Home Notícias Geral Sindicato investiga denúncia de que escola particular está mandando professores trabalharem nas casas das famílias

Sindicato investiga denúncia de que escola particular está mandando professores trabalharem nas casas das famílias

O centro de Educação Infantil Zig Zag, que fica no bairro Fazenda, de Itajaí, convocou os professores pra fazer atividades na casa dos alunos do espaço baby, ou seja, as crianças da pré-escola. A escola já foi notificada pelo sindicato dos Professores (Sinpro), de Itajaí e Região.
A denúncia foi feita por pais de alunos, que estão preocupados com a saúde dos filhos e dos profissionais de educação.
A escola convocou professoras para “passarem algumas horas nas casas das famílias”. O objetivo seria oferecer brincadeiras e fazer atividades com as crianças que são alunas da instituição, durante o período de isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus.
O comunicado enviado aos pais informava que “as professoras do Espaço Baby irão passar algumas horas por semana na casa das famílias que desejarem. Iremos realizar algumas brincadeiras e atividades com as nossas crianças. Iniciaremos com o grupo 1 esta semana a partir de amanhã, na próxima semana faremos de segunda a sexta-feira. Eu ficarei das 14h às 17h em cada casa. Nesta semana, solicito que entre os pais, conversem e organizem duas duplas de crianças em uma casa para realizar as atividades”. Cada pai deveria responder o questionário e agendar os horários de atendimentos.
O Sinpro já notificou o Zig Zag para que suspenda a atividade e responda ao sindicato. O Sinpro reforçou que a escola é responsável pela saúde física e mental dos professores e funcionários ao convocá-los pra fazer atividades nas casas dos alunos em meio ao pico da pandemia do coronavírus.
“O estabelecimento de ensino quebrou todas as regras de biossegurança, expedidas pelas autoridades governamentais e de saúde, que têm o isolamento social como pedra de toque, visando à efetiva prevenção de disseminação do coronavírus; além da permanente obrigação de assegurar-lhes ambiente de trabalho compatível com as normas de saúde, higiene e segurança”, disse Adércia Hostin, presidente do Sinpro.
A denúncia também será encaminhada ao ministério Público, que pode entrar com ação contra a escola Zig Zag, se insistir com a prática. “Até agora não houve resposta, mas vamos encaminhar outro ofício dando prazo de 24 horas para nos responderem até segunda-feira. A escola tem renome na cidade. As mensalidades são altíssimas. Precisam levar em consideração e não colocar em risco os trabalhadores e a comunidade escolar. Está na hora de barrar as incoerências em nome do lucro”, critica Adércia.
Até à tarde desta quinta-feira, a Zig Zag não respondeu ao Sinpro. O DIARINHO não conseguiu contato com a escola na tarde de hoje.

Fran Marcon
Formada em Jornalismo pela Univali, com MBA em Gestão Editorial. fran@diarinho.com.br
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