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Preço da cesta básica sobe pela quarta vez seguida em Itajaí

Tomate é, novamente, o produto que mais teve aumento no valor.

O preço da cesta básica em Itajaí subiu pela quarta vez seguida. De R$ 396,17 em abril, foi pra R$ 397,03 em maio, um aumento de 0,22%. Este ano, com a soma de todos os aumentos, a alta acumula 9,33%. Os dados são do projeto Cesta Básica Alimentar, da Univali, a partir de pesquisa feita em seis supermercados da cidade.

Dos 13 produtos que compõe a cesta, seis subiram os preços. O tomate foi mais uma vez o produto que mais teve aumento: 23,22%. A banana subiu 13,95%; o açúcar 11,51%; o café em pó 6,39%; o arroz 6,3% e a farinha de trigo 6,25%.

O preço da cesta só não subiu mais porque houve queda no preço de sete dos 13 itens. O óleo de soja caiu 15,5%; o feijão preto 10,79%; a manteiga 10,29%; a carne 4,06%; leite longa vida 3,74%, a batata 3,67% e o pão francês 1%.

Comparado ao mês de maio do ano passado, o feijão foi destaque: subiu 46,08% e o arroz 21,89%. No acumulado do ano, comparado a dezembro de 2018, o feijão também foi o produto que mais subiu o preço, com 36,19%, seguido do tomate com 28,92%.

O economista e professor responsável pelo projeto de pesquisa, Jairo Romeu Ferracioli, explica que as chuvas em algumas regiões e as secas em outras altera o ciclo de colheita e o amadurecimento dos produtos in natura.  Ele também observa que essa elevação contínua nos produtos de origem agrícola é provocada pelo aumento no custo de produção.

Pros próximos meses, os pesquisadores dizem que os preços nos próximos meses vão depender, de novo, das condições climáticas, do preço dos combustíveis e da energia elétrica. Além disso, o cenário político e econômico no Brasil e no mundo também há de influenciar.

Impacto no salário do trabalhador

Com esse novo aumento da cesta básica, parte do aumento no valor do salário mínimo fica comprometida com a compra dos alimentos básicos e isso piora o poder de compra do trabalhador assalariado.

O custo da cesta sobre o salário mínimo passou de 39,70% em abril pra 39,78% maio. O trabalhador precisa de 87 horas e 30 minutos de trabalho, das 220 horas mensais,  pra comprar esses alimentos básicos.

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