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Executiva nacional do PSL vai baixar em Santa Catarina

Alguns deputados dizem que houve “ensaio de ditadura” na escolha da nova executiva da sigla


Presidente de PSL no estado, Lucas Esmeraldino

Em meio a um grande racha interno, o PSL de Santa Catarina espera por uma reunião com membros do diretório nacional pra apagar o incêndio e fazer a composição da nova executiva estadual.
O vice-presidente nacional do PSL, Antônio de Rueda, será um dos mediadores do encontro, ainda sem data marcada.
O incêndio na sigla rolou após três deputados federais eleitos pelo partido – Caroline de Toni, Coronel Armando e Daniel Freitas – soltarem nota na semana passada criticando Lucas Esmeraldino, presidente estadual do PSL e secretário de Desenvolvimento Econômico, por escolher os membros da executiva sem ouvir as bases.
Até então, o partido tinha uma executiva e um diretório provisórios.

“Ensaio de ditadura”
No documento, os deputados acusam Lucas de não cumprir a promessa de debater na formação da nova executiva. “Em dezembro de 2018, quebrando a palavra de forma personalista e sigilosa, Lucas escolheu todos os membros da executiva estadual ligados de alguma forma a seus interesses particulares”, diz a nota, classificando o ato como “ensaio de ditadura”.
Segundo o trio, Lucas teria até enviado à Brasília a lista com os novos membros. “Visando um único interesse: ter o controle absoluto do partido em Santa Catarina”, frisam.
Os deputados federais eleitos também pediram a cabeça de Lucas porque ele, assumindo como secretário, não poderia seguir no comandando do partido no Estado.
Eles explicam que decidiram se manifestar após ouvirem as bases eleitorais, fazendo um pedido ao acional pra composição da executiva.
A presença de dirigentes nacionais no Estado foi decidida após conversas com o Antônio de Rueda e com o presidente do PSL, Luciano Bivar. A expectativa é que eles articulem a montagem no novo diretório com a participação das lideranças estaduais.

Ana Campagnolo e Mocelin ficam do lado de Lucas Esmeraldino
A manifestação dos deputados federais gerou uma divisão no partido. Eleitores e filiados de várias regiões do Estado reforçaram críticas e acusaram Lucas de autoritarismo. Por outro lado, houve uma reação de apoiadores do presidente estadual do partido, que saíram em defesa de Lucas.
Na semana passada, os deputados estaduais eleitos do PSL, entre eles Ana Caroline Campagnolo e Onir Mocelin, de Itajaí, assinaram uma nota de apoio a Lucas. Eles frisaram que a atuação do presidente foi fundamental pra vitória nas urnas, com a eleição de seis deputados estaduais, quatro federais e o novo governador.
Ao DIARINHO, o coronel Mocelin, reconheceu que faltou diálogo pra composição da executiva, mas acredita num acerto. “Acredito que haverá um entendimento entre o Lucas e os deputados federais, aquele ouvindo estes na indicação de nomes para a executiva e o bom senso prevalecerá”, avalia.
Pelas redes sociais, Ana Caroline pontuou que não pode tratar os colegas com ingratidão ou tentativa de golpe. “O PSL tem uma história linda no nosso estado e a confiança de mais de 70% do povo catarinense. Causar toda essa discórdia pública e sujar a reputação do partido jamais terá meu apoio”, escreveu.

Lucas lamentou que racha vazou para o público

Lucas Esmeraldino fez um vídeo domingo à noite, pregando união e lamentando a polêmica com a manifestação pública dos deputados federais.
“Lamento que essa questão partidária interna tenha sido exposta desta maneira e alcançado tamanha dimensão pública, colocando muitas vezes em cheque os princípios de pessoas e de um partido construído com tanto esforço”, alfinetou.
Ele justificou que a alteração na executiva estadual foi pra preservar os deputados eleitos, pra que eles pudessem exercer livremente os mandatos. “Entendo que esse é um momento de transição, de união, de aprendizado e jamais de divisão”, completou.

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