Home Notícias Geral Prefeitos da região não se opuseram ao plano de retomada

Prefeitos da região não se opuseram ao plano de retomada

O caso de Milão, na Itália, que encabeçou o movimento “Milão Não Para” e agora contabiliza milhares de morte, assombra o mundo. Maioria dos municípios da região aposta no plano estadual de retomada da economia

Santa Catarina tem 163 casos confirmados e uma morte causada pelo coronavírus. (Foto: Marcos Porto)

A decisão do governo de Santa Catarina de relaxar as restrições da quarentena no Estado a partir da próxima semana, mesmo após o registro da primeira morte de pessoa contaminada, será seguida pela maioria dos prefeitos da região da Amfri. O estado tem registrados 163 casos confirmados. Não há mais informações sobre casos suspeitos, já que SC deixou de contabilizar esse número.
O recente exemplo de Milão, na Itália, onde a pandemia se alastrou após um movimento pra que as pessoas não parassem de trabalhar assusta, mas os municípios apostam no plano estadual de retomada. O entendimento é que é preciso conviver com o vírus e retomar gradualmente as atividades.
Em Milão, o prefeito Giuseppe Sala admitiu nesta quinta-feira que foi um erro estimular as pessoas a seguirem com sua rotina, mesmo com a pandemia fazendo as primeiras vítimas. No final de fevereiro, Giuseppe divulgou um vídeo engrossando a campanha “Milão não para”.
Na ocasião, a Itália contava 12 mortes. Ontem, cerca de um mês depois, mais de nove mil pessoas já morreram e mais de 80 mil estão infectadas na Itália. Milão é a província mais atingida, com cerca de metade das mortes do país e mais de 32 mil doentes.
O resultado do movimento anticonfinamento na Itália gerou ponderações com o afrouxamento da quarentena em Santa Catarina. Na internet, catarinenses reagiram com a campanha “SC Não Quer Morrer” pelas redes sociais, pedindo a manutenção das restrições. A retomada de serviços no Estado segue ideia defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), sob o argumento de que “o povo quer trabalhar”, na contramão do que preconiza a organização Mundial de Saúde. Quem apoia a volta à normalidade se manifestou nas redes com o movimento “Bolsonaro tem Razão, Sim”.

Moisés aposta no plano de convívio

Plano de convívio
Em entrevista coletiva na sexta-feira, o governador definiu o plano de retomada econômica como um “plano de convívio” com o coronavírus. Ele disse que será impossível não se contaminar, mesmo se as pessoas se isolarem, sem prazo definido, dentro de suas casas. “É impossível evitar que haja contágio. O convívio é necessário porque o vírus é invisível e está entre nós”, afirmou.
Moisés considerou que a quarentena ainda tá valendo no Estado e que a liberação gradual de atividades começa a partir de segunda-feira. Segundo ele, as restrições têm que ser proporcionais e, baseado nisso, que o plano de retomada foi discutido com os setores econômicos. “Não há afrouxamento. Há uma percepção do que é seguro”, afirma.
O governador admitiu que a situação na saúde deve se agravar, mas por conta do próprio avanço da doença. “É importante não relacionar a retomada [as atividades] com o agravamento da situação”, frisou.
O QUE VOLTA A FUNCIONAR?

SEGUNDA-FEIRA, DIA 30
Agências bancárias
Correspondentes bancários
Lotéricas
Cooperativas de crédito
 
**Exclusivamente para atendimento de pessoas que necessitem de serviços bancários presenciais

 

QUARTA-FEIRA, DIA 1º DE ABRIL
Atividades e serviços privados não essenciais, como academias, shoppings center, bares, 
restaurantes e comércios em geral. 
Atividades do setor hoteleiro
Atividades da construção civil
Escritórios de prestação de serviços em geral
Centros de distribuição e depósito
Serviços autônomos, domésticos e os prestados por profissionais liberais

O QUE FICA FECHADO?

ATÉ DIA 7 DE ABRIL
Veículos de transporte coletivo urbana municipal e intermunicipal de passageiros
Circulação e entrada no território catarinense de veículos de transporte interestadual e internacional
de passageiros, público ou privado, bem como fretamento para o transporte de pessoas

 

ATÉ DIA 17 DE ABRIL
Aulas das redes públicas e privadas
Qualquer tipo de evento que tenha aglomeração de pessoas, como cultos, missas, festas, cerimônias,
casamentos, shows, aniversários
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