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Ex-sargento da PM é encontrado morto na Canhanduba

Flavio Henrique Rodrigues da Silva, sargento desertor da polícia Militar do Paraná, suspeito de comandar uma quadrilha de policiais que fazia execuções por encomenda, foi encontrado morto dentro do presídio da Canhanduba, na quinta-feira. Ele estava preso por conta de uma  investigação de três assassinatos.

Flavio foi encontrado enforcado na cela, com um lençol ao redor do pescoço. A polícia Civil trabalha com a hipótese de suicídio, mas outras situações estão sendo investigadas. Ele seria transferido para o Paraná na semana que vem e estaria descontente com a transferência.

Um ex-funcionário da Canhanduba diz que a morte ocorreu porque houve negligência do chefe da galeria. “Não foi feita a revista que deve ser procedimento padrão. O preso também pediu atendimento psicológico/saúde e não foi ajudado”, conta o homem, que não quis ser identificado.

O DEAP e a direção do presídio da Canhanduba ainda não se manifestaram sobre a morte do ex-sargento. Flavio é considerador desertor da PM desde abril do ano passado, quando foi expedido do mandado de prisão dele e ele ficou foragido da justiça. 

Foragido desde 2019

O sargento estava foragido da justiça desde março de 2019. Ele foi preso no dia 18 de dezembro em Camboriú, usando documentos falsos.  Flavio era suspeito de participação em três assassinatos.

Ele teria matado Reginaldo Bergamaschi, no mês de março do ano passado, no bairro Umbará, em Curitiba.  A vítima trabalhava com revenda de veículos e terrenos e foi executado com tiros de fuzil calibre 556. Reginaldo já tinha sido alvo de outro atentado há três anos. O carro usado no crime foi encontrado na casa de Flavio, dois dias após o assassinato da vítima.

Flavio prestou o depoimento e, sem mandado de prisão, saiu da delegacia, rompeu a tornozeleira e fugiu. Antes disso, em 2017, o sargento chegou a ser indiciado pelo assassinato de um casal numa churrascaria no bairro Rebouças, em Curitiba.

Ele permaneceu na PM respondendo a processo disciplinar e trabalhando com o uso de tornozeleira eletrônica. Quando ocorreu o crime do casal, Flavio era soldado e, mesmo respondendo a processo pelo duplo assassinato, foi promovido a sargento.

Além de Flávio, outros três soldados foram indiciados na “Operação Lei e Ordem”, deflagrada no dia 14 de maio do ano passado para apurar os três crimes. Os outros dois foram presos e Flavio ficou foragido até dezembro de 2019.

Flavio foi encontrado morto na cela

Fran Marcon
Formada em Jornalismo pela Univali, com MBA em Gestão Editorial. fran@diarinho.com.br
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