Home Notícias Polícia Justiça nega habeas corpus a adolescente suspeito de planejar ataque a escola

Justiça nega habeas corpus a adolescente suspeito de planejar ataque a escola

Em abril, PM apreendeu munições na casa de um dos suspeitos.

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) negou pedido de habeas corpus ao adolescente suspeito de planejar um suposto atentado terrorista a uma escola de Balneário Camboriú. Além disso, o TJSC manteve a internação provisória do rapaz.

Ele e outro adolescente, ambos de 17 anos, que também está apreendido, são suspeitos de planejarem atacar a escola estadual Ruizélio Cabral, onde estudavam, no bairro Nova Esperança. O caso aconteceu em abril.

Eles foram suspensos do colégio depois que a polícia Militar apreendeu na casa de um deles 12 munições de calibre 22 deflagradas e quatro intactas, além de um celular com fotos de armas. Na casa do segundo suspeito, foram encontrados dois livros relacionados ao estado Islâmico, três chaveiros, um em formato de fuzil e dois em formato de munição, bilhetes com descrições de armas e dos possíveis alvos. Além disso, foram encontrados um pé-de-cabra tático, um artefato explosivo de fumaça, um alvo de papel e desenhos com símbolos militares e de alusão ao nazismo.

As testemunhas contaram à polícia que a dupla sempre demonstrou interesse por armas e falava em um possível atentado desde o primeiro dia de aula. Os policiais militares disseram nos autos que os adolescentes demonstraram frieza e determinação sobre o planejamento.

A denúncia do Ministério público apontou que um dos suspeitos vinha “estudando o modus operandi de terroristas, pesquisando acerca da confecção de bombas caseiras, mantendo sob guarda artefatos explosivos, armas e munições, bem como acessando a ‘deep web’ com o objetivo de obtenção de instruções para a realização de atos terroristas”.

O desembargador Luiz Neri Oliveira de Souza é o relator da matéria e destacou que é necessário esse afastamento por conta do fácil acesso às informações pra colocar em prática o plano terrorista. O magistrado reforçou que a sociedade precisa de uma resposta do estado pra que os outros alunos e integrantes do colégio possam frequentá-los com tranquilidade.

Os dois respondem por supostos crimes de ameaça, posse irregular de arma de fogo de uso permitido e atos preparatórios de terrorismo. Se o pedido de habeas corpus fosse aceito, ambos seriam soltos. O caso corre em segredo de Justiça.

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com