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Volnei lidera pesquisa em Itajaí com 44% das intenções de votos

Robison está em segundo com 26%. Os outros três candidatos não chegam a 5% dos votos

Pesquisa de intenção de votos para a prefeitura de Itajaí, feita pela Exitus Comunicação & Pesquisa, encomendada pelo DIARINHO, mostra os candidatos Volnei Morastoni (MDB) e Robison Coelho (PSDB) como os principais concorrentes na dispua. Na abordagem espontânea, quando o entrevistador pergunta sem mostrar nomes, Volnei aparece com 36,56% das intenções de votos, contra 21,02% de Robison. Na pesquisa estimulada, quando é mostrada a lista de candidatos, Volnei soma 44,42%, diante de 26,14% das intenções de votos de Robison.

A pesquisa foi feita na segunda-feira, com 547 pessoas entrevistadas em abordagem aleatória simples de moradores de 30 bairros de Itajaí, de diferentes gêneros, faixa de idade, renda familiar e nível de escolaridade. O percentual de confiança é de 95%, com margem de erro de 4,27 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número SC-05736/2020.

Na pesquisa espontânea, o candidato a prefeito Patrick Dauer (Avante) aparece em terceiro lugar nas intenções de votos, com 1,46%, seguido de Osvaldo Mafra (Solidariedade), com 0,73%, e João Vecchi (PT), com 0,18%. Outros citados somam 0,18%. O percentual de pessoas que responderam não votar em nenhum candidato foi de 11,88%. O índice de quem não sabe em quem votar ou que não respondeu ficou em 27,97%.

Na pesquisa estimulada, Osvaldo Mafra aparece percentualmente à frente de Patrick Dauer e João Vecchi, mas todos ainda em empate técnico, considerando a margem de erro. Os entrevistados que responderam não votar em nenhuma das opções somaram 11,15%, enquanto que 13,53% não sabem em quem votar ou não responderam.

De acordo com o professor de Sociologia e mestre em Sociologia Política, Sérgio Saturnino, diretor da área de sociologia política e pesquisa da Exitus, não há polarização entre Volnei e Robison, embora veja os demais candidatos como meros coadjuvantes na disputa, considerando os números do levantamento.

“O que há são dois concorrentes, com um deles em larga vantagem”, comenta.  Na pesquisa estimulada, a vantagem de Volnei chega a 18,28% sobre o Robison, sem considerar a margem de erro. Para o analista, o ambiente é favorável a Volnei, apesar da taxa de rejeição, observando que os grupos adversários se organizaram muito tardiamente.

“Os outros concorrentes vão depender mais de um fracasso de Volnei do que de seu próprio sucesso,” analisa. Para o professor, a disputa pelos votos vai se concentrar nos cerca de 30% de indecisos. Mas Sérgio considera que Volnei já chegou num teto e não deve avançar muito mais do que já chegou. “A questão é saber pra quem vão agora esses votos indecisos”, completa.

Volnei na frente na rejeição do eleitorado

Apesar de liderar nos dois cenários nas intenções de voto, o candidato Volnei Morastoni soma o maior índice de rejeição entre os concorrentes, de 25,05%, conforme a pesquisa. Em seguida aparecem Robison Coelho (8,78%), João Vecchi (7,68%), Osvaldo Mafra (4,94%) e Patrick Dauer (3,29%). Outros 14,44% dos entrevistados disseram que não votam em nenhum dos candidatos, enquanto que 35,83% não sabem ou não responderam.

O professor Sérgio Saturnino destaca que a maior parte dos entrevistados ficou indecisa quanto à rejeição, mas ressalta que os adversários do atual prefeito devem explorar o resultado, de que um ¼ da população estariam contra Volnei e não votariam no candidato de jeito nenhum. “Mas isso é a estripulia eleitoral de sempre”, comenta.  Ele observa que o cenário de indecisão favorece quem está na frente, porque quanto menos eleitores, mais vale cada voto.

Volnei e Robison comentam resultado

O prefeito Volnei Morastoni [MDB] comentou que a liderança nas pesquisas traduz o reconhecimento do trabalho nos últimos quatro anos. Ele citou a recuperação do porto, o combate ao coronavírus, investimentos em saúde, educação e segurança, além de obras de mobilidade urbana, entre as medidas pela melhoria da qualidade de vida da população.

“Ainda temos muito trabalho a fazer, alguns problemas para solucionar, mas percebemos que a comunidade deseja a continuidade deste ciclo de realizações e crescimento”, afirma.

Sobre a rejeição, Volnei observa que tanto ela quanto a aprovação fazem parte do processo democrático. “Estamos convictos que, com nossas ações e trabalho sérios, mais pessoas irão se unir ao nosso projeto de cidade moderna, sustentável e com justiça social”, acredita.

Ele ainda destacou que vai seguir fazendo uma campanha limpa e propositiva, mostrando o que já foi feito e intensificando o contato com a população nos bairros e no interior da cidade até as eleições.

