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Justiça paraguaia autoriza extradição do traficante Pavão

A partir de 28 de dezembro, ele deve ser mandado pra casa

A justiça do Paraguai autorizou a extradição de Jarvis Chimenes Pavão, 49 anos, um dos maiores traficantes de cocaína do Brasil. Ele é acusado de comandar o tráfico de drogas em Balneário Camboriú e Itajaí entre 1994 e 2000. Conhecido como “Barão do Pó”, Pavão foi preso em 2009 numa fazenda na cidade paraguaia de Ybi-Yaú, na fronteira com Paranhos, no Mato Grosso do Sul, depois de três anos sendo procurado pela polícia paraguaia por lavagem de dinheiro.
Desde então, ele tá trancafiado na sede da Agrupación Especializada de Assunção, sob forte vigilância da polícia Nacional. O cumprimento da sentença de oito anos no país vizinho termina no dia 27 de dezembro, podendo ser extraditado para o Brasil a partir do dia 28. A justiça paraguaia enviou ofício à Interpol informando que não há impedimento legal para que Pavão seja entregue à justiça brasileira que, em maio deste ano, já tinha solicitado a extradição do criminoso.
No Brasil, ele é acusado de tráfico de drogas e associação criminosa, em pena que tá estimada em 17 anos. O ofício encaminhado na segunda-feira é assinado pela juíza criminal María Gricelda Caballero.
A defesa do narcotraficante tentou recorrer para impedir a extradição, alegando que não teve acesso aos documentos enviados pela justiça do Brasil. Entre os materiais tão conversas telefônicas grampeadas pela polícia brasileira que compravariam que Pavão continuava comandando o tráfico mesmo preso.

Reforço na segurança
A autorização de extradição deixa a polícia em alerta. As autoridades temem uma tentativa de resgate do criminoso. A segurança foi reforçada no entorno do presídio, com pelo menos cem policiais das forças de elite, além de barricadas nas ruas de acesso.
Pavão tem apoio de facções criminosas que atuam na fronteira com Mato Grosso do Sul. Na prisão, ele chegou a transformar a cela num quarto luxuoso, com diversas mordomias. No quartel estão presos ainda membros de facções, policiais acusados de corrupção e soldados do grupo terrorista Exército do Povo Paraguaio (EPP).

Começou no mundo do crime por aqui
Natural de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, Pavão é considerado um dos maiores traficantes de cocaína da América do Sul, aliado do Primeiro Comando da Capital (PCC). Quando foi preso, em 2009, ele tava na fazenda de Carlos Antônio Caballero, o Capilo, um dos líderes do PCC e parceiro de Fernandinho Beira-Mar.
Pavão enriqueceu com o tráfico em Itajaí e Balneário Camboriú, onde passou a morar no início dos anos 1990. Na região, montou um megaquadrilha que comandava o tráfico até os morros de Floripa. Ele mantinha uma empresa de revenda de veículos, mas logo a polícia passou a desconfiar que tava metido com tráfico e com o crime do Paraguai. Em 1994, ele chegou a ser preso em Balneário com 25 quilos de cocaína, sendo liberado depois.
Após ser condenado por 17 anos e oito meses por lavagem de dinheiro e ocultação e bens pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, Pavão fugiu para um sítio em Pedro Juan Caballero, cidade do Paraguai na fronteira com Ponta Porã. Subornando a polícia local, o traficante montou um grande esquema de tráfico. Em operação conjunta entre as polícias federais do Paraguai, Brasil e Estados Unidos, o esconderijo de Pavão e Capilo foi descoberto, terminando com a prisão em 2009, além de apreensões de armas, drogas e dinheiro.
Sefor extraditado para o Brasil, o traficante deve ser levado para um presídio federal no Rio Grande do Sul.

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