Home Notícias Polícia Indígena Xokleng é assassinado em Armação

Indígena Xokleng é assassinado em Armação

Testemunhas contaram que a vítima foi atingida por uma paulada na cabeça

Marcondes chegou a ser levado pro hospital, mas não resistiu

O indígena Marcondes Namblá, 38 anos, foi encontrado morto na avenida Eugênio Krause, em Penha, na madrugada de 1º de janeiro. A polícia suspeita que ele tenha sido espancado até a morte. A vítima chegou a ser levada ao hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, mas não resistiu aos ferimentos. Ninguém foi preso.
Namblá foi atendido por paramédicos do Corpo de Bombeiros Militares de Penha. Segundo um dos socorristas que prestaram os primeiros socorros, ele tava desacordado e tinha ferimentos graves na cabeça, além de muito sangramento.
“Verificamos muita hemorragia e sinais de traumatismo craniano”, contou o bombeiro militar ao DIARINHO. A vítima foi levada ao hospital Marieta Konder Bornhausen, onde teria passado por três cirurgias. Namblá não resistiu e faleceu na tarde de terça-feira.
Ainda segundo o paramédico, testemunhas contaram aos bombeiros que o indígena teria sido atacado. “Alguns populares nos contaram que passou um cara e deu uma paulada na cabeça dele”, narrou.
Policiais militares estiveram no local e ouviram o mesmo relato de testemunhas. Pra PM, Namblá teria sido covardemente espancado.
O caso tá sendo investigado pela polícia Civil de Balneário Piçarras. Segundo o delegado Douglas Teixeira Barroco, as circunstâncias apontam mesmo pra um homicídio.
“Testemunhas já foram ouvidas e, em breve, o caso deve ser elucidado”, informou o delegado.

Funai tá sabendo
Natural de Rio do Sul, Marcondes Namblá era indígena da comunidade Xokleng, um dos povos que já ocupavam o Vale do Itajaí durante a colonização do sul do Brasil. Ele morava em José Boiteux, no Alto Vale do Itajaí, mas segundo testemunhas estaria trampando em Penha.
A Coordenação Regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) foi informada do crime. Ontem à tarde, por telefone, um funcionário que preferiu não ter o nome divulgado na matéria, garantiu ao DIARINHO que a entidade tá prestando assistência à família de Namblá. Ele não soube informar se a Funai tomará outras providências.

Comentários no Face
A morte do indígena repercutiu nas redes sociais, ontem. Em seu perfil, o usuário do Facebook, Nuno Nunes, fez a seguinte postagem:
“Marcondes Nambla foi assassinado. Indígena La Klano/Xokleng, professor, membro de uma das famílias tradicionais de seu povo, foi espancado enquanto fazia trabalho temporário na praia da #Penha em #SantaCatarina. Não foi acidente! Não foi afogamento! Ele foi espancado e foi a óbito por fratura no crânio. Foi encontrado na areia da praia frequentada por brancos, nazis, da região ocupada e renominada como Vale Europeu.” #QuemMatouNambla?”.
Até o final da tarde de ontem, a manifestação teve 3300 curtidas, 3327 compartilhamentos e 609 comentários.

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