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Vigilância Epidemiológica descarta coronavírus em casal de São José

Um professor de 28 anos de um colégio particular de Florianópolis deu entrada na terça-feira na UPA do bairro Estreito com aparente resfriado e mais de 40 graus de febre. A esposa dele de 29 anos também teve os mesmos sintomas. Com os sintomas e a passagem do casal pela China, surgiu a suspeita que eles estivessem com o coronavirus.
O casal viajou no dia 26 de dezembro de 2019 e retornou pro Brasil no dia 12 de janeiro. Eles passaram 12 horas em escala no aeroporto de Pequim, na China.
A mulher começou a apresentar sintomas no dia 25 de janeiro e o professor no dia 28 de janeiro. Eles procuraram atendimento médico na terça, com falta de ar, dores musculares, febre, tosse e coriza.
Após o atendimento, os pacientes tiveram alta e receberam instruções pra permanecerem em isolamento em casa, sem receber visitas ou ir a locais públicos.
A diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) fez os testes e descartou o coronavírus no caso do casal. Os resultados do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/SC) deram positivo para Influenza B, ou seja, gripe comum.
O coronavírus ataca o sistema respiratório e se espalhou pro mundo a partir da região de Wuhan, na China. Ele provoca sintomas de resfriado até outros com manifestações mais graves, como os causadores da síndrome Respiratória Aguda Grave e da síndrome Respiratória do Oriente Médio.
Casos suspeitos no Brasil
O Ministério da Saúde confirmou na terça que o Brasil tem três casos suspeitos de coronavírus. Além de uma estudante de 22 anos, que está internada em Belo Horizonte, mais duas pessoas têm suspeitas de portar o vírus, em Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR).

1 | O que é o coronavírus?
Conhecido desde meados da década de 60, o coronavírus é apenas uma cepa de uma grande família de vírus. Ele tem esse nome por causa de pequenos espinhos que possui na superfície, que lembram uma coroa. Ele ainda não possui um nome científico, mas foi apelidade pelos cientistas de 2019-nCoV.
2 | Qual a origem desse vírus?
Ainda não se sabe exatamente a origem do vírus. Ele foi identificado pela primeira vez durante uma investigação laboratorial de casos de pneumonia em dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, na China. Desde então, milhares de casos foram confirmados.
3 | O vírus pode ser transmitido para humanos?
Outras cepas da mesma família do coronavírus possuem a capacidade de contaminar tanto animais quanto humanos. A transmissão entre humanos se dá através do contato físico, pelo ar ou por secreções. Ainda não se sabe exatamente como acontece o contágio, mas sabe-se que o vírus é transmitido com facilidade.
4 | Quais os sintomas?
Há registros de casos assintomáticos. Mas a maior parte dos casos apresenta infecções das vias aéreas superiores (semelhante ao resfriado). Em casos mais graves, pneumonia e insuficiência respiratória aguda. Crianças, idosos e pacientes com baixa imunidade podem apresentar manifestações mais graves.
5 | Há tratamento para o coronavírus?
Não há um medicamento específico. Indica-se repouso e ingestão de líquidos, além de medidas para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos. Nos casos de maior gravidade com pneumonia e insuficiência respiratória, suplemento de oxigênio e mesmo ventilação mecânica podem ser necessários.
6 | Como posso reduzir a chance de infecção?
Evite contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas. Lave frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar. Use lenço descartável para higiene nasal. Cubra nariz e boca ao espirrar ou tossir. Evite tocar nas mucosas dos olhos. Higienize as mãos após tossir ou espirrar. Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas. Mantenha os ambientes bem ventilados. Evite contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.
7 | Existe vacina para o coronavírus?
Como a doença é nova, não há vacina até o momento. Cientistas, universidades e centros de controle de doenças de vários países estão em busca de formas de neutralizar o vírus.

Fran Marcon
Formada em Jornalismo pela Univali, com MBA em Gestão Editorial. fran@diarinho.com.br
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