em média, quinhentos livros. Salvos casos excepcionais, o restante da tiragem ficava atravancando, por anos, um cômodo da casa do autor. Milhares de livros ‘encalhados’ sem possibilidade de chegar às mãos dos leitores.
Por isso mesmo, assim que foi possível, comecei a publicar alguns livros apenas na plataforma digital. Em 2018 disponibilizei gratuitamente o livro ‘Itajaí – uma cidade em busca do seu fundador – textos compilados’ [www.magru.com.br] e, em 2019, acabo de publicar no mesmo endereço o livro ‘A fundação de Itajaí – historiografia anotada e comentada’.
Os poetas Nilson Weber e Hang Ferrero também estão partindo para caminhos alternativos para divulgação de suas obras. Não obstante manterem algumas edições impressas, começam a reforçar ações nos meios digitais. Nilson envia novos poemas aos amigos via Facebook, Instagram, WhatsApp. Hang Ferrero faz vídeos, clips, podcast e envia pela rede de amigos que mantém no mundo virtual.
Aqui e ali pipocam ‘lives’ – transmissões ao vivo pela internet – de autores locais. Fica evidente que a literatura também está migrando do papel para as plataformas digitais.
Por volta de 2003, quando presidente da Academia Itajaiense de Letras, criei a Livraria Virtual visando oferecer os livros publicados [no papel] ao restrito mercado local.
Já em 2018, o escritor Adilson Amaral, proprietário da Editora Alternativa, deu um passo adiante, lançando a página www.leiabrazil.com.br. Ali, oferece, a preços muito acessíveis, as edições digitalizadas de centenas de livros de autores da região da Grande Itajaí.
Em recente evento patrocinado pela Editora Ipê Amarelo na Casa da Cultura, a palestrante vinda de São Paulo – Vera Saad – garantiu aos presentes que o livro físico não está com seus dias contados e que o mercado do livro no Brasil e no mundo está sinalizando para a convivência pacífica entre livro físico e livro digital. Será? [continua]

Definitivamente as novas tecnologias digitais mudaram por completo o mundo da literatura e dos leitores. O primeiro passo foi a viabilização da edição eletrônica de jornais que tradicionalmente comprávamos nas bancas. Não foi um processo rápido, muito menos fácil, mas o leitor de jornal acabou migrando do impresso para o digital com relativa candura, sem traumas maiores a relatar. Depois [...]Assine o Diarinho
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