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Por dentro do refeitório da Volvo Ocean Race

Conheça a estrutura montada para servir rango às equipes e aos voluntários

Meio dia em ponto é sagrado! As filas começam a se formar numa área improvisada da Vila da Regata para servir de restaurante, ou catering, como chamam os gringos. Disponível para os funcionários da Volvo Ocean Race, voluntários e até para as equipes – Martine Grael almoçou por lá – o refeitório serve um cardápio variado todos os dias, sempre dando opções de proteína, vegana, salada, legumes e frutas.
Há quem também tome os sucos de pozinho com seu Copo Eco (o plástico é totalmente proibido na Vila da Regata). Tudo é à vontade, podendo repetir e encher o prato até transbordar. Assim é o prático, eficiente e curioso refeitório da maior regata de volta ao mundo.

Montagem em contêineres
A cozinha foi montada em dois contêineres de 6 metros de comprimento e 2,4 metros de largura cada e lá trabalham no mínimo seis pessoas.
Há fritadeira, grelha, panelas, geladeiras e cozinheiros, ou melhor, chefes profissionais de cozinha e estudantes da Univali de gastronomia para atender tanta gente.
E como manter tudo no padrão higiênico e evitar que a comida estrague? A futura chef Sílvia da Silva Martins tem a receita. “A gente tenta ao máximo deixar na geladeira ou não deixar nada aberto e nada exposto (…)”, conta.
A atenção, afirma, é extrema. “Nós tentamos cuidar tanto na hora de lavar o alimento, quanto na hora do preparo e na hora de passar para o cliente, cuidar com a higiene das mãos, onde será servido o alimento e tudo mais’’, diz Sílvia.
A Vigilância Sanitária de Itajaí, lembra a cozinheira, foi ao local seguidas vezes verificar o trabalho do restaurante improvisado num pequeno contêiner.

Pipoqueira está na terceira edição da Volvo
O carrinho de pipoca da Rô é um dos mais conhecidos em Itajaí. Instalado sempre na Beira Rio e em grandes eventos ou shows da cidade, os milhos puladores de Rosangela Rocha Santos, a Rô, estão entre os preferidos do povão.
Rô e sua família estão há mais de 20 anos vendendo pipoca doce e salgada. A fama de uma das melhores pipocas da cidade já foi parar até nos programas matinais de televisão que ensinam receitas.
Nesta edição da Volvo Ocean Race, a Rô está ainda mais empreendedora. Ampliou a oferta de produtos, oferecendo crepes e coquinho.
Mas o grosso continua sendo a pipoca. Só de milho por final de semana vai mais de 100 quilos. E basta dar um giro na vila da Regata que o leitor verá um carrinho da Rô.

A opção vegana e o feijão sem bacon

Segundo dados fornecidos, já foram servidas 5000 refeições desde o início do mês, quando o local abriu para o público.
São três opções de proteínas. Só de carne vermelha vai aproximadamente 20 quilos por refeição. E de arroz uns 50 quilos.
Nos ‘quentes’ têm aproximadamente 12 variedades de alimentos todos os dias. Mas é no feijão que está o segredo do sucesso por, justamente, não levar bacon – ingrediente que, para os brasileiros, é praticamente fundamental no feijão.
A explicação vem fácil. “A maioria deles não gosta disso, estamos prezando bastante pelo lado vegano, vegetariano”, explica Sílvia.
E completa: “Também estão gostando pelo fato de sempre ter ovo, que é algo que eles gostam bastante, tanto o ovo cozido quanto omelete e ovo mexido’’, fala a chef em meio a pedidos por reposição de comida.

“A gente faz com amor e carinho”

DIARINHO – Você é bastante conhecida e foi até na televisão como a “moça da pipoca”. Por que sua pipoca é diferenciada?
Rô – Porque a gente faz com amor e carinho e procura sempre estar visualizando coisas boas para o nosso público.

DIARINHO – Se costuma dizer que local que tem pipoqueiro, é porque o evento é bom, já que o pipoqueiro procura saber onde terá bom público. Você faz esse levantamento?
Rô– Sim. Em todos os eventos que a gente trabalha procura visualizar a quantidade de pessoas. E pela quantidade de pessoas que passam pelo evento você já sabe definir se o evento vai ser bom ou não. E graças a Deus essa é a terceira edição da Volvo Ocean Race e está cada vez melhor. Eu creio que esse evento veio mesmo para impactar, para mudar e muitos benefícios ele traz pra Itajaí.

DIARINHO – Tem ideia de quanta pipoca será feita na Volvo?
Rô – Muita pipoca! A expectativa de público é muito boa. Acredito que em torno de cinco mil caixinhas de pipoca. Vai de quatro a cinco sacos de quilos de pipoca, por carrinho, no fim de semana.

Empresa que toca refeitório tem quase meio século no ramo da alimentação
A empresa responsável pelo refeitório é o restaurante Sako Xeio, que fica na Beira Rio. “Sou de família que trabalha no ramo de alimentação desde 1971 na cidade de Itajaí. Temos o prazer em servir com qualidade nossos clientes’’, faz questão de dizer Humberto Rizzieri Ardigó, o Beto, dono do restaurante.
O empresário é o primeiro a receber os famintos no restaurante, que fica ao lado do Planetário Digital. Ele cumprimenta um por um antes de receber o ticktet.
Cada integrante da organização recebe um vale-alimentação por dia, ou dois se ficar no turno da noite! “Estamos adorando, pois estamos tendo uma experiência diferente e o contato com várias nacionalidades está nos trazendo mais bagagem para a empresa’’, diz Beto.

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