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SC tem quase 1500 animais silvestres resgatados de traficantes

Itapema e BC estão entre as cidades do estado com maior índice de apreensões; aves que cantam são as prediletas

Tucano foi reabilitado depois de apreendido em cativeiro

Foram resgatados em  Santa Catarina, só nos últimos 12 meses, 1417 animais silvestres que estavam nas mãos de traficantes de pássaros. Destes, 1008 animais foram recolhidos ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas),  que tem a meta de preparar a bicharada a voltar à mata.

O número é menor em relação a outros lugares do país, mas o Instituto do Meio Ambiente catarinense trabalha para reduzir o índice.

As regiões catarinenses onde há maior número de apreensões são Caçador, Itapema, Balneário Camboriú, Lages, Canoinhas, Tubarão, Joinville, Grande Florianópolis e Criciúma.

Tucanos salvos

Dois tucanos chamados de João e Maria, por exemplo, chegaram a Floripa em outubro e dezembro de 2019. A situação mais delicada era a de João, que ganhou o nome popular  da equipe do Instituto Espaço Silvestre. Ele teve a asa cortada pelo traficante e estava bastante debilitado.

Os animais receberam tratamento até retornarem juntos ao habitat natural, em 22 de março de 2020. Mesmo soltos, eles continuam monitorados pra avaliar a adaptação à natureza e aos grupos de vida livre.

As espécies mais comuns vítimas do tráfico são as que têm o canto mais bonito e, assim, são vendidas por mais grana no mercado ilegal. Em Santa Catarina são mais visadas aves como trinca-ferro, canário, coleirinho, papagaio-verdadeiro e o papagaio-de-peito-roxo. Este último faz parte da lista de espécies ameaçadas de extinção.

Além de retirados do habitat, muitas vezes, os animais são transportados e mantidos em situações de maus tratos pra serem comercializados. Para facilitar o tráfico e o cativeiro, são dopados para parecerem mansos, ou mutilados para não fugirem.

Todos os animais apreendidos são avaliados pelos técnicos do Cetas e só voltam a ser soltos se estiverem prontos. Os que não têm mais condições de sobreviverem livremente são encaminhados às instituições parceiras.

Instituto Espaço Silvestre

Desde 1º de junho de 2019, quando assumiu a cogestão do Cetas, a equipe do Instituto Espaço Silvestre recebeu e atendeu 3239 animais. O saldo foram 658 animais soltos. No entanto, mesmo com todo o tratamento, muitos animais não têm condições de retornar à natureza devido a debilidade física, pelo comportamento dócil, que não reverteu após treinamento, ou por ser espécie exótica invasora.

Há, atualmente,  393 animais em reabilitação no Cetas. 

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