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Três robôs vão ajudar criançada a aprender

Tecnologia, feita em madeira, foi criada por pesquisadores da Univali

Três robôs vão ajudar criançada a aprender

A criançada da educação infantil de Balneário Camboriú ganha um reforço para o aprendizado. Ontem, a prefeitura divulgou a chegada de três unidades do robozinho Rope, um brinquedo que junta tecnologia e inovação para que as crianças aprendam de um jeito divertido, fácil e interativo, sem a necessidade de ficar em frente das telas de computadores.
O aparelho, de madeira, foi desenvolvido pelo laboratório de Inovação Tecnológica na Educação (Lite) da Univali, em parceria com o Ministério Público. Ele pode ser programado pelas próprias crianças, que escolhem jogos, desafios e tarefas a serem desempenhadas pelo robozinho.
O Núcleo de Educação Infantil (NEI) Carrosel, no bairro das Nações, é o primeiro a ser beneficiado com a iniciativa. Os robôs foram entregues ontem, em cerimônia que rolou no Centro Educacional Municipal Vereador Santa, com a presença de alunos, professores, gestores e desenvolvedores do projeto. Com a entrega dos robozinhos, Balneário se destaca nacionalmente como a primeira cidade do país a usar em sala de aula um brinquedo de programar.

Vai se espalhar
Até o fim do ano, 21 NEIs do município vão contar com o brinquedo. Serão entregues três robozinhos para cada unidade. O NEI Pão de Mel, na Vila Real, é o próximo a ser beneficiado.
O Rope possui quatro botões de direção e um botão para a execução dos comandos. Com os comandos, as crianças aprendem a cumprir tarefas, solucionar problemas e fazer cálculos. “Com o brinquedo, diversos conceitos matemáticos vão ser trabalhados agora”, destaca a diretora da Educação Infantil, Marilene Cardoso.
Os núcleos também vão ganhar tapetes pedagógicos, com cores, letras, números e formas geométricas.
O brinquedo foi desenvolvido ao longo de três anos e meio. Na equipe de 20 pessoas tavam mecânicos, desenhistas, engenheiros, pesquisadores e professores. “A nossa ideia foi levar tecnologia inovadora para a educação infantil, sem levar as crianças para um laboratório de informática”, observa o coordenador do projeto, André Raabe.“Adequamos o conceito à realidade brasileira e o resultado foi muito bom”, completa.
Os alunos Gabriel Moura Bittencout, Antony Bernardo Vieira e Maria Isabelly Barros, de cinco anos, fizeram as demonstrações de uso do brinquedo ontem. Eles já tiveram o primeiro contato com o robozinho na semana passada.
O pai de Gabriel, Ederson Bittencourt, 45, contou que o filho chegou em casa todo empolgado com a novidade. “É uma excelente iniciativa, muito interessante e que vai fazer a diferença na educação dele”, disse o pai, que é técnico de informática.

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