Home Notícias Polícia Midia Coelho diz que é “perseguida pela justiça”

Midia Coelho diz que é “perseguida pela justiça”

Ela afirma que vai processar o judiciário; juíza fez queixa à polícia por ameaça

Midia procurou o DIARINHO e deu sua versão dos fatos

A empresária e estudante de Direito Midia Coelho da Silva Gracher, de Balneário Camboriú, esteve ontem no DIARINHO para dar sua versão sobre a prisão por calúnia qualificada, ocorrida no dia 2 de setembro, dentro do fórum da cidade.
Liberada no dia seguinte após a audiência de custódia, Midia diz que não xingou a juíza Bertha Steckert Rezende e garante que não estava distribuindo jornais caluniosos no fórum. Alega, por outro lado, que vem sendo “perseguida pela justiça” por causa de um processo que tem na Vara da Família.
Midia informou que está entrando com uma ação contra o Estado por abuso de poder em virtude da prisão em flagrante que sofreu.
Os advogados dela estudam uma possível ação específica contra a Vara da Família. “É fora do padrão o que o poder judiciário está fazendo em Balneário Camboriú na Vara da Família”, alega sobre decisões que diz serem favoráveis ao ex-marido.
Mídia afirmou que nunca xingou a juíza da Vara da Família. Ela ainda diz desconhecer os xingamentos de 2018 narrados na matéria publicada pelo DIARIa segunda-feira.

Decisões equivocadas
Em dois artigos publicados em um jornal local, Midia desabafa sobre as decisões da Vara da Família. Midia narra que no dia 30 de agosto, uma sexta-feira antes do episódio da prisão, deixou na entrada do fórum os jornais com os artigos questionando a justiça.
No dia 2 de setembro, ela diz que voltou ao fórum pra buscar a senha que havia expirado do processo de divórcio contra o ex-marido. Na porta do fórum, relata que foi barrada por um policial, que disse que tinha ordens pra não deixá-la entrar.
Sem subir ao gabinete da juíza, ela conta que ficou na entrada e teve os pertences apreendidos, incluindo uma bolsa onde tinha dois exemplares do jornal. “Mas não era pra distribuir”, frisa.
Segundo Midia, a juíza saiu do gabinete e lhe deu voz de prisão. “Ela alegou que eu estava distribuindo jornal, mas eu não estava”, conta. A empresária passou a noite presa, mas foi liberada no início da tarde do dia 3, durante a audiência de custódia.
“No momento da sua prisão ela não se encontrava na prática de nenhum dos delitos que lhe foram imputados, seja porque não proferiu nenhuma calúnia aos ditos servidores, seja porque não estava realizando nenhuma ameaça ou usando de violência contra as autoridades ou pessoas que funcionam em seu processo”, escreveu o juiz Roque Cerutti no termo de audiência que autorizou a soltura de Midia.

Juíza fez queixa à polícia
Em seu depoimento na delegacia, a juíza relatou que quando Midia foi barrada na entrada do fórum, disse: “a juíza e o promotor fizeram cagada, querem me calar, não vão me calar”. A juíza ainda relatou que vinha sendo ameaçada pela empresária há cerca de um mês e no dia 30 de agosto solicitou escolta preventiva ao núcleo de segurança do judiciário após Midia chegar alterada ao fórum.
Registrou, ainda na polícia, que no dia 2 Midia voltou ao fórum e “passou a intimidar os serventuários e policiais com o intuito de denegrir a honra das partes envolvidas” no processo em que perdeu a guarda do filho.
Em nota da assessoria, a justiça informou que Midia foi presa em flagrante por calúnia qualificada contra funcionários do judiciário e o ministério público. “Naquela data, tal como fez em duas outras oportunidades, compareceu ao fórum para distribuir jornal que continha nota caluniando os servidores, bem como magistrados e membro do Ministério Público”, diz o comunicado.

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