Home Notícias Geral Polícia impede o fechamento da BR 101 e Jorge Lacerda por manifestantes

Polícia impede o fechamento da BR 101 e Jorge Lacerda por manifestantes

Uma manifestação organizada pelas redes sociais pretendia fechar a BR 101 e a rodovia Jorge Lacerda, em Itajaí, na manhã desta terça-feira.
Um grupo de cerca de 15 comerciantes foi para o ponto de encontro da manifestação, o pátio do posto Santa Rosa, para tentar brecar a passagem com carros. O objetivo era protestar contra o fechamento do comércio e das empresas por mais sete dias, por conta da quarentena estendida pelo governo estadual até o dia 7 de abril.
As polícias Militar e a Federal Rodoviária, além da Autopista Litoral Sul, se posicionaram nas rodovias para impedir o ato. Ao invés de repressão e aplicação de TCs, as polícias usaram o “mote de convencimento para evitar o ato”.
O comandante da 3º Região da PM, Evandro de Andrade Fraga, e o comandante da PM de Itajaí, Alfredo Knoblauch, foram pessoalmente conversar com os manifestantes, que eram donos de uma lavação, autônomos, barbeiros, vendedores, entre outros profissionais que estão impedidos de trabalhar pelo decreto que combate à pandemia de coronavírus.
“Conversamos e mostramos que existem outras maneiras de reivindicar o pleito deles, sem ser afrontando o decreto estadual”, explicou o comandante Fraga. O trabalho da PM foi monitorar as redes sociais e as organizações das manifestações e se antecipar ao ato, chegando primeiro que os manifestantes.
“Conversamos com os organizadores para explicar o momento vivido no estado e no país. Explicamos que existem outros meios legais de buscar ser ouvido pelo governo estadual, via associação Comercial, ACII e outras organizações de classes que podem levar um ofício, uma manifestação aos representantes do governo estadual para a categoria ser ouvida”, explicou comandante Knoblauch.
Uma hora e meia após o horário marcado pro protesto nenhum carro deu início à manifestação. Os manifestantes desistiram do fechamento das rodovias e também da carreta.
Marco Paulo, 35 anos, dono de uma lavação, era um dos manifestantes. Ele conta que tem sete funcionários e com as incertezas de voltar ou não ao trabalho, não sabe o que fazer com sua equipe. “A gente queria uma posição. Se os bancos voltaram, e você passa em frente do banco e há uma aglomeração de pessoas na fila, porque as empresas não podem retornar, respeitando o decreto e seguindo normas sanitárias?”, questiona.
Um barbeiro do bairro Fazenda também estava no posto Santa Rosa. Ele está sem trabalhar desde o início da quarentena e diz que não tem mais como bancar os dias fechados. “A gente só quer trabalhar, respeitando e tomando medidas para evitar a aglomeração nos locais de trabalho”, alega.


Novo ato

Os comerciantes saíram das margens da rodovia, mas prometem se organizar de outra forma para tentar voltar ao trabalho. “Vamos fazer um abaixo-assinado online, vamos fazer organização pelas redes sociais para enviar ofícios aos representantes do governo e vamos organizar uma carreata para sair de frente da prefeitura na sexta-feira”, afirmava o outro manifestante.
A PM diz que seguirá monitorando as manifestações. O procedimento será sempre o mesmo: conversar com os manifestantes antes. Os que insistirem terão termos circunstanciados lavrados por desobediência.

Isolamento é o remédio
O decreto do governo estadual prorrogou a quarentena em Santa Catarina até o dia 7 de abril. Na segunda-feira, o estado registrou a segunda morte por coronavírus e outras 219 contaminados pela doença.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, voltou a frisar na segunda-feira que o isolamento social é o único remédio para evitar novos casos e mortes pelo novo coronavírus.
O governo federal, estadual e municipal têm anunciado medidas tímidas para ajudar empresas e autônomos a enfrentar a paralisação das atividades por conta do combate à doença.

Fran Marcon
Formada em Jornalismo pela Univali, com MBA em Gestão Editorial. fran@diarinho.com.br
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