Home Notícias Polícia PM de Itajaí atendeu 700 casos de violência contra mulher este ano

PM de Itajaí atendeu 700 casos de violência contra mulher este ano

Na semana que vem, o projeto Rede Catarina será iniciado na cidade

Em SC são mais de sete mil casos registrados só em 2017

O Rede Catarina de Proteção à Mulher deve ser iniciado na semana que vem em Itajaí. Com a implantação pela polícia Militar, a cidade se junta a Balneário Camboriú e Camboriú, que foram os primeiros municípios da região a adotar a iniciativa para combater a violência contra mulheres.
Através do programa, as vítimas de violência passarão a ser atendidas por policiais femininas e treinadas para oferecer medidas protetivas e de prevenção a novos abusos. Em Itajaí, a PM atende quase 90 casos de violência contra a mulher todos os meses.
O programa começou em Chapecó, Santo Amaro da Imperatriz e Lages e está se estendendo para outras cidades de Santa Catarina. A prioridade é para cidades com mais de 100 mil habitantes.
Em Itajaí, foram atendidas 699 ocorrências de violência contra a mulher, entre janeiro e o final de agosto só pela polícia Militar. Em todo o Estado, os casos passam de sete mil atendimentos só em 2017.
O número de policiais e de viaturas destinados para o programa ainda não foi definido. A patrulha Maria da Penha, que é um dos serviços prestados, prevê guarnições com, no mínimo, dois policiais, sendo que um deve ser obrigatoriamente mulher.

Como funciona
O programa foi elaborado em três etapas. A primeira observa ações de proteção e prevenção aos crimes. A proposta é que a PM seja informada das ocorrências de ameaça e quando a vítima tem uma medida protetiva concedida pela justiça. A partir daí, a mulher recebe a visita de uma patrulha Maria da Penha, quando as policiais conversam com a vítima e explicam sobre o programa.
A pessoa, se quiser, pode se cadastrar na rede de proteção por meio de um aplicativo de celular, criado justamente para facilitar o atendimento em novos chamados.
Outra parte do projeto visa o policiamento direcionado, com base no cadastro das pessoas que participam da rede de proteção. As interessadas também podem participar de um grupo de WhatsApp administrado pela PM para troca de informações.
O uso da tecnologia é a terceira base do programa. Com o aplicativo PMSC Mobile, os policiais, equipados com tablets ou smarthphones nas viaturas, poderão ser mais ágeis nos atendimentos, economizando tempo no registro de informações, consultas de pessoas e histórico das ocorrências.

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