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Prefeitura renova, mais uma vez, o contrato com a Transpiedade

Contrato emergencial é válido por mais seis meses; edital que vai contratar a empresa definitiva ainda não está pronto

Transpiedade assumiu o serviço de transporte em 2017 mesmo sem licitação

A prefeitura de Itajaí aguarda pra esta semana o retorno do Tribunal de Contas do Estado sobre a análise o projeto de mobilidade que vai embasar a nova licitação para o transporte coletivo da cidade. O documento foi entregue dia 8 de janeiro, com expectativa de resposta em 15 dias. A previsão é que os estudos sejam aprovados até o final de fevereiro, pra que o edital de licitação seja lançado.
Enquanto isso, o contrato emergencial com a Transpiedade, que venceu no último domingo, foi renovado mais uma vez, válido por mais seis meses.
Segundo o diretor de Mobilidade da secretaria de Urbanismo, Benício Silvio da Silva, o TCE pode ter dúvidas sobre o novo modelo de transporte e fazer questionamentos, pedir alterações ou solicitar reuniões com os técnicos da secretaria. A discussão pode se estender por meses, dependendo do volume de trabalho, até o parecer definitivo do tribunal. Só depois disso, o município poderá seguir com a licitação. “Acreditamos que, em 15 dias, tenhamos alguma resposta sobre o estudo e, principalmente, que o processo não dure mais do que três meses”, comenta Benício.
Ele destaca que a análise é necessária, considerando todas as mudanças propostas para o transporte público de Itajaí, e defende que o estudo tem um embasamento técnico para se sustentar. Os documentos em análise envolvem os estudos de mobilidade do laboratório de Transportes e Logística (Labtrans), da UFSC, incluindo planilhas e outros levantamentos técnicos.

Modelo inovador
A nova licitação do transporte público prevê um modelo que promete ser inovador. A proposta cria tarifas diárias, semanais e mensais, por meio da qual o passageiro poderá viajar à vontade dentro do período contratado. Também não haverá mais necessidade de entrar nos terminais pra fazer a baldeação, com a troca podendo ser feita em qualquer ponto de parada. O pagamento e o acompanhamento da viagem poderá ser por aplicativo, e linhas circulares com micro-ônibus vão alimentar as linhas principais.
O projeto prevê um sistema parecido com o usado nos metrôs, com linhas azul, amarela e verde identificando cada rota. As linhas foram elaboradas levando em conta áreas perto de colégios, postos de saúde, hospital e fórum, entre outros órgãos públicos.
A licitação vai exigir uma frota com 40 ônibus, incluindo 13 micro-ônibus, cinco articulados e um ônibus turístico. Nas linhas alimentadoras e troncais, que ligam os bairros e os terminais, os ônibus estarão rodando direto, com pouco tempo de espera nos pontos.
A concessão é de 20 anos, prevendo investimentos de R$ 50 milhões no serviço. Entre as melhorias está a implantação, até 2021, de oito quilômetros de faixas exclusivas para ônibus na região central. Os corredores devem ser criados nas avenidas Marcos Konder e Sete de Setembro, que formarão um binário, e na avenida Irineu Bornhausen.

Contrato emergencial
Desde a saída da Coletivo Itajaí, em agosto de 2017, a Transpiedade vem tocando emergencialmente o serviço de transporte com 27 linhas e 35 ônibus. O último contrato venceu dia 19 de janeiro, sendo renovado por mais seis meses. As repetidas renovações são alvo de questionamentos que deram origem na câmara de vereadores à CPI do Transporte Público.
Benício diz que a renocação garante a continuidade de um serviço essencial à população até que haja a licitação definitiva. Ele defende que mudar de empresa a cada período prejudicaria o transporte, em razão de toda mobilização de frota, funcionários e equipamentos que precisaria fazer, entre outras alterações.

Motorista é demitido por deixar cadeirante no ponto

Cadeirante desabafou nas redes sociais

Um motorista da Transpiedade foi demitido por justa causa após se recusar a transportar uma cadeirante naúltima quinta-feira. A cena foi gravada por uma pessoa que estava próxima. O trabalhador alegou que o elevador do ônibus não estava funcionando.
José Marcos Paulo trabalhava há dois anos na empresa. A Transpiedade disse que o motorista teria prejudicado a imagem da empresa. “Achei muito injusto o que fizeram comigo, sabendo que o ônibus estava com problemas”, disse.
No vídeo, a cadeirante conta que sempre passa por situações assim. Pra conseguir chegar ao destino, ela sempre tem que sair de casa muito antes porque não consegue ônibus na primeira tentativa. Ela precisa esperar pelo segundo ou terceiro carro. “Quando estou sozinha no ponto não param. E quando param, sempre tem algum problema no elevador”, desabafa.
O Procon de Itajaí informou ao DIARINHO que a Transpiedade seria notificada e fiscalizada nesta segunda-feira para apurar possíveis irregularidades. O órgão também ressalta que os prejudicados precisam procurar o Procon pra formalizar a reclamação.
Já a Transpiedade informou que 100% da frota de ônibus tem elevador para cadeirantes, e que os veículos passam por manutenção. Os motoristas são orientados a operar e auxiliar todos os passageiros que precisam utilizar o equipamento.
No caso registrado na quinta-feira, o motorista disse pra empresa que o equipamento apresentou problema mecânico, e por isso, optou em não usar o elevador naquele momento. O veículo passou por testes e não foi constatado qualquer defeito no elevador.
Referente ao Procon, a Transpiedade Itajaí não recebeu nenhuma comunicação oficial até o momento em que conversou com a reportagem do DIARINHO.

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