O candidato Robison Coelho informou que as pesquisas internas do seu partido mostram uma diferença menor em relação ao seu principal concorrente, apontando um crescimento da aceitação. “Mas respeitamos a pesquisa do instituto”, frisa. Robison avalia que já era esperado que a disputa ficasse polarizada entre ele e Volnei, enquanto mantém a expectativa de conquistar ainda mais apoiadores, conforme o que tem percebido nas ruas.

Segundo Robison, há um sentimento da população pela necessidade de mudança, principalmente diante de problemas recentes na área do transporte público e no abastecimento de água, que seriam alvo das principais queixas. “Vemos um crescimento muito grande do nosso nome. Temos certeza que vamos virar na hora certa”, afirmou.

Nessas últimas semanas de campanha, o candidato disse que vai manter o tom propositivo nas divulgações pela TV, rádio, internet e nas ruas, com caminhadas e conversas, prevendo um contato mais intenso com os moradores na reta final da disputa.

Volnei Morastoni lidera a preferência e a rejeição entre os candidatos

Cordeiros e São Vicente concentram entrevistados

Foram entrevistadas pessoas que estavam em 30 bairros de Itajaí, incluindo da região rural, com abordagens nas ruas. A maior parte dos entrevistados é morador dos bairros Cordeiros (17,73%) e do São Vicente (16,45%), seguida do Espinheiros (8,41%), centro (7,5%), São João (7,13%) e Fazenda (6,95%). Quase 14% dos entrevistados foram abordados no centro, mas pouco mais da metade deles de fato moram nessa localidade.

Entre as 547 pessoas abordadas, 289 são mulheres e 258 homens. A faixa de idade foi a partir dos 16 anos, com concentração maior do público entre 25 e 59 anos. A parcela de maior representatividade foram pessoas com 45 a 59 anos, somando 27,42% do total.

Quanto à escolaridade da amostra, a maioria (51,01%) respondeu ter o ensino médio. Outros 28,88% disseram ter ensino fundamental e 18,10%, formação superior. Pessoas que sabem ler e escrever ou que se declararam analfabetas somaram 1,46%, enquanto que 0,55% não responderam.

Campanha deve seguir moderada

Além de mais curta, o novo modelo da propaganda eleitoral deixou a campanha morna, segundo analisa o professor Sérgio Saturnino. Ele considera que essa moderação deve persistir, levando em conta que a agressividade não vale mais como estratégia e pode acabar virando um problema pra quem resolver bater no adversário.

“Num momento de transição política eleitoral, isso não vale tanto a pena, porque você não está querendo assumir riscos de combate. Qualquer tipo de agressividade pode alinhar um tom de guerra, e um tom de guerra é ruim para um belicista, pra pessoa que gosta de dar tiro”, avalia.

O pesquisador também nota uma transição no comportamento do eleitor, vindo desde a campanha presidencial de 2018. “Nós sabemos o que não queremos – a corrupção, essas coisas – mas nós ainda não sabemos o que queremos, nós não sabemos onde vamos chegar”, analisa.

Essa incerteza, Sérgio lembra, ficou muito evidente quando se votou em Jair Bolsonaro, mas não exatamente a favor do Bolsonaro, mas contra o PT. “Esse fenômeno persiste. Nós estamos lutando contra coisas ruins, mas não lutando pra chegar nas coisas boas exatamente”, completa.

Indecisão na escolha pra vereador

A pesquisa da Exitus também mediu a intenção de votos para vereador em Itajaí. Os pesquisados citaram 151 nomes dos 370 candidatos que estão na disputa pelas 17 cadeiras da câmara municipal. Considerando a quantidade de concorrentes e a alta taxa de indecisos, o pesquisador Sérgio Saturnino destaca que os resultados são muito inseguros pra indicar quem vai ganhar ou vai perder.

Conforme o levantamento, 41,32% dos entrevistados não sabem ou não responderam em quem pretendem votar. Outros 9,69% do total responderam que não votam em nenhum dos candidatos a vereador. A pesquisa é espontânea e lista os candidatos conforme foram citados.

O concorrente mais bem colocado percentualmente é Rubens Angioletti (Podemos), vereador que concorre à reeleição, com 2,19% das intenções de votos. Em seguida aparece Anna Carolina (PSDB), com 1,83%, e Otto da Farmácia (Republicanos) e Osmar, com iguais 1,10%. Levando em conta a resposta espontânea, não é possível aferir na pesquisa se Osmar se trata de um dos candidatos do PL, PTB ou Solidariedade que têm o mesmo nome.

Os demais candidatos figuram abaixo de 1% das intenções de voto. São três nomes na faixa dos 0,91%, outros nove com 0,73% e 11 com 0,55%, em posições que seriam de “classificação” ao legislativo. A maior parte dos nomes figura com 0,18% das respostas dos entrevistados.

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