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Prefa pode tomar prédio abandonado

Decreto de 1940 condiciona doação de imóvel ao funcionamento dos Correios. Se Correio não usar, deve devolver ao município

Intenção é retomar e dar utilidade ao imóvel

O antigo e abandonado prédio dos Correios, na esquina das ruas Gil Stein Ferreira e Felipe Schmidt, no centro de Itajaí, poderá voltar a ser do município. Uma brecha foi encontrada no decreto de 1942, que autorizou a doação à União.
O documento abriu o sinal verde pra administração municipal reaver o imóvel, alvo de queixas pelo estado de abandono. O decreto condicionava a doação do prédio ao funcionamento da agência dos Correios. Só que a empresa saiu do imóvel há mais de quatro anos. O local virou reduto de drogados, moradores de rua e abriga muito lixo.
Gaspar Laus, procurador do município, explica que a prefeitura abriu um processo administrativo para estudar a reversão da doação. “O processo já foi distribuído, creio que o procurador judicial deva analisar a matéria nos próximos 15 dias,” explica Gaspar.
Caso o pedido de reversão seja aceito pelo judiciário, o projeto é abrir algum espaço para uso da comunidade. Gaspar diz que a ideia é desmanchar toda a estrutura. “Creio que, se retomado, o prédio será demolido, mas essa decisão será do prefeito”, frisa.

Demorou
O vereador Nikolas Reis (PSB) comentou o assunto na tribuna da Câmara de Vereadores na semana passada. Ele apresentou um projeto de lei para que a prefeitura revogue o decreto de 1940 e, assim, retome o imóvel.
Para Nikolas, o pedido de reintegração já vem tarde. “Pode ser um estacionamento, uma unidade de saúde, um museu, algo que sirva para finalidade diferente do que abrigar usuários de drogas”, palpita.

Prédio tá abandonado há quatro anos

O prédio dos Correios foi desocupado em maio de 2015, depois que a empresa alugou uma nova sede na rua Camboriú. Desde então, ele vem sendo depredado, ocupado por andarilhos e viciados.
Após inúmeras reclamações dos vizinhos, a direção dos Correios fechou portas e janelas para tentar evitar a entrada dos invasores. A medida de pouco serviu. O DIARINHO esteve no local, na tarde de domingo, e constatou que o acesso ao imóvel é fácil. Além de frestas, os invasores usam buracos no teto para entrar.
Dentro do prédio é possível encontrar restos de comida, roupas rasgadas, parte do telhado caído, móveis quebrados, pichação, potes com água parada e garrafas de bebidas vazias.
O fedor é insuportável. A dona de casa Lucia Veiga, 53 anos, passa pela frente da antiga sede dos Correios pelo menos uma vez por dia. “O pior é o cheiro de mijo. Moro na vizinhança e todo mundo sabe que passar ali é pedir para se incomodar. Se não for com o fedor é com os pedintes, principalmente à noite”, reclama.

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