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Univali maltrata ratos de laboratório

Cerca de 30 animais já teriam morrido. Falta de climatização, ração mofada e com bicho fazem parte da judiaria

Denúncia feita ao DIARINHO e também levada à fundação do Meio Ambiente de Itajaí (Famai) aponta irregularidades e condições de maus tratos aos animais de laboratório (biotério) da Univali, em Itajaí. No local, é feita a criação de animais, principalmente ratos, usados como cobaias da instituição. A Univali admite alguns problemas, mas garante que o laboratório funciona dentro das normas.
Conforme o denunciante, que pediu para não ter a identidade divulgada, no último verão cerca de 30 camundongos morreram sufocados de calor. Tudo porque ficaram trancafiados sem ar condicionado. O exaustor, que faz a troca e a purificação do ar nas salas de criação, também estava quebrado. Só num dia, devido ao calor e ao ar viciado, 15 ratinhos morreram.
O aparelho de ar condicionado, que estaria estragado desde o fim de 2015, só foi arrumado depois da mortandade dos bichos.

Ração estragada
Outro problema denunciado envolve a ração usada na alimentação dos ratinhos. Neste ano, há cerca de três meses, os bichos estariam comendo ração mofada e vencida, o que compromete a saúde dos animais.
De acordo com o denunciante, a universidade fez a compra errada da ração. Era para ser 20 sacos, mas acabaram vindo 200 sacos.
Para completar, a denúncia relata que os funcionários do setor não estariam recebendo os equipamentos de Proteção Individual (EPI) e as vestimentas adequadas para trabalhar para entrar em contato com os animais. “A chefia sabe de tudo isso e não fez nada para mudar”, afirma o denunciante.
A Famai confirmou o recebimento da denúncia e informou que o processo está em andamento. Mas não revelou detalhes da investigação. A Univali informou que até agora não recebeu nenhuma fiscalização do órgão a respeito da denúncia.

O que diz a universidade
A Univali, por meio da assessoria de imprensa, rebateu as denúncias, destacando que o local funciona dentro das normas. De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, o sistema de ventilação sofreu um colapso durante o verão e precisou ser trocado. A manutenção, no entanto, durou só cinco dias, período em que alguns animais morreram, mas não na quantidade relatada na denúncia.
A troca no sistema envolveu o ar condicionado e os exaustores. Durante o período, o laboratório parou a reprodução de camundongos, enquanto os animais que tavam em estoque foram encaminhados para uso. Animais fora dos padrões para pesquisas ou já usados nos estudos foram sacrificados.
Neste ano, até que todas as salas tenham o problema de ventilação resolvido, o espaço do biotério foi reduzido.
Sobre a ração, a Univali informou que o produto mofou dentro do prazo de validade e que será trocado pelo fornecedor. A universidade destaca que a ração estragada não foi dada aos animais, até porque isso impediria que os bichos fossem usados nas pesquisas.
A queixa dos EPIs também não procede, segundo a instituição.

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