Home Notícias Geral Prefeito de Navegantes descumpre acordo de greve

Prefeito de Navegantes descumpre acordo de greve

Servidores dizem que cumpriram com a parte deles, só prefeito que não. (Foto: Sandro Silva)

O prefeito Emílio Vieira, de Navegantes, se queimou com os servidores municipais. No início de abril, durante a greve dos servidores, Emílio e o sindicato dos Servidores Públicos Municipais da Região da Foz do Rio Itajaí (Sindifoz) entraram num acordo pra que a greve acabasse. Mas, o prefeito não cumpriu com o combinado.
A indignação dos servidores se dá porque eles cumpriram o combinado e repuseram os dias parados na grave. Já o prefeito não terminou o novo estatuto do servidor público, que deveria ser entregue em 13 de junho, conforme combinado.
Segundo o sindicato, há duas semanas o executivo se comprometeu a entregar o documento com urgência, mas o documento ainda não chegou.
O governo também não fez a revisão da tabela salarial dos servidores e manteve a proposta apresentada em 2018. O Sindifoz disse que apurou informações de que a folha salarial dos servidores está abaixo do limite prudencial e o governo não tomou nenhum iniciativa.
Entre outros itens do acordo estão: aumento no vale-alimentação, concessão da licença prêmio através de um cronograma e extinção do processo contra o movimento grevista. Segundo o sindicato, nada foi feito.
Os servidores se reuniram na noite de quinta-feira pra conversar sobre o “golpe”. Eles relembraram que, mesmo não escrito no documento, o prefeito se comprometeu a encaminhar uma reforma administrativa pra Câmara de Vereadores em que economizaria cerca de um milhão de reais. Com esse valor ele cumpriria o acordo da greve. Mas o projeto também não chegou ao casa legislativa.
O Sindifoz diz que é a segunda vez que o prefeito descumpre acordo de greve. A primeira foi em 2017 numa situação parecida.

O prefeito de Navegantes esclarece falas, que ele considera distorcidas, do Sindifoz, em nota oficial. Confira:

“O município de Navegantes gostaria de esclarecer alguns fatos, com relação a matéria divulgada na edição online do jornal, do último final de semana, uma vez que não foi procurado para dar a sua versão dos fatos.
O principal motivo do esclarecimento é enfatizar que a Administração Municipal não está contra o servidor e não existe qualquer embate entre ambos, mas apenas distorções nas informações prestadas pelo sindicato.
Entre as distorções que precisam ser corrigidas, está a afirmação de que o município teria preferido realizar novas contratações a revisar a tabela salarial. Entretanto, a verdade é que foram realizadas substituições de servidores exonerados e afastados, nos quais se incluem os, aproximadamente, 80 funcionários que foram beneficiados com a licença prêmio, o que também era solicitação do sindicato e foi devidamente cumprida pelo município.
Outra afirmação distorcida é a vinculação da reforma administrativa com o acordo de greve, já que a reforma não fez parte do acordo porque não trata diretamente de servidores efetivos e tão somente a estrutura político-administrativa do Município, envolvendo apenas funções gratificadas e cargos em comissão.
Outra situação distorcida na afirmação do Sindicato seria o descumprimento do vale alimentação. É importante esclarecer que o aumento do vale alimentação foi concedido aos servidores, conforme se confirma pelas Leis n. 3.394, de 21 de maio de 2019 e n. 3.395, de 21 de maio de 2019, as quais comprovam o cumprimento exato do acordo, o que reajustou o benefício já na folha relativa ao mês de maio do corrente ano, não tendo cabimento tal afirmação.
Destacamos ainda que o atraso de quatro dias na entrega da minuta preliminar do estatuto do servidor, se deu por conta de melhoramentos relevantes no seu teor, dos quais se pode destacar a criação de variadas gratificações, aumento nos dias de afastamento por luto, licença paternidade e maternidade, inclusive por adoção, criação de equipe multiprofissional para acompanhamento de servidores readaptados, entre outros.
O município enfatiza que eventuais atrasos ocorrem devido a preocupação em aprimorar e, dentro da legalidade, buscar o melhor para o servidor.
Estas distorções precisam ser esclarecidas, pois, o próprio prefeito é funcionário público efetivo há 31 anos e sempre esteve ao lado dos servidores.”

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com