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Todos os casos de contaminação de dengue no estado são da região

As 33 contaminações, chamadas de autóctones, são de Balneário Camboriú, Camboriú e Itapema

Os 33 casos autóctones de dengue em Santa Catarina, ou seja, aqueles transmitidos dentro do próprio estado, estão em cidades da região da Amfri, conforme o último boletim da divisão estadual de Vigilância Epidemiológica. Do total, são 26 casos de moradores de Itapema, seis casos em Balneário Camboriú e um contágio em Camboriú.

Os números levam em conta as notificações de 1412 casos de dengue entre 31 de dezembro de 2017 e 13 de outubro de 2018, dos quais 53 foram confirmados. São 11 casos importados, quer dizer, de fora de Santa Catarina, e outros nove de origem indeterminada. O restante, 33 casos, foram contaminações ocorridas por aqui mesmo.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando 2154 casos foram notificados no estado, houve uma redução de 34% nas notificações. Mesmo assim, a situação ainda é de preocupação, sendo que 64 cidades são consideradas como infestadas pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre de chikungunya e zika vírus.

Balneário Camboriú e Itajaí estão entre 17 municípios com alto risco de transmissão das doenças. Camboriú e Porto Belo aparecem com médio risco e Itapema e Navegantes com baixo risco.

O coordenador do programa de Combate à dengue em Balneário Camboriú, Rafael Neis da Silva, destaca que os focos do mosquito na cidade caíram de 1530, em 2017 pra 1004 este ano até a sexta-feira passada. O município deve terminar o ano perto dos 1300 focos. Apesar da queda, no ano passado, a cidade não havia registrado nenhum caso autóctone.

Os seis casos confirmados de dengue em 2018 são de moradores dos bairros das Nações, Municípios e centro, sendo que o último registro foi de quatro meses atrás.

“Mesmo assim a situação é bem preocupante porque nós estamos numa cidade infestada pelo mosquito e entrando num período de temperaturas altas e chuvas frequentes. A tendência é aumentar o número de focos”, avalia.

Rafael comenta que a redução dos focos até o momento tem a ver com o trabalho de prevenção, as condições climáticas dos últimos meses e uma maior conscientização das pessoas. “Mas não dá pra baixar a guarda”, frisa.

Centro, Nações e Municípios infestados

A preocupação com os casos autóctones é pela a possibilidade de começar um novo ciclo de transmissão dentro da cidade, favorecido pela mudança do tempo que contribui pra proliferação do mosquito. Nos endereços dos moradores infectados em Balneário, foi feita a aplicação do fumacê, o inseticida contra o mosquito.

Os bairros com mais concentração de focos são o centro (306), seguidos do Nações (100) e Municípios (68).

O município programa pro do Dia de Finados uma campanha pela limpeza no cemitério da Barra. Entre os dias 26 e 30 de novembro também vai rolar a semana de combate à dengue, com diversas atividades preventivas.

Enquanto isso, o programa segue com o trabalho de campo. São 120 armadilhas espalhadas pela cidade e 64 locais monitorados, entre depósitos, oficinas e borracharias, pra eliminar focos e materiais que sirvam de criadouros pro Aedes.

“A população também precisa fazer a sua parte”, observa Rafael, destacando que atitudes simples, como dar sempre uma olhada em calhas, baldes e vasos que possam acumular, contribui pra acabar com os criadouros. JB n

 

Itapema tem a maioria dos casos

A coordenadora do programa de Combate à Dengue de Itapema, Joane Rodrigues Paz, informa que os 26 casos autóctones foram registrados nos períodos entre abril e maio, a maior parte no bairro Morretes. A transmissão teria a ver com uma marmoraria do bairro, que trazia os produtos do Espírito Santo, de onde o vírus teria vindo. A região do entorno recebeu o fumacê pra eliminar os focos.

A partir do caso, a prefeitura iniciou uma força-tarefa com vários órgãos e secretarias, envolvendo mutirões, visitas, palestras e entrega de panfletos. Uma das ações é o projeto 10 Minutos Contra a Dengue, que incentiva a população a adotar pequenas ações no dia a dia pra combater o mosquito.

Após o surto com o contágio dentro da cidade, a preocupação de Joane é eliminar os focos do Aedes, que já chegam a 616 em Itapema. A quantidade tá acima do registrado em 2017, quando o total ficou abaixo dos 500 casos. Morretes e Meia Praia, os bairros mais populosos, também são os bairros mais infestados.

Outro alerta é com relação a próxima temporada. “Temos feito um trabalho bem reforçado, mas o verão é preocupante. Nós somos a cidade mais visitada na região depois de Balneário. As pessoas podem vir doentes de outros locais pra cá”, avalia.

 

Registro inédito em Camboriú

O caso autóctone em Camboriú representou um registro inédito na cidade, que antes só havia contabilizado a contaminação importada de outros locais. O registro foi no primeiro semestre, envolvendo uma adolescente de 16 anos, moradora do bairro Santa Regina, e mobilizou a prefeitura a reforçar ações preventivas e a conscientização dos moradores.

Os bairros Monte Alegre, Tabuleiro e centro estão entre os mais infestados. O programa de combate à dengue atua com a distribuição de repelentes contra o mosquito, cartilhas de orientação, visitas de agentes nas casas e controle dos focos a partir das armadilhas colocadas em locais estratégicos.

 

 

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