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das tesouradas

Polícia tem dois suspeitos pro crime 
das tesouradas

Catarina morava sozinha em Itajuba

A polícia Civil já ouviu dois suspeitos na investigação do assassinato da aposentada Catarina Wackerhage, 67 anos, morta a golpes de tesoura e de ferro de passar roupa no domingo retrasado, no bairro Itajuba, em Barra Velha. Por enquanto, ninguém foi preso. As investigações continuam.
De acordo com o delegado Eduardo Ferraz, a investigação segue duas linhas. A primeira de que teria ocorrido um feminicídio, com a morte ligada a um relacionamento afetivo. A segunda linha trabalha com a possibilidade de latrocínio, ou seja, alguém teria matado a aposentada para roubar.“Alguns bens sumiram, então não se descarta o latrocínio”, informa o delegado.
O cunhado da vítima, Volnei dos Passos, 41, encontrou Catarina morta na casa da rua 1005. “Eu não acredito que tenha sido isso [latrocínio]. 
Um ladrão não ia fazer o que o assassino fez com ela”, afirma, destacando a crueldade do crime.
Por outro lado, o cunhado relata que Catarina não tinha inimigos. Natural de Jaraguá do Sul, Catarina era viúva e deixou sete filhos. Ela teve um namorado, mas Volnei diz que só viu o cara uma vez. A mulher morava sozinha na casa no bairro Itajuba.
Catarina foi sepultada na quarta-feira passada, no cemitério central de Barra Velha. O cunhado conta que o rosto de Catarina ficou desfigurado com os golpes que sofreu, sendo necessário que a funerária fizesse uma máscara de modelagem pra ser possível o velório com o caixão aberto. “Foi a coisa mais bárbara que já vi”, lamenta.
Ainda inconformado com o crime, Volnei espera pelas investigações pra que o assassino seja punido.

Morta em casa

O corpo de Catarina foi encontrado pelo cunhado no quarto da casa da vítima, na rua 1005. O crime foi descoberto na segunda-feira, dia 8 de abril. Catarina sofreu diversos ferimentos na cabeça. Ela levou golpes no rosto e foi atingida por tesouradas na parte de trás da cabeça. O quarto estava bagunçado porque a aposentada teria lutado com o assassino pra se defender.
O cunhado foi até o local, após Catarina faltar o almoço de domingo na casa da irmã. No fim de semana, ela falou pela última vez com a família, por telefone, e combinou o almoço.
O portão foi encontrado trancado por dentro, mas a porta da casa estava arrombada. Segundo a polícia Civil, uma chave de fenda teria sido usada no arrombamento.
Uma faca limpa e uma tesoura suja de sangue foram largadas perto da porta. Havia marcas de sangue na pia do banheiro, onde o assassino teria lavado as mãos antes de ir embora.

franciele
Formada em Jornalismo pela Univali, com MBA em Gestão Editorial. fran@diarinho.com.br
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