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Vereadores querem diminuir salários da Jari

Jari julga recursos de multas e tem membro recebendo até R$ 80 mil por ano pra fazer duas reuniões por semana

Sete vereadores de Itajaí protocolaram esta semana um anteprojeto de lei para alterar a formatação das juntas Administrativas de Recurso de Infração (JARI), que são órgãos que julgam recursos de multas. As mudanças propostas têm como alvo as verbas de representação (salários) pagas aos 12 integrantes das juntas, que só no ano passado custaram R$ 1,2 milhão aos cofres da prefeitura.
Entre as propostas está a diminuição, pela metade, dos pagamentos aos membros da Jari. No ano passado, incluindo sessões extraordinárias, teve membro que recebeu cerca de R$ 80 mil.
Pela lei atual, as reuniões ordinárias são duas por semana, podendo ocorrer três extraordinárias por mês. Os vereadores também querem brecar essas reuniões extraordinárias.
Outra proposta é impedir que servidores comissionados sejam indicados para as Jaris e l limitar a permanência do membro a até no máximo dois anos.
Os autores do anteprojeto são os vereadores Robison Coelho e Beto Cunha (PSDB), Fernando Pegorini (PP), Edson Lapa (PR), Nikolas Reis e Rubens Angioletti (PSB) e Otto Luiz Quintino Junior (PRB).

Prefeitura desconhece proposta
Celso Goulart, coordenador das Jaris da prefeitura de Itajaí, disse que a prefeitura ainda não tem conhecimento oficial da proposta dos vereadores, por isso não pode comentar sobre o conteúdo do projeto.
Ele informou que há mais de dois mil recursos de multa aguardando avaliação das duas juntas da cidade.
Segundo ainda Celso, os membros das Jaris são indicados pelo prefeito com base em critérios como: membro da procuradoria do município, indicação de entidades ligadas ao trânsito, pessoa com notório saber no assunto, um indicado pelo gabinete do prefeito e também indicado pela Codetran.

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