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a usina de reciclagem

Prefeitura fecha 
a usina de reciclagem

Cooperativa que toca o local não tem licença ambiental; destino do lixo é incerto

Para Cléber Maciel, interdição foi represália por suas denúncias contra a Ambiental

Agentes da vigilância Sanitária da secretaria de Saúde da prefeitura de Balneário Camboriú determinaram o fechamento da usina de reciclagem de lixo da Várzea do Ranchinho, administrada pela cooperativa de Materiais Recicláveis (Coopermar). “O estabelecimento foi interditado como medida cautelar por colocar em risco a saúde de terceiros”, argumentaram os agentes.
Os fiscais da vigilância Sanitária apontaram oito problemas no local. Entre eles a forma indevida de armazenamento do lixo, a falta de alvará sanitário, a falta de um programa de prevenção de risco ambiental, a ausência de um controle médico ocupacional dos 18 recicladores que trabalham por lá.
O local também não teria licença ambiental. A cooperativa estaria irregular e sequer haveria um contrato entre a Coopermar e a empresa Ambiental, concessionária da coleta urbana em Balneário Camboriú, para o recebimento do lixo reciclável.
Em contato com o DIARINHO, Cléber Marques Maciel, presidente da Coopermar, disse acreditar que a medida foi uma represália por ter denunciado o envio de lixo hospitalar para a Usina pela Ambiental. O fechamento, argumentou, deixará 18 famílias sem sustento.
A usina foi construída há cerca de 30 anos. Por ser muito longe da região central, a ideia de agregar todos os catadores informais da cidade não vingou. Há oito anos, a Coopermar toca a usina. O próprio Cléber, em mais de uma ocasião, reclamou da total falta de apoio da prefeitura.
Balneário Camboriú recolhe em média 144 toneladas de lixo reciclável por mês.

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