Home Notícias Geral Processo de beatificação de padre Léo começa em março; entenda

Processo de beatificação de padre Léo começa em março; entenda

Padre atuou em São Francisco do Sul e Brusque

No último domingo, o fundador da comunidade Canção Nova, Monsenhor Jonas Abib, anunciou, durante a missa de encerramento do Hosana Brasil 2019, que o processo de beatificação do padre Léo foi autorizado e começa em 7 de março de 2020.

Um dos destaques do padre Léo Tarcísio Gonçalves Pereira foi o do trabalho de acolhimento a dependentes químicos na comunidade Bethânia, fundada em São João Batista, na Grande Florianópolis, aqui em Santa Catarina. Ele também atuou como sacerdote em Brusque e ajudou a levar a Comunidade Bethânia para mais sete cidades do Brasil.

O processo de beatificação do padre começou com o pedido feito pela comunidade Bethânia em 2017 e autorizado pela diocese de Florianópolis. A segunda etapa foi a autorização do Vaticano para abrir o processo em si, que aconteceu neste domingo.

Entenda

O processo começa em 7 de março de 2020 e a partir dessa data um tribunal é formado por membros da diocese de Florianópolis. Eles vão ouvir testemunhas, pessoas que conviveram com o padre, reunir artigos escritos por ele, diários espirituais e livros. Essa etapa, chamada de Fase Diocesana, pode durar mais de três anos.

Depois, vem a fase Romana, em que os documentos são enviados para o Vaticano que vai analisar o material de novo. A Congregação da Causa dos Santos, departamento responsável por analisar os pedidos de beatificação, precisa constatar atitudes consideradas virtudes heroicas na trajetória do padre Léo para ele ganhar o título de venerável.

Se passar dessa fase, o processo entra na etapa de Comprovação do Milagre. É preciso de um fato extraordinário, como uma cura, por exemplo, que tenha sido feita pelo padre. Esses relatos aparecem lá na fase diocesana, quando são recebidos depoimentos de testemunhas. Ao que tudo indica, há supostos milagres do padre Léo que serão avaliados nessa etapa. E se o milagre for comprovado, padre Léo se torna beato.

Mesmo com a beatificação, há depois o processo de Canonização. Se um segundo milagre for comprovado, padre Léo é canonizado e ganha o título de santo – assim como irmã Dulce, que foi canonizada em outubro deste ano e passou a ser a Santa Dulce dos Pobres.

Léo Tarcísio Gonçalves Pereira

Padre Léo nasceu em 9 de outubro de 1961, em uma família humilde de Delfim Moreira (MG), no vilarejo de Biguá. Era o nono filho de Joaquim Mendes Pereira e Maria Nazaré Guimarães. Antes de ingressar no seminário, trabalhou como torneiro mecânico e também em uma fábrica de armas.

Em 1982, ingressou no seminário da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, em Lavras (MG). Fez seu noviciado em Jaraguá do Sul (SC), cursou Filosofia em Brusque (SC) e concluiu Teologia em Taubaté (SP).

Foi ordenado sacerdote em 1990 e, em 1995, fundou a Comunidade Bethânia, acolhe de pessoas marginalizadas, dependentes químicos e vítimas da prostituição.

O sacerdote também teve ampla atuação na Renovação Carismática Católica (RCC), onde participou de vários eventos que atraiam multidões para ouvir suas pregações.

Pe. Léo também atuou nos meios de comunicação: publicou 27 livros e conduziu programas de televisão na Associação do Senhor Jesus e na Comunidade Canção Nova.

Faleceu em 4 de janeiro de 2007, aos 45 anos, vítima de infecção generalizada por causa de um câncer no sistema linfático.

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