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Pescadores do cerco aderem à paralisação

Mais de 80% dos pescadores da modalidade de cerco aderiram à greve dos caminhoneiros em Santa Catarina. Os profissionais do mar, que são diretamente afetados pelo preço do óleo diesel, paralisaram os trabalhos em solidariedade ao movimento dos caminhoneiros. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Pesca de Santa Catarina (Sitrapesca) Henrique Pereira, a decisão também é uma forma de pressionar o governo para que seja respeitado o prazo para liberação da pesca da tainha. Teoricamente, a captura da espécie deveria ser liberada no primeiro dia do mês de junho.

Na última semana mais de 30 barcos de cerco voltaram para terra, entrando na Barra de Itajaí no mesmo horário, numa mobilização que chamou a atenção da comunidade local. Nos últimos dias mais barcos aderiram à paralisação. A estimativa do Sitrapesca é de que mais de 80% da frota de cerco esteja paralisada.
“Não há como mensurar com certeza o impacto da paralização, mas os pescadores querem demonstrar total apoio aos caminhoneiros na luta pela redução dos impostos cobrado no preço dos combustíveis, que afeta a todos nós”, afirma Pereira.

A frota atual de cerco em Santa Catarina é de aproximadamente 70 barcos. A modalidade de cerco captura as espécies: tainha, anchova, sardinha, palombeta, entre outras – dependendo a licença de cada embarcação. Para este ano, há um acerto com o governo federal para liberar a pesca de tainha para 50 embarcações. Embora a definição se dê através de sorteio e não esteja oficializada, a quantidade já tem sido comemorada pelo setor.  “Ano passado apenas 17 barcos conseguiram, se a liberação de 50 for concretizada, já é um grande avanço”, afirma Pereira.

Elaine Mafra
Jornalista formada pela Univali em 2006. elaine@diarinho.com.br
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