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Pedreiro que morreu não usava EPI, diz a esposa

Família do operário pretende processar empresa por não fornecer equipamentos

Afamília do pedreiro André Barbosa de Souza, 43 anos, que morreu ao ser atingido por uma viga durante a queda de um galpão em construção no bairro São Vicente, em Itajaí, pretende processar a empresa responsável pela obra.
A mulher de André, Elidiana Barros Silva, 32, e a irmã dele, Carina Barbosa de Souza Barragan, 38, alegam que a empresa foi negligente e que os trabalhadores não usavam equipamentos de proteção individual (EPI). A empresa nega.
O acidente ocorreu na tarde de segunda-feira, por volta das 16h, na rua Genésio Tavares. As imagens de uma câmera de vigilância mostram o instante da tragédia.
Quatro pessoas trampavam na obra, sendo que dois homens tavam em cima da estrutura de concreto colocando a cobertura. André tava embaixo, no chão, quando as vigas desabaram. Uma delas atingiu o operário, que morreu a caminho do hospital. Os três colegas sofreram escoriações.
Conforme o registro no boletim de ocorrência, os vizinhos foram os primeiros a prestar socorro às vítimas e relataram que os trabalhadores não usavam itens de segurança. Eles não usavam capacete, luvas ou equipamentos de escalada industrial, entre outros, obrigatórios por lei.
André morava no bairro dos Municípios, em Balneário, e trabalhava há cerca de um ano e meio na empresa. “Quando ele chegava em casa, sempre reclamava que não usava equipamentos de segurança”, afirma Elidiana.
A irmã do pedreiro destaca que a família não pensa em dinheiro, mas em fazer justiça e evitar outras tragédias. “Ele [o dono da empresa] tem que aprender pra não tirar outras vidas”, afirma.
Natural de São Paulo, André veio de Londrina (PR) com a irmã há cerca de dois anos. Ele deixa uma filha de sete anos, que vive no Paraná com ex-esposa, e um enteado, filho de Elidiana, também de sete.

O que diz o empresário
Ao DIARINHO, Ivandro Luiz Meneghelli, da M Moretti Lajes Pré-Moldadas, de Balneário, reforçou o que relatou no BO: que os trabalhadores usavam os EPIs. Ele afirma que eles só não estariam de capacete, embora tivessem o restante do equipamento. Segundo Ivandro, os homens tinham cinto de segurança.
Ele observa ainda que André estava no local errado e não teria atendido a orientação do mestre de obras. “Quando estão montando a obra, ninguém fica embaixo”, frisa. “Foi um acidente, realmente”, avalia, dizendo que as causas ainda serão apuradas.
A defesa Civil deve finalizar hoje o laudo sobre a estrutura após uma vistoria. O documento será encaminhado ao ministério do Trabalho. A polícia Civil também vai investigar o caso.

Vídeo mostra galpão que desabou e matou trabalhador em Itajaí from Diarinho on Vimeo.

 

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