Home Notícias Geral Prefeitura vai notificar Expressul para retomada de ônibus; empresa pediu R$ 400 mil por mês de subsídio

Prefeitura vai notificar Expressul para retomada de ônibus; empresa pediu R$ 400 mil por mês de subsídio

O impasse entre a prefeitura de Balneário Camboriú e a empresa de transporte coletivo Expressul ganhou um novo capítulo hoje, quando o município comunicou que irá notificar a empresa para retomar o serviço a partir de segunda-feira, dia 8 de junho. Segundo a prefeitura, caso a Expressul se negue a voltar a operar o transporte público da cidade, o contrato pode ser rompido e uma nova empresa será contratada de forma emergencial.

“Caso a empresa insista descumprindo o contrato e isso culmine na consequente rescisão unilateral, deverá ocorrer a realização da contratação emergencial até a realização de nova licitação para a concessão do serviço público”, afirma o procurador Diego Montibeller.

Por outro lado, a Expressul informou que ainda não recebeu a notificação, mas que sem uma contrapartida mensal de R$ 400 mil por parte da prefeitura, não irá retomar o serviço, já que alega ter prejuízo há anos com o serviço prestado no município.

“Nós temos um custo fixo durante a pandemia que foi apresentado ao município, que vai dar entre R$ 800 mil e R$1 milhão até a data de retorno. Além disso, nós temos um pedido de apoio mensal que gira em torno de R$ 400 mil por mês. Se nós voltarmos a operar, nós temos esse prejuízo de R$ 400 mil por mês e os proprietários da empresa já cansaram de colocar dinheiro em um serviço que é deficitário”, afirma o advogado Juliano Mandelli, que representa a Expressul.

Além disso, caso a prefeitura decida por romper o contrato com a empresa, a Expressul entrará com uma ação pedindo indenização do município.

“Nós temos um contrato até 2027, prorrogável por mais 20 anos. Se a prefeitura tiver a intenção de romper o contrato, vamos pedir todas as indenizações possíveis, vai ser uma ação de grande valor, que vai prejudicar e muito o município. Nós temos uma ação em tramitação judicial do período pré-pandemia que já gira em torno de R$ 30 milhões. Uma quebra de contrato por culpa da prefeitura, e o montante irá se multiplicar. A sociedade vai pagar a conta no final”, opina o advogado.

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com