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TCE mexe no vespeiro da Parada Obrigatória 2

Até o ex-vereador e ex-presidiário Zé da Codetran vai ter que se explicar

A operação Parada Obrigatória 2, que há dois anos levou para a cadeia vereadores, secretários municipais e empresários, em Itajaí, ainda rende. Esta semana, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou que o atual prefeito, Volnei Morastoni (PMDB), informe se a prefeitura já cobrou o dinheiro que o empresário Júlio Fernandes, dono do pátio de recolhimento de automóveis contratado pela prefeitura, ficou devendo. Seriam R$ 2,7 milhões que ele deixou de repassar aos cofres públicos.
Pelo canetaço dos conselheiros do TCE, Volnei Morastoni tem cinco dias pra dar a resposta. Volnei ainda terá que dizer que tipo de penalidade foi aplicada para a empresa de Júlio César Fernandes.
O ex-vereador e ex-chefão da Codetran José Alvercino Ferreira (PP), que foi preso na operação, também não escapou. Zé Alvercino tem um mês para explicar ao Tribunal de Contas por que rolou “ausência, insuficiência, negligência e falha” na fiscalização do contrato com a empresa de Júlio César. Willian Gervasi, ex-chefe da Codetran, também terá que se explicar. O policial federal e ex-vereador Carlos Ely, já falecido, que foi outro chefe da coordenadoria de trânsito, também foi lembrado na decisão.
Os R$ 2,7 milhões eram as taxas de recolhimento que a empresa de Júlio deveria ter feito à prefeitura, na época administrada pelo prefeito Jandir Bellini (PP). Júlio nã pagou o que devia e ninguém cobrou.
Até ontem, a prefeitura não tinha sido notificada pelo TCE e, por isso, segundo a assessoria de imprensa do município, não se manifestará sobre o assunto.

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