Home Notícias Polícia Proprietários de revendedora de carros luxuosos são condenados a 76 anos de prisão

Proprietários de revendedora de carros luxuosos são condenados a 76 anos de prisão

Loja funcionou até dezembro de 2016 na avenida do Estado Dalmo vieira e depois foi pro bairro Ariribá. (Foto: arquivo DIARINHO/Franciele Marcon)

Marco Antônio Zinsly, de 51 anos, o Toni, e a esposa Emanuela Fontana Porton, de 32, foram condenados, juntos, a 76 anos de prisão por 23 casos de estelionatos. Toni foi condenado a 41 anos e três meses de prisão e Emanuela a 35 anos e seis meses de prisão, ambos cumprindo em regime fechado.

Da decisão ainda cabe recurso, mas o direito de recorrer em liberdade lhes foi negado. Quando foram presos em janeiro de 2017,  lhes foi concedida liberdade provisória em abril, mas eles fugiram na mesma época pros Estados Unidos. Em maio do mesmo ano a justiça pediu a prisão preventiva dos acusados, mas eles só foram presos em janeiro de 2018.

O casal era dono da loja de veículos importados Ultra Import, que ficava na avenida do avenida do Estado Dalmo Vieira.

Em janeiro de 2017 eles foram presos numa casa avaliada, na época, em quase um milhão de reais, em Jaguaruna, no sul do estado.

Segundo os autos do processo, os acusados fraudaram negociações entre 2014 e 2016. Eles recebiam carros luxuosos em consignação, revendiam, embolsavam a grana e não pagavam os verdadeiros donos.

Em alguns casos, Toni e Emanuela pesquisavam anúncios de veículos na internet, sempre escolhendo os de alto padrão. Eles entravam em contato com as vítimas e as convenciam a deixar o carro na loja, alegando que já havia um comprador muito interessado.

Segundo o Tribunal de justiça, a dupla também era procurada por prestar assessoria em importação de veículos de luxo. As vítimas pagavam pelos automóveis, mas nunca os recebiam.

Em setembro de 2016, o DIARINHO denunciou o golpe e, na época, 11 vítimas já tinham registrado queixa na polícia. Em janeiro de 2017, quando a dupla foi presa, 15 já haviam procurado a polícia. No processo da condenação, 23 vítimas foram identificadas.

A decisão da condenação foi do juiz Gilmar Antonio Conte, titular da 2ª Vara Criminal de Balneário Camboriú. Ele diz ser notável que as práticas dos acusados prejudicaram gravemente os consumidores e que a dupla aplicou um verdadeiro golpe na região, se aproveitando da boa-fé das vítimas.

Além dos anos de prisão, a dupla vai ter que pagar 345 dias-multa e terão de reparar o montante de mais de R$ 1,2 milhão em favor das vítimas.

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