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TCE questiona a compra de ivermectina pela prefeitura de Itajaí

O tribunal de Contas do Estado (TCE) deu cinco dias para que a prefeitura de Itajaí esclareça a compra de três milhões de doses de ivermectina para distribuição para os moradores da cidade, em uma tentativa, ainda sem comprovação científica, de prevenção ao novo coronavírus.
O Sidney Antonio Tavares Junior, diretor de contas do TCE, quer checar o processo completo de compra do medicamento, como ordem de compra, decreto de situação de emergência, que ampara a dispensa de licitação, pareceres técnicos e jurídicos, pesquisas de preços.
O órgão também quer ter acesso aos protocolos de autoridades médicas, sanitárias e farmacêuticas que foram levados em consideração para a decisão de comprar a ivermectna como medicamento profilático ou preventivo à covid e sua distribuição para a população.
O TCE ainda quer conhecer os critérios usados para distribuição do medicamento, além de documentos relacionados à execução da despesa, como nota de empenho, certificado de liquidação, comprovantes de pagamento, entre outros.
O município de Itajaí informou que recebeu nesta quinta-feira o pedido de informações do Tribunal de Contas do Estado e tem o prazo de cinco dias para se manifestar ao órgão, quando prestará todos os esclarecimentos solicitados. “O município ainda reforça que está à completa disposição das autoridades para elucidar quaisquer questionamentos, bem como garantir a total transparência de suas ações”, disse à nota da prefeitura.

Distribuição no centreventos
Desde terça-feira a prefeitura distribui à população doses gratuitas do vermicida no centreventos. Milhares de pessoas já passaram pelo local e garantiram as primeiras doses do remédio que é ficou famoso no tratamento contra piolho, sarna, vermes e pulgas.
Cerca de três milhões de comprimidos foram comprados pelo município ao custo de R$ 4,4 milhões. A primeira carga, com um milhão de comprimidos, foi recebida domingo. A entrega é feita após triagem e avaliação do paciente. Além do remédio, os moradores recebem um pacote com máscaras descartáveis.
De acordo com o secretário de Saúde, Emerson Duarte, a ivermectina é um medicamento preventivo. O tratamento foi adotado pela prefeitura com base em resultados da aplicação em outras instituições e no centro de Triagem do município, onde foi observada melhora nos pacientes sintomáticos tratados com o remédio. Também foram levados em conta estudos que mostram a capacidade antiviral do medicamento. A ivermectina, no entanto, ainda não tem eficácia comprovada contra a covid-19.
Segundo a sociedade Brasileira de Infectologia, o uso do remédio ainda não tem eficácia comprovada no combate à covid-19. Os testes foram feitos em laboratório, apontando capacidade antiviral contra o coronavírus, mas mais estudos seriam necessários para uma conclusão sobre o tratamento em humanos.

Fran Marcon
Formada em Jornalismo pela Univali, com MBA em Gestão Editorial. fran@diarinho.com.br
